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By Ferramentas Blog

terça-feira, 16 de agosto de 2011

JUSTIFICAÇÃO 1 - JUSTIFICAÇÃO PELA GRAÇA MEDIANTE A FÉ

JUSTIFICAÇÃO PELA GRAÇA MEDIANTE A FÉ
Rm 3:21-31

Introdução: Muitas de nossas doutrinas tem sido distorcidas com o passar dos anos.
A doutrina que pretendo expor aos irmãos tem sido atacada há muito pelos católicos e hoje ela tem perdido força até mesmo no meio protestante.
            Procuro resgatar a força desta doutrina tão defendida pelos reformadores e que sem dúvida foi a grande causadora da Reforma Protestante do séc. XVI.
            A doutrina a que me refiro é a doutrina da justificação.

                                   
Transição: O apóstolo Paulo escreveu esta carta a Igreja de Roma aproximadamente no ano 57 d.C.
            (Roma era a capital do Império Romano. A riqueza de Roma saltava aos olhos. O seu comércio era algo extraordinário, e a cidade de Roma era uma grande consumidora. Por isso Roma atraia todo tipo de pessoa.
            Com o passar dos anos, o medo foi tomando conta de Roma, sua população escrava e de pobres crescia assustadoramente. Logo,  Roma passou a ser uma cidade superpovoada. Os problemas sociais começaram a surgir na capital do Império. Para diminuir o excesso de população muitos pobres e escravos eram lançados nas arenas onde morriam nas mãos de gladiadores ou se tornavam alimentos para ferozes leões).
Esta carta é o manifesto mais completo e coerente do evangelho que se encontra no Novo Testamento.
Através da carta de Paulo podemos concluir que a Igreja de Roma era freqüentada por ricos e pobres, escravos e livres, judeus e gentios.
O texto que lemos se encontra dentro da discussão que Paulo faz em sua carta sobre o tema da justificação pela fé.
Devemos entender que a justificação pela fé

1o- É um ato da justiça de Deus
“Mas, agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas” (Rm 3:21).
Paulo começa sua carta condenando toda a humanidade, desde os tempos da criação do mundo, por sua ingratidão, visto que não há quem reconheça a Deus na excelência de suas obras, pois estas revelam o seu poder e a sua glória.
“A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça, porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifestado entre eles, porque Deus lhes manifestou (Rm 1:18-19).
Paulo estava falando estas palavras a homens que estavam adorando a criação, em vez de adorarem ao criador.
Tantos os gentios como os judeus são colocados pelo apóstolo na mesma situação de condenação diante de Deus.
“Se, porém, tu que tens por sobrenome judeu, repousas na lei e te glorias em Deus;... Pois como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa” (Rm 2:17;24)
Por fim Paulo conclui que todos os homens pecaram e carecem da glória de Deus (Rm 3:23).
Ao homem não resta nada a fazer, em face de sua culpa ele esta impossibilitado de se salvar ou de se auto justificar, só lhe resta aguardar o julgamento, que é a conseqüência inevitável do pecado no mundo de Deus. Diante esta incapacidade de se auto justificar, é que se manifesta a graça de Deus em Cristo.
Portanto é Deus quem justifica (Rm 8:33). Somente Ele pode faze-lo. Deus o faz livremente não por causa de nossas obras, mas por causa da sua graça.
A justificação pela fé é um ato da justiça de Deus aos homens.
O verbo justificar é dikaioõo” construído sobre a mesma raiz de justo $dikaioj% que significa ‘absolver’, ‘declarar justo’. A justificação é um ato próprio do juiz.
A idéia principal, em justificação, é a declaração de Deus, o juiz justo, de que o homem que crê em Cristo, embora possa ser pecador, é justo – é visto como sendo justo, porque, em Cristo, ele chegou a um relacionamento justo com Deus.
Para Paul Tillich a justificação é o ato eterno de Deus mediante o qual ele aceita como não alienados aqueles que na verdade se acham alienados dele pela culpa.
Como sei que estou falando a uma platéia composta de pastores e futuros pastores, eu transmito aqui o apelo do teólogo Paulo Tillich para que quando os irmãos estiverem ensinando ou pregando sobre a “justificação pela graça mediante a fé”, não abreviem este termo como tem sido freqüentemente feito para “justificação pela fé”. Porque ao fazerem isto vocês estarão retirando a causa de nossa aceitação perante Deus. Não somos aceitos por causa da nossa fé, mas somos aceitos por causa da Sua graça. E a fé que nos leva a crer em Jesus Cristo para nossa salvação, não é gerada por nós mesmos, mas pelo Espírito de Deus (Ef 2:8).
Portanto a justificação é um ato da justiça de Deus que se manifesta a nós homens.

