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terça-feira, 28 de agosto de 2018

SERMÕES 40 - UMA MESA PARA TODOS


UMA MESA PARA TODOS
1 Coríntios 11.17-28

Objetivo: Conduzir a igreja a participar da Ceia do Senhor dignamente, em unidade.

INTRODUÇÃO: Corinto era uma cidade portuária e um rico centro comercial. A cidade ostentava um teatro ao ar livre com capacidade para 20.000 espectadores. Corinto possuía uma população que incluía gregos, romanos, judeus e orientais e exibia, com orgulho, o templo de Afrodite com suas 1.000 prostitutas. A condição imoral de Corinto é vividamente percebida no fato de que o termo grego “Korintianizomai” (lit. agir como um coríntio) adquiriu o sentido de “cometer fornicação”. Corinto era notória por tudo que era pecaminoso.
O evangelho foi pregado em Corinto pela primeira vez por Paulo (At 18), em sua segunda viagem missionária (A.D. 50).
Os problemas aparecidos no culto daquela igreja têm semelhanças extraordinárias com os problemas litúrgicos que a igreja do século XXI, ou pelo menos boa parte dela, enfrenta. A igreja de Corinto vivia um momento de grande efervescência espiritual. Porém a igreja de Corinto não era conhecida somente pela riqueza dos seus dons, mas também pela abundância dos seus problemas. Ela não ficava atrás de nenhuma outra igreja neotestamentária quanto à presença e manifestações dos dons espirituais, porém, a todas adiantava-se em carnalidade e infantilidade.
O espírito faccioso que permeava a comunidade havia afetado profundamente as suas reuniões. Em nenhuma parte do culto isso ficava mais evidente do que na celebração da Ceia do Senhor. Vamos olhar para alguns aspectos da Ceia do Senhor.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

MENSAGEM 26 - A MESA DO SENHOR JESUS

A MESA DO SENHOR JESUS
Mateus 26.26-30
Antônio Carlos Barro


Introdução:
·      É muito comum no interior do nosso país a hospitalidade. Não importava a hora em que o viajante chegasse, sempre era possível estender um convite para o almoço ou jantar. À mesa, grande ou pequena, sempre há lugar para mais um.
·      Jesus é conhecido nas páginas do Novo Testamento como o grande mensageiro que veio anunciar que na casa de seu Pai há lugares para todos. Ele morreu na cruz do Calvário para que mais pessoas pudessem se assentar com ele na mesa do grande banquete.

Transição:
Entendamos um pouco mais sobre a Ceia do Senhor, para que ao participarmos dela possamos fazer com reverência ao Cristo que a instituiu. Chamo a atenção de todos para alguns aspectos daquilo que chamamos A MESA DO SENHOR JESUS.

sexta-feira, 27 de março de 2015

MENSAGEM 14 - RESSURREIÇÃO (Ceia)

RESSURREIÇÃO - CEIA
1 Co 11.23-26

23.Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão 24.e, tendo dado graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". 25.Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim". 26.Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha (1 Coríntios 11:23-26).

1 – “Na noite em que foi traído...” (v. 23)
O que é traição? No dicionário você encontrará que é a incapacidade de ser fiel a uma pessoa ou enganar alguém.
O texto de Coríntios se refere a traição de Judas. Precisamos compreender um pouco este homem, para entendermos o por quê ele traiu a Jesus. Judas pertencia a um grupo político chamado “zelotes”. Este grupo era como um dos partidos políticos de nossos dias que lutavam por um ideal. Os zelotes desejavam a implantação do Reino Messiânico e a libertação de Israel do domínio de Roma.
Judas desviava o dinheiro que era ofertado ao ministério de Jesus com o fim de investir no programa dos “zelotes”.
Com o fim de forçar Jesus a assumir sua posição de Messias, Judas abandona todos os princípios éticos que ainda lhe restavam e entrega Jesus aos romanos, com um beijo; acreditando que Jesus dessa forma convocaria Israel para lutar e estabeleceria seu reinado messiânico.
Preste atenção, Judas já traia Jesus ao roubar o dinheiro da sacola para investir no projeto dos zelotes. Judas já traia Jesus quando tentava criar um plano B para que o reinado messiânico se manifestasse, e por fim consumou sua traição com um beijo.
A primeira traição descrita na história acontece no Éden (Gn 3). Adão trai a confiança que Deus colocará sobre ele. Deus lhe pediu para não comer do fruto da árvore que estava no meio do jardim, entretanto Adão desobedeceu a Deus, e desde então o pecado se tornou parte de nossa natureza humana.
Será que em algum momento de sua vida você não traiu a confiança de alguém? Acredito que de alguma forma todos nós já traímos. Possivelmente você já roubou uma bala do mercadinho quando ninguém estava olhando, já passou pela alfandega com mercadoria escondida, mentiu para um amigo, para sua mãe, para seu pai, para sua namorada, para seu cônjuge, fez alguma coisa errada e jogou a culpa em outro, ou mesmo entregou alguém que confiava em sua descrição. Contudo todas estas “pequenas” traições só aconteceram porque, na verdade, você já tinha traído a Deus em seu coração, estabelecendo um ídolo em sua vida, que se tornou seu senhor, no lugar de Deus. Quando os valores do Reino de Deus não são vividos por nós, é porque levantamos um novo altar em nossos corações. Isso é traição a Deus. Isso é pecado!
A Bíblia afirma no livro de Romanos (Rm 3.23) - pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

ESTUDOS 4 - A CEIA DO SENHOR UMA INSTITUIÇÃO DE CRISTO

A Ceia do Senhor Uma instituição de Cristo.

"...o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes em que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha." (I Co.11:23-26).

Observando a expressão "fazei isto", percebemos que se trata de uma ordem de Jesus. É um imperativo, e fica ainda mais evidente ser uma ordenança para a Igreja, quando Jesus repete a expressão "todas as vezes que"... mostrando que este ato deveria ser parte da nossa prática cristã.

Um memorial
Lugar algum das Escrituras mencionam o pão e o vinho se tornando literalmente o corpo e o sangue do Senhor na hora em que o partilhamos. Pelo contrário, Jesus deixa claro o caráter simbólico do ato ao dizer: "fazei isto em memória de mim". A ceia do Senhor é um momento de recordação do que ele fez por nós ao morrer na cruz para a remissão dos nossos pecados. Quando a celebramos, estamos anunciando a morte do Senhor Jesus até que Ele volte! Os elementos são, portanto, figurativos, e não literais.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

ESTUDOS 3 - A CEIA DO SENHOR E AS CRIANÇAS

A Ceia do Senhor e as Crianças

Jesus Cristo, querendo mostrar que veio dilatar antes que limitar a misericórdia do Pai, abraça ternamente as criancinhas a si trazidas, repreendendo os discípulos que tentavam impedi-las de acesso, afirmando que delas é o reino dos céus (Mt 19:13-15; Mc 10:13-16; Lc 18:15-17)... As crianças estão incluídas no pacto de Deus. A ação de recebê-las, o abraço, a  imposição de mãos e a oração de Cristo, demonstram que as crianças não apenas são dele, como também são por ele santificadas. A expressão usada pelos evangelistas, brevfh kai; paidiva – nenês e criancinhas (Mt 19:14; Mc 10:13; Lc 18:15), designa literalmente criancinhas de peito. Não se fala aqui de crianças já crescidas, portanto já aptas a vir por si mesmas. Vir, nestes textos, fala de ter acesso. As crianças podem vir a Cristo, pois das tais é o reino dos céus.
João Calvino, Institutas da Religião Cristã. Vol. IV., XVI.7.

Pode uma criança receber a Ceia do Senhor? A questão levanta diversos pontos de vista dos variados grupos cristãos. O presente trabalho busca responder a tal pergunta sob uma ótica da doutrina reformada, alinhavando o argumento em três etapas: nosso entendimento acerca do significado da Ceia, a situação das crianças diante de Deus e as implicações dessas duas considerações para a participação ou não dos infantes nesse sacramento.

ESTUDOS 2 - A CEIA DO SENHOR

A Ceia do Senhor:
Comunhão com Deus e com nossos Irmãos

Quase todas as igrejas que proclamam seguir a Cristo observam a Ceia do Senhor. O pão e o fruto da videira são elementos comuns nas assembléias de adoração de vários grupos religiosos. Mas há diferenças no entendimento a respeito desta comemoração. Neste artigo, examinaremos o que a Bíblia ensina sobre a Ceia do Senhor para aprender como devemos participar dela hoje em dia.

A Primeira Ceia: O Exemplo de Jesus
Quatro textos registram os pormenores da primeira "Ceia do Senhor". Três destes relatos estão nos evangelhos (Mateus 26:26-29; Marcos 14:22-25 e Lucas 22:19-20) e o outro está em 1 Coríntios 11:23-26. Podemos aprender como Jesus e os apóstolos celebraram a ceia comparando estes relatos. Por favor, pare uns poucos minutos para ler cada uma destas quatro passagens, antes de continuar este estudo. Observe as minúcias:
O propósito: "Fazei isto em memória de mim" (Lucas 22:19). A Ceia do Senhor é nossa oportunidade para lembrar o sacrifício que Jesus fez na cruz, pelo qual ele nos oferece a esperança da vida eterna: "Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha" (1 Coríntios 11:26). A Ceia do Senhor não pretende ser um memorial do nascimento, da vida ou da ressurreição de Cristo. É um momento especial no qual os cristãos refletem sobre o Salvador sofredor para serem lembrados do alto preço que ele pagou por nossos pecados. Precisamos manter este tema central do evangelho (1 Coríntios 2:1-2) em nossas mentes.
Os símbolos: Jesus usou dois símbolos para representar seu corpo e seu sangue. É claro que ele não ofereceu literalmente seu corpo (que ainda estava inteiro) nem seu sangue (que ainda estava correndo através de suas veias). Ele deu aos discípulos pão sem fermento para representar seu corpo e o fruto da videira (suco de uva) para representar o sangue que estava para ser derramado na cruz. Ele não deixou dúvida sobre a relação deste sacrifício com nossa salvação: "Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados" (Mateus 26:28).
A ordem: Quando comparamos estes quatro relatos, podemos também ver a ordem na qual a ceia foi observada. Jesus primeiro orou para agradecer a Deus pelo pão e então todos o partilharam. Ele orou de novo para agradecer ao Senhor pelo cálice, e todos beberam dele. Deste modo, ele chamou especial atenção para cada elemento da ceia.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ECLESIOLOGIA 20 - A CEIA DO SENHOR


A Ceia do Senhor:
Comunhão com Deus e com nossos Irmãos

Quase todas as igrejas que proclamam seguir a Cristo observam a Ceia do Senhor. O pão e o fruto da videira são elementos comuns nas assembléias de adoração de vários grupos religiosos. Mas há diferenças no entendimento a respeito desta comemoração. Neste artigo, examinaremos o que a Bíblia ensina sobre a Ceia do Senhor para aprender como devemos participar dela hoje em dia.

terça-feira, 28 de junho de 2011

CEIA DO SENHOR 2 - A ÚLTIMA CEIA

A ÚLTIMA CEIA

Mt 26:17-30


Gostaria neste pequeno espaço apenas registrar alguns significados referente ao acontecimento da celebração da páscoa realizada por Jesus antes de sua morte. Esta celebração tem sido chamada pela igreja de hoje como "a última ceia".

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CEIA DO SENHOR 1 - CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR NA IGREJA DE CORINTO

CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR NA IGREJA DE CORINTO

1 Co 11: 17-34


INTRODUÇÃO: Corinto era uma cidade portuária e um rico centro comercial. A cidade ostentava um teatro ao ar livre com capacidade para 20.000 espectadores. Corinto possuía uma população que incluía gregos, romanos e orientais e exibia, com orgulho, o templo de Afrodite com suas 1.000 prostitutas. A condição imoral de Corinto é vividamente percebida no fato de que o termo grego “Korintianizomai” (lit. agir como um coríntio) adquiriu o sentido de “cometer fornicação”. Corinto era notória por tudo que era pecaminoso.
O evangelho foi pregado em Corinto pela primeira vez por Paulo (At 18), em sua segunda viagem missionária (A.D. 50). Enquanto morava e trabalhava com Áquila e Priscila, ele pregou na sinagoga até que a oposição o forçou a mudar-se para a casa ao lado, a casa de Tício Justo. Os judeus o acusaram perante o governador Gálio, mas as acusações foram rejeitadas, e Paulo permaneceu 18 meses na cidade. Depois de partir escreveu à igreja uma carta que se perdeu (1 Co 5:9), mas várias perguntas foram levantadas pelos membros da igreja de Corinto, o que levou Paulo a escrever esta primeira epistola aos coríntios.
Os problemas aparecidos no culto daquela igreja têm semelhanças extraordinárias com os problemas litúrgicos que a igreja do século XX, ou pelo menos boa parte dela, enfrenta. A igreja de Corinto vivia um momento de grande efervescência espiritual. Porém a igreja de Corinto não era conhecida somente pela riqueza dos seus dons, mas também pela abundância dos seus problemas. Ela não ficava atrás de nenhuma outra igreja neotestamentária quanto à presença e manifestações dos dons espirituais, porém, a todas adiantava-se em carnalidade e infantilidade. Comparada com igrejas como a de Tessalônica ou de Filipos, a de Corinto estava bastante atrás em pureza moral e maturidade. Seus membros não tinham a mesma maturidade espiritual e caráter moral dos crentes dessas outras igrejas embora tivessem os mesmos recursos.
Havia problemas de ordem moral, doutrinária e litúrgica. Havia divisões na igreja (1 Co 1:11-14), frouxidão na disciplina (5:1), um irmão processando outro em tribunal secular (6:1), imoralidade(6:15), havia um movimento feminista na igreja (cap. 7), os “fracos” e os “fortes” divididos quanto a comer carne sacrificada aos ídolos (cap. 8-10). Tudo isso tinha reflexos no culto, onde, aparentemente, reinava desordem e confusão.
Tudo isto justifica as palavras de Paulo com relação à igreja de Corinto: 1Co 3:1-4 – “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais; e, sim, como a carnais, como a crianças em Cristo...”
O espírito faccioso que permeava a comunidade havia afetado profundamente as suas reuniões. Em nenhuma parte do culto isso ficava mais evidente do que na celebração da Ceia do Senhor.