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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SERVO 5 - AS CARACTERÍSTICAS QUE UM BOM SERVO DEVE POSSUIR - 3

AS CARACTERÍSTICAS QUE UM BOM SERVO DEVE POSSUIR – 3

INTRODUÇÃO: Estamos dando continuidade a nossa série de sermões sobre as características que um bom servo deve possuir. Já mencionamos que um bom servo deve ser diligente e estável. Hoje veremos mais uma característica.

1 – Amar nossos semelhantes (Jo 13:34)
O amor aos irmãos é um elemento essencial na vida de todo obreiro cristão. Contudo quando nosso Senhor Jesus nos ordena amar nosso próximo como a nós mesmos, Ele não tinha em mente apenas os irmãos da Igreja ou nossos amigos de trabalho, mas a toda humanidade que nos rodeia. Verdade esta que ele demonstra na parábola do Bom Samaritano.
Para que você compreenda essa realidade gostaria de lhe dizer que Deus ama todo ser humano e quando entregou Seu Filho como sacrifício, Ele, o fez para que todo ser humano pudesse ser reconciliado com Ele.
Jesus não morreu só por você ou só por um povo, mas por todos nós, por todos os povos (Jo 12:32). Deus sempre quis abençoar todas as famílias da terra (Gn 12:3). Como afirma Paulo ao jovem pastor Timóteo o desejo de Deus é que todos os homens sejam salvos (1 Tm 2:4).
Creio que está claro que Deus ama a todo ser humano sem acepção (Rm 2:11: Ef 6:9).
A Palavra de Deus nos diz que o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5:5); portanto deveríamos amar a todas as pessoas como Deus as ama.
Entretanto é fato que tratamos nossos semelhantes com diferença. Escolhemos as pessoas que desejamos que venham fazer parte de nossa igreja. Olhamos com diferença, com preconceito, com julgamento para aqueles que parecem não fazerem parte de nossa camada social.
Os pobres têm dificuldade de amar os ricos porque os julgam culpados pelo seu estado de miséria. Os ricos têm dificuldade de amar os pobres porque os julgam pessoas derrotadas na vida.
Para se resolver esta dificuldade social estão criando hoje uma igreja para pobres e outra para os ricos; em vez de ensinar um a amar o outro é mais fácil compactuar com o sistema e criar para cada classe social sua própria igreja. Será que era isso que Jesus queria para sua Igreja?
Jesus nos deixou dois mandamentos: Primeiro: Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todo a tua força (Mc 12:30). Segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mc 12:31).
Jesus nos deixou o mandamento de amarmos o nosso próximo como a nós mesmos. Por que temos tanta dificuldade em amar nosso semelhante como a nós mesmos? Creio que a resposta a esta pergunta se encontra em nossa própria cultura, na raiz de nossa educação.
Em nossos dias temos muito amor por nós mesmos. Gastamos muito do que ganhamos com cosméticos (produtos de embelezamentos), com produtos que facilitem nossas vidas (tecnologia doméstica), com produtos que nos proporcionem conforto pessoal (carros, aparelhos DVD, etc.). Tudo isso que buscamos visa tão somente o nosso próprio conforto, não pensamos muito nas necessidades básicas daqueles que nos rodeiam. Não temos muito tempo para isso, porque a cada instante o mercado lança um produto novo; e nos fazem acreditar que necessitamos daquele produto para nosso melhor conforto. Vivemos um egoísmo profundo provocado pelo mercado que necessita desse egoísmo para se manter vivo.
Somos estimulados a pensarmos constantemente em nós mesmos e em nossas necessidades. Aprendemos a viver de relações superficiais, olhando um para o outro apenas como mercadoria, como produto de consumo. Por isso muitos vivem rodeados de pessoas, mas em profunda solidão.
Em nossos dias muitas pessoas sofrem de baixo-estima, mas esta baixo-estima tem em sua maioria como causa o sistema que governa este mundo. O sistema passa para estas pessoas um padrão de beleza, que a leva a se sentir mal por estar fora do padrão. A pessoa passa a não se aceitar e começa a correr para ajuda de silicone, bisturis, lipoaspiração. Infelizmente tais recursos são disponíveis apenas para aqueles que possuem uma boa condição financeira.
Poderíamos descrever também nossa dificuldade de amar a partir de uma visão histórica, descrevermos os grandes conflitos religiosos entre os protestantes, católicos, mulçumanos, etc. O que poderia ser uma justificativa para nossa barreira com as pessoas de outras religiões. Poderíamos ainda citar o fator socioeconômico que há anos colocou os índios e negros como a ralé da sociedade. Ainda hoje pessoas fazem piadas dos negros, os julgam precipitadamente como se todos fossem bandidos, criamos uma barreira racial, promovido pelo sistema econômico.
Teríamos que escrever um livro para justificar tantas razões para não amarmos, mas eu quero afirmar hoje que não existem mais razões para não amarmos nossos semelhantes uma vez em Cristo Jesus. Se Jesus amou a todos nós não podemos continuar vivendo como temos vivido, não podemos mais continuar a fazer acepção de pessoas, não podemos olhar para o outro como se ele não merecesse o amor de Deus.
Chega de ódio, chega de egoísmo, chega de viver olhando para si mesmo, chega de correr atrás somente de seus interesses – será que não conseguimos aprender a maior de todas as lições da cruz – o amor.
A cruz é o símbolo do amor. Jesus se doou por toda humanidade na cruz. Sua vida foi um exemplo de dedicação a todas as pessoas, viveu de forma altruísta, não se deixou ser levado pelo sistema que governa o mundo em sua época. Seu desejo era fazer a vontade do Pai, isto é, levar a salvação a todas as pessoas. Jesus pregava aos pobres e ricos e ensinava aos religiosos e leigos, estendeu a salvação a todos os povos. Sua oração ao Pai é para que todos fossemos um com Ele assim como ele era um com o Pai.
Jesus dá início a uma nova classe social, a um novo povo, a uma nova comunidade onde já não existe mais diferenças entre as raças (Gl 3:28; Cl 3:11). Em Cristo podemos todos convivermos juntos, amarmos uns aos outros de verdade, esta é a vida do Espírito. Esta vida nos chama a vivermos libertos do sistema que governa este mundo, não devemos andar como o mundo nos induz, mas somos livres para dizer não ao sistema maligno, que nos aprisiona, nos faz egoístas, pessoas de baixo-estima e que somente nos vê como mercadorias. O Espírito de Deus nos vivifica para que possamos amar uns aos outros, para que possamos lutar pelo nosso semelhante, para que possamos deixar de viver para nós e como Jesus Cristo vivermos para servir. O Espírito de Deus nos capacita a vencermos o mundo e suas concupiscências, o Espírito nos vivifica para que a vida de Deus flua através de nós.

CONCLUSÃO: Seremos bons servos apenas quando permitirmos que o Espírito de Deus nos vivifique e nos conduza a vivermos não mais dominados pelo sistema que governa este mundo, mas vivermos como Cristo viveu. Em Cristo aprenderemos a amarmos a nós pelo que somos aos olhos de Deus e aceitarmos o nosso próximo como alvo do amor de Deus.Já passamos da hora de obedecermos ao mandamento do Senhor Jesus. Meu desejo é que a partir de hoje você possa amar o teu próximo como Jesus te amou.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

domingo, 24 de outubro de 2010

SERVO 4 - AS CARACTERÍSTICAS QUE UM BOM SERVO DEVE POSSUIR - 2

AS CARACTERÍSTICAS QUE UM BOM SERVO DEVE POSSUIR – 2

INTRODUÇÃO: A estabilidade é outra das qualidades que se deve encontrar na vida de todo servo de Deus. O homem é emotivo por natureza e precisa aprender a controlar suas emoções. Muitos crentes são extremamentes inconstantes devido à falta de controle de suas emoções.

1 – Estável - 1 Co 15:58
Entre os três homens mais próximos de Jesus havia um homem cheio de rompantes estarrecedores. Num momento cheio de fé, em outro momento cheio de duvidas. O nome desse servo era Pedro – que significa pedra – entretanto suas atitudes não correspondiam ao significado de seu nome. Muitos de nós somos como Pedro.
Pedro era uma pessoa muito emotiva, sangüínea e inconstante. A emoção deve fazer parte de nós e não devemos abafa-la, não há nada de errado em chorarmos, rirmos, pularmos ou darmos alguns gritos de glória a Deus. Entretanto não podemos ficar oscilando em nossa fé segundo oscila nossas emoções.
Vejamos alguns momentos da vida de Pedro: (Mt 16:13-23) – Num determinado momento confessa Jesus como o Cristo, isto é, o Messias, o Filho de Deus (v.16). Jesus o enaltece devido ao discernimento que teve ao receber uma revelação da parte do Pai celestial.
Poucos minutos depois, Jesus, começa a descrever os sofrimentos que teria que passar (v.21). Pedro comovido diante as palavras do seu mestre, movido por uma boa vontade, chama Jesus à parte e o repreende para que parasse com aquelas palavras negativas, tão cheias de pessimismo (v.22). No mesmo instante é repreendido por Jesus, pois se deixará influenciar por pensamentos provindo de Satanás (v.23).
Veja que mudança há poucos instantes estava na glória, foi instrumento de revelações celestiais, um minuto depois, estava no inferno, se tornará instrumento de revelações diabólicas.
Muitos de nós passamos por experiências como esta, porque damos muita vazão a nossas emoções e não paramos para discernir de que fonte vem às palavras que estamos dizendo.
Você se lembra de Pedro em sua experiência com a lei da gravidade (Mt 14:25-32)? Pedro teve um rompante de fé e decidiu andar sobre as águas (v.28-29). Se parássemos nossa leitura aqui poderíamos afirmar que Pedro era um homem cheio de fé, capaz de desafiar a própria lei da gravidade por causa de sua confiança em Jesus. Basta ler os versos seguintes para descobrirmos que seus rompantes são apenas momentos de emoções que muda rapidamente. Em poucos segundos depois olhou para as circunstâncias e afundou. É verdade que Pedro teve fé e coragem para descer do barco, ninguém mais o teve. Entretanto o que adianta fé sem constância. Pedro afundou e se não fosse a misericórdia de Jesus estaria até hoje no fundo do mar. Uma fé que não dura pode nos levar a situações muito complicadas.
Não tome decisões baseadas em emoções, tome decisões pela fé, mas que sua fé seja uma fé estável para que você não afunde em seus propósitos.
Pedro foi um homem totalmente inconstante até receber o Espírito Santo. Em outro episódio Pedro disse a Jesus que estava pronto a morrer por Ele e com Ele se necessário. O apóstolo chega a lutar com homens que foram prender a Jesus, cortando a orelha de um deles. Pedro parecia realmente pronto a morrer por seu mestre, mas seu coração inconstante ainda o trairia, mesmo sendo avisado antecipadamente por Jesus.
Ao ver Jesus sendo escárnio, motivo de zombaria, nas mãos dos soldados romanos e dos sacerdotes judeus deixou-se ser tomado pelo medo e por três vezes ao ser indagado como seguidor de Jesus o negou. Pedro afirmou nunca tê-lo visto. Seu coração o traíra.
Ninguém com um caráter tão instável pode ser um bom servo. Como confiar em alguém tão instável. Num momento é uma bênção, traz revelações do alto dos céus e dois minutos depois traz revelações do inferno; num momento está lutando junto com você e ao dar as costas está te traindo; em um instante te confessa e no outro te nega. Que futuro pode ter um ministério de uma pessoa assim? Nenhum não é verdade.
Pedro é a grande prova do amor de Cristo por seus discípulos. É a grande prova que Jesus não desiste de nós e não importa o quanto somos falhos. Então não desanime Jesus quer te usar e te fazer um grande servo para sua seara.
Pedro precisou ser esmiuçado por Deus para que pudesse ser uma pedra firme, segura, confiável. Este apóstolo jamais tentou enganar a Jesus seu amor por Jesus era real e com certeza Pedro era o discípulo que mais estava disposto a morrer por Jesus. Entretanto não conseguia vencer sua carne.
Foi dolorido para Pedro reconhecer que não conseguia fazer o que queria, que não conseguia ser fiel ao Senhor como desejava, sua descoberta o leva a uma profunda depressão, ao derramar de lagrimas (Mt 26:75). Contudo foi necessário Jesus permiti-lo cair na real, era necessário Pedro enxergar o que realmente era por dentro, ele precisava ver que era fraco, emotivo e impulsivo, que suas palavras e ações na verdade escondiam o verdadeiro Pedrão.
Sua queda foi profunda esmagando sua autoconfiança. A partir desta realidade Pedro tem um novo encontro com Jesus, entretanto Pedro já não era mais o mesmo homem estava pronto para rever tudo que aprenderá com o mestre e finalmente se tornar um homem inabalável.
Pedro passa agora a admoestar os irmãos para que fossem firmes na fé, para que resistissem ao diabo em meio às ciladas e tentações proporcionada pelo mesmo. No término de sua carta pede aos irmãos para que permanecessem firmes em sua fé. Este novo Pedro foi capaz de suportar a terrível dor da cruz. Firme em sua fé, firme como uma rocha, diante ao medo da morte desta vez Pedro não teve dúvida em declarar seu amor a Jesus.
Deus quer transformar você, assim como transformou a Pedro, num homem, numa mulher estável, de fé inabalável.

CONCLUSÃO: Irmãos e irmãs é tragicamente possível que nosso suposto amor ao Senhor não passe de pouco mais que um apego sentimental. Talvez nosso amor não seja tão profundo como deveria ser. Queremos viver 100% para Cristo, entretanto ainda somos dominados por nossos sentimentos e agimos com inconstância. Uma dia somos heróis na fé e no outro destruímos a fé de todos que se aproximam de nós.
Oremos para que sejamos servos estáveis, firmes na fé, prontos se necessários a doar nossas vidas por amor a Cristo. Deixe Deus trabalhar em seu caráter ainda que doa, mas ao término deste trabalho você será nova pessoa.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SERVO 3 - AS CARACTERÍSTICAS QUE UM BOM SERVO DEVE POSSUIR

AS CARACTERÍSTICAS QUE UM BOM SERVO DEVE POSSUIR – 1

INTRODUÇÃO: Há certas características sem as quais ninguém pode ser um servo satisfatório. A dificuldade de muitos servos de Deus serem bons servos não consiste de ignorância ou falta de habilidade, mas reside no fato que o errado é o próprio indivíduo; há algo de fundamental que esta ausente em sua constituição. Por isso para que qualquer pessoa possa se tornar um servo útil deve se submeter totalmente a Jesus Cristo vivendo de forma a permitir que as características de Jesus permeiam sua vida de forma a ser como ele foi em sua vida terrena.
Todas as características que descreverei a partir deste momento estavam presentes na pessoa de Jesus Cristo e devem estar presentes em nossas vidas.

1 – Diligente (zeloso, ativo)
Mt 25:14-30 – Encontramos aqui a parábola dos talentos. Os talentos aqui provavelmente se referem a uma barra de “prata”, pode ser que fosse um cunhado de moedas de prata ou mesmo ouro. Na verdade isso não é importante nesta história e sim o significado desta história. Não importa aqui a espécie de “moeda” usada para ilustrar a história, o que importa é a moral da história.
A moral a deduzir-se é que, no intervalo entre as duas vindas de Jesus, que pode ser mais longo do que se espera (foi depois de muito tempo, vemos que o “chefe” voltou para acertar contas com os seus servos), os discípulos devem, com o empenho da sua vontade, fazer constante e prático uso dos dons do Espírito de que são dotados, quer sejam os dons mais notáveis que variam com os diferentes indivíduos, assim também fazer notório a vida do Espírito que opera em cada servo: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade e fé, chamados pelo apóstolo Paulo “o fruto do Espírito”.
Deixar de lutar, de usar os dons entregues pelo Mestre, pelo Senhor implica em penalidade. Segundo a parábola os dons são retirados do servo reconhecido como inútil e negligente e estes ficam impossibilitados de entrar no gozo do Senhor, é lhes negada a bem-aventurança do reino dos céus, seu destino é ficar nas trevas, no lugar onde há choro e ranger de dentes (Mt 25:30).
Parece supérfluo dize-lo, mas é essencial afirmar que o servo deve ser uma pessoa dotada de vontade de trabalhar.
Esse trecho das escrituras demonstra que o Senhor requer que cada servo seu seja diligente no serviço. O servo foi chamado de “mau” e “negligente” – vamos nos prender apenas no segundo adjetivo.
O que significa negligente? Este é um adjetivo usado para dizer que a pessoa é preguiçosa, desleixada. Assim são muitos servos de Deus, preguiçosos e desleixados com a obra de Seu Senhor.
A preguiça não é um defeito raro e ela leva as pessoas a se tornarem desleixadas. Os preguiçosos nunca buscam trabalho, se possível fogem dele, e quando chegam a trabalhar são desleixados, fazem o trabalho com preguiça, desperdiçam o tempo, acabam com a paciência dos outros. O preguiçoso normalmente faz o trabalho com lentidão, agem dessa forma em tudo o que fazem.
Infelizmente muitos crentes sofrem dessa fraqueza e servem de empecilho aos seus companheiros.
Você já conheceu um servo de Deus eficaz, cheio de unção, bem-sucedido espiritualmente que fosse negligente? Com certeza não! E com certeza nunca encontrará.
Contemplem os apóstolos. Quão diligentes foram. Poderíamos tomar a vida de qualquer um deles baseados no que a tradição nos conta. Contudo, observemos a vida de Paulo.
Paulo desde sua conversão se tornou um homem diligente no serviço prestado ao Senhor Jesus Cristo. Paulo não media esforços, fazia viagens longas e cansativas; aquela época não existia aviões, carros com ar-condicionado e todas as mordomias que temos hoje. Mas Paulo não se cansava, trabalhava com diligencia, pois sabia que vidas estavam em jogo e acima de tudo estava sempre buscando fazer o melhor para o Seu Senhor e nosso Senhor. Paulo sofreu perseguições foi aprisionado, passou por naufrágios, foi açoitado, apedrejado, passou por necessidades, mas nada o desanimou. Paulo não tinha preguiça queria aproveitar todo o tempo para fazer a vontade de Jesus Cristo nosso Salvador.
Diante dessa determinação ele escreve para o jovem pastor Timóteo e diz: Prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina (2 Tm 4:2).
“Prega seja oportuno ou não”, isto é, nunca pare de pregar a Palavra, não descanse, não tenha preguiça, faça a obra que Seu Senhor te deixou.
Paulo mesmo quando preso servia a Jesus animando seus companheiros, pregando para aqueles que estavam encarcerados. Que homem foi Paulo. Precisamos de mais Paulo em nossos dias.
Infelizmente muitos servos de Deus são preguiçosos, negligente, alguns não fazem nada para seu Senhor, outros quando o fazem, o fazem com desleixo. Muitos servos não buscam oportunidades para servir ao Senhor. Quando as oportunidades lhe surgem por meios de suas igrejas, de seus pastores, de seus irmãos em Cristo, não estão abertos para serem canais de bênçãos. Estes crentes reagem a qualquer pedido que venha da igreja, do pastor, de irmãos, como se uma carga tremenda lhes houvesse sido imposta.
A preguiça os leva a várias desculpas: o tempo (kronos e climático) é usado como desculpa, a falta de dinheiro se torna desculpa, a família se torna desculpa, tudo se torna desculpa.
Na verdade falta desejo profundo de se doar como servo, de se voluntariar como obreiro na seara de Jesus Cristo, de lutar pela igreja a qual Jesus o colocou, de lutar pelo Reino de Deus.
O nosso caráter precisa ser disciplinado até não mais considerarmos o trabalho como algo maçante. Devemos nos disciplinar até que se torne para nós prazeroso servir ao Senhor com toda nossa força.
Jesus foi um trabalhador diligente, assim como o Pai (Jo 5:17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também). Esteja alerta, pois Jesus precisa de obreiros diligentes.
* (2 Pe 1:5-11).

CONCLUSÃO: É necessário que nos humilhemos perante Deus, submetendo-nos à disciplina própria, se aquilo que porventura estiver faltando em nosso caráter tiver de ser corrigido. Deixemos Deus tratar estas áreas falhas em nossas vidas para que sejamos bons servos.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

sábado, 18 de setembro de 2010

SERVO 2 - QUEM É O MEU PRÓXIMO

QUEM É O MEU PRÓXIMO?
Lucas 10:25-35

Quem é o nosso próximo? A quem realmente devemos nos importar e demonstrar o nosso amor cristão?
Jesus quando aqui andou contou uma parábola muito impressionante, para mostrar quem é o próximo.
Nós conhecemos bem a história: Um homem viajava de Jerusalém para Jericó; ou poderia ser, viajava de São Paulo para Santos, ou Rio de Janeiro à Nova Friburgo; no caminho ele foi assaltado por marginais que além de roubarem todos seus pertences, o maltrataram cruelmente, abandonando-o muito ferido, quase à morte.
Jesus contou esta história a um doutor, "Intérprete da Lei" (V.25) a quem demonstrava que o único caminho para a vida eterna era o: "Amar a Deus em primeiro lugar e amar o próximo como a si mesmo. A isto o doutor perguntou: "E quem é o meu próximo?"
Na história do Bom Samaritano, os indivíduos não são identificados pelos nomes, mas caracterizados pelas funções e ações. O homem assaltado é um anônimo: talvez um viajante, um desempregado em busca de trabalho; quem sabe um bóia-fria.
Enfim, é alguém carente, desprotegido, marginalizado, sem amigos, sem dinheiro, sem família - sem ninguém - a sós no mundo, como milhões de outros por aí. Lá está ele: jogado à beira da estrada, caído na sarjeta abandonado.
Entram em cena, então aqueles que tinham a solução do problema às mãos: Um sacerdote e um levita. SACERDOTE (pastor ou padre) - Diz a Palavra de Deus: "Casualmente descia um Sacerdote por aquele mesmo caminho." (V.31)
Você perguntaria: Será que o sacerdote parou para ajudá-lo? Não! A Bíblia fala que numa atitude de completo "desamor" o sacerdote passou de lado, ou seja tentou ignorar aquela situação; procurou não envolver-se nem se incomodar com o pobre miserável.
Quem sabe o sacerdote havia trabalhado todo fim de semana; estava cansado e saudoso do lar. Queria ter o seu merecido repouso e ficar em paz, às sós. E afinal de contas o que tinha acontecido com aquele estranho não era da sua conta.
A história continua: O LEVITA (membro da igreja) - "Semelhantemente um levita descia por aquele mesmo caminho, e vendo-o também passou de largo (v.32) .
O sacerdote nem sequer olhou para o ferido viajante. O levita, quem sabe, preocupado pois poderia ser um parente ou amigo seu, deteve-se por um instante, olhou-o, e como não o reconhecesse, passou de largo.
E lá estava o moribundo, quase a morrer. Será que ninguém se preocuparia com ele? Será que ninguém se importava? Será que ninguém tinha amor para dar?
O SAMARITANO - Neste momento apareceu um estranho, um "inimigo" , ou seja um samaritano, um estrangeiro. Ora, durante cerca de 800 anos os judeus não se davam com os samaritanos, porque em 722, Salmanezer ou Sargão II, reis da Assíria tomara Samaria e substituíram seus habitantes por babilônios e sírios, que trouxeram suas tradições, crenças religiosas contrárias às dos judeus.
Os samaritanos eram inimigos, para os judeus , um foco purulento incrustado no seu território. Eram considerados como cães.
Mas, vejamos: lá estava o moribundo; ele sentiu que alguém parou, desceu da montaria e se aproximou dele. Quem seria? Oh, impossível! Era um samaritano!
E o samaritano compadeceu-se dele, curou-lhe as feridas aplicando óleo e vinho; e colocou-o em cima do seu próprio animal e o levou para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: cuida deste e, se alguma coisa gastares a mais, e to indenizarei quando voltar.
Finalmente alguém viu o drama do homem abandonado; alguém sentiu por ele; alguém se envolveu, alguém ajudou. Por estranho que pareça, quem ajudou era um ser rejeitado, um inimigo, um cão.
Ao Jesus terminar o relato perguntou ao doutor da lei: "Qual deste três parece ter sido o próximo do homem. . ." V.36. O homem respondeu sem titubiar, "Aquele que usou de misericórdia para com ele." V.37 sua resposta estava correta.

Aqui estão algumas verdades para nós:
1. Muitos se dizem religiosos, cristãos, mas não desejam nenhum comprometimento com os problemas dos outros. Isto é negação de religião, isto é negar a Cristo.
2. Muitos julgam que devam ajudar aos seus familiares, seus parentes, colegas e amigos, e nada mais. O seu círculo de amor é muito limitado, sua atuação muito restrita.
3. Na concepção cristã, o nosso próximo não está limitado à nossa família, nossas amizades, nossa raça. Nosso próximo é todo aquele que necessita de auxílio e quem podemos ajudar.
4. A parábola nos ensina que a verdadeira religião é a prática do amor. É crer fazendo. É viver o que crê, e fazer o bem que se deve fazer. Tiago diz: "A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações." Tiago 1:.27
A Bíblia nos diz: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de todas as tuas forças e todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo." Lucas 10:27
Quando Jesus terminou de contar esta história do bom Samaritano, disse para o doutor da lei: "Vai e procede tu de igual modo, e mais, . . . faze isto e viverás." Lucas 10:37-38.
Nesta parábola contada por Jesus, se você fosse um dos integrantes, quem seria você? O sacerdote? O levita? Ou o bom samaritano?
Agora olhe ao seu redor: Veja quantos necessitados, abandonados e carentes estão à beira da estrada, destruídos pelo pecado assaltados pelo mal.
Veja quanta ruína e tragédia! então reaja: Ajude alguém hoje! faça o bem a alguém; diga uma palavra de conforto; levante um caído, anime-o, ponha seu amor em prática.

CONCLUSÃO: Ser cristão é viver na pratica do amor, é doar-se pelas vidas que padecem de justiça e amor. Ser cristão é muito mais do que fazer um curso de teologia, ser consagrado pastor, ser arrolado em uma igreja, ser um religioso. Ser cristão é ser discípulo de Cristo. Viver como Cristo viveu.

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
(Este texto foi extraído de um artigo o qual não me recordo).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

SERVO 1 - O SERVO DE DEUS É A ESPERANÇA DO MUNDO

O SERVO DE DEUS É A ESPERANÇA DO MUNDO
Mateus 12:15-21

Introdução
Uma reportagem da Folha de Londrina de 7/12/2002 é reveladora da miséria e da desgraça da humanidade. O primeiro comércio a gerar riqueza no mundo é o tráfico de drogas; o segundo é o tráfico de armas e o terceiro é o tráfico de gente, gerando perto de 7 bilhões de dólares ao ano. Ficamos pasmados!
O que é que leva alguém chamado de “ser” humano a fazer tais coisas com o seu próximo?

Transição
Quando olhamos para este mundo, religioso e não-religioso que sentimentos nutrimos em nossos corações? Muitas vezes de desânimo e descrédito. Mesmo em meio a tantas incertezas e tantas situações insolúveis, que apresentar nesta oportunidade aquele que pode e tem condições de reverter o caos instalado no mundo.

1. Quem é o servo de Deus?
O significado de servo na passagem? O termo usado não é nem doulos e nem diakonos. O termo usado é “pais - pais” que significa: Uma criança, um infante. Este termo é originário da palavra “paio” que significa ferroar, causar um ferimento com um ferrão; bater; dar uma pancada.
Um servo, um escravo – um atendente, especialmente designado para atender ao rei, ministrar a alguém.

2. A descrição do servo na passagem
2.1. Escolhido por Deus – Este verbo aparece apenas esta vez no Novo Testamento. Escolher, pertencer. Sua raiz: tomar para si próprio, eleger.
2.2. Amado por Deus - Amado, estimado, querido, favorito e merecedor de ser amado – raiz: ágape. Favorável aos olhos de Deus – em Cristo está todo o deleite de Deus que se inclina favoravelmente a ele.
2.3. Cheio do Espírito de Deus - Pneuma: O Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, é oferecido para habitar em Cristo.
2.4. Mensageiro de Deus - Trará notícias de uma pessoa, trará palavras. Proclamar, tornar conhecido publicamente
2.5. Submisso ao querer de Deus - Não fará a sua própria vontade, pois como servo está submisso ao querer do seu Senhor

3. Qual a missão do servo de Deus?
3.1. Negativamente (O que não deve ser feito na missão)
• Não discutirá, Não gritará, Não fará ouvir sua voz nas ruas, Não quebrará o caniço rachado (não esmagará a cana quebrada), Não apagará o pavio fumegante.
• Estes termos mostram que Cristo não veio para discutir religião com os Fariseus e de maneira mansa e humilde os silenciou por completo.
• Não esmagara o caniço rachado (a cana quebrada) e nem apagará o pavio fumegante.
• A imperfeição da fibra do pavio fazia com que a chama se apagasse e isto irritava as pessoas. Pacientemente o Servo suportará os fracos.

3.2. Positivamente
3.2.1 Levar à vitória a justiça (até que faça triunfar o juízo).
• Este tema já foi mencionado no verso 18 – anunciará justiça aos povos.
• O termo hebraico mispat é um conceito importante no Antigo Testamento. É o processo pelo qual o veredicto é alcançado ou significa o próprio veredicto.
• Deus é o Deus da justiça – faz parte da essência do Ser divino a prática da justiça tanto no presente como no futuro.
• Todavia, este termo é muito mais associado ao futuro: “...do Senhor, porque ele vem, porque vem julgar a terra: julgará o mundo com justiça e os povos com a sua fidelidade (Salmo 96.13).
• No Novo