2o- Só pode ser encontrada em Cristo
“justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem;” (Rm 3:22a).
Visto que todos os homens são pecadores, todas as suas obras são maculadas, e a isso, segue-se que todos os homens se acham destituídos de justiça inerente. Como nenhum homem consegue se auto justificar perante o tribunal de Deus, estão todos condenados a morte, pois este é o salário do pecado.
Deus sendo rico em misericórdia desejava salvar o homem, mas Ele precisava satisfazer a lei. A lei não podia ser quebrada sem que o infrator sofresse a sua pena. Os pecadores estão presos à penalidade da lei. Não podem simplesmente sair ilesos, pois isso seria passar por cima da lei e seria contra o próprio caráter de Deus. A lei deve ser cumprida, suas exigências pagas e sua dignidade respeitada. Deus não pode abolir, ignorar ou deliberadamente passar por cima da constituição moral das coisas que estabeleceu.
Paulo tentou de todos os modos mostrar que o homem nada podia fazer de absoluto para ajudar alcançar sua salvação.
De tal forma que é indispensável que Cristo venha em nosso auxílio, pois Ele é o único inerentemente justo e capaz de fazer-nos justos, transferindo para nós sua própria justiça.
Jesus Cristo é a manifestação da justiça de Deus aos homens.
Louis Berkhof define a justificação como um ato judicial de Deus, no qual Ele declara, com base na justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei são satisfeitas com vistas ao pecador; isto significa, que o caminho para que o homem seja aceito por Deus, só pode ser encontrado em Cristo. 
O apóstolo Paulo também demonstra sucintamente que esta justificação só pode ser encontrada em Cristo.
Jesus é o centro da ‘justificação pela graça mediante a fé’. Ele é o substituto que tomou o nosso lugar, levou o nosso pecado, morreu a nossa morte, sofreu a nossa penalidade.
Através deste novo caminho tanto judeus, como gentios podem ser postos em correta relação com Deus, podem ter a certeza de serem aceitos por Ele e de receberem Seu perdão gratuito.
É Cristo que Deus expôs diante de nossos olhos como Aquele cuja morte sacrificial fez expiação de nossa culpa e retirou a iminente retribuição merecida por nossa rebelião contra Deus. O que Cristo obteve para nós, podemos tornar efetivamente nosso pela fé.

3o- Proporciona bênçãos eternas
A justificação pela graça mediante a fé nos garante a reconciliação com Deus.
Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; (Rm 5:10).
A reconciliação (Katalasso, katallage) é uma doutrina estreitamente aliada à da justificação. A justificação é a absolvição, do pecador, de todo pecado; a reconciliação é a restauração do homem justificado ao relacionamento com Deus.
 Juntamente com a reconciliação vem o perdão. Se deixamos de ser inimigos de Deus e se temos agora livre acesso a Ele, é porque a justificação nos absolveu de nossos pecados e nos deu o perdão de Deus. Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1). Isto significa que estamos perdoados, não precisamos mais pagar a penalidade imposta por nossos pecados.
Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5:1).
A ira de Deus, que transformava o homem em seu inimigo foi retirada por meio da justificação. O homem foi absolvido, seu relacionamento foi restaurado e agora ele tem paz com Deus. A paz esta ligada com o estado que o homem se encontra diante Deus. A justificação restabeleceu a paz do homem com Deus e de Deus com o homem.
A justificação abriu a porta para o cumprimento da promessa de Deus anunciada pelo profeta Ezequiel ‘Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.  Porei em vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos...’ (Ez 36:25-27).
Esta promessa esta relacionada com o novo nascimento ou regeneração significa na vida do homem uma transformação radical operada pelo Espírito Santo. Antes da cruz o homem se encontrava ‘morto’ espiritualmente por causa do pecado. O homem vivia para a carne, para o mundo, vivia sob o domínio do pecado, era escravo do pecado. O homem vivia para o pecado e morto para Deus.
Todo o interior do homem, todas as suas faculdades e até os alicerces de sua personalidade são transformados pela regeneração. A regeneração é um nascer de novo, nascemos no espírito e agora somos guiados pelo Espírito de Deus.  Por meio deste novo nascimento somos recebidos no Reino de Deus como filhos adotados por Deus em Cristo.

Conclusão: Quero encerrar lembrando aos irmãos que a justificação pela graça mediante a fé, é um ato da justiça de Deus, pois Deus para poder salvar o pecador precisava satisfazer sua justiça, (somente Deus poderia salvar o homem de sua ganância, cobiça, de sua desumanização, que o leva cada vez mais a morte, pois todos pecaram e todos carecem da glória de Deus).  esta justificação só pode ser encontrada em Cristo, pois somente Jesus Cristo sendo Deus e homem pôde satisfazer a justiça de Deus (e somente em Jesus o homem pode olhar um para o outro sem distinção de classe social, cor e sexo, todos se tornam iguais perante Deus, não existe mais escravos e livres, pobres e ricos, judeus e gentios. Em Cristo somos todos um) , e esta justificação nos proporciona bênçãos eternas, bênçãos essas que começamos a viver hoje, aqui e agora por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

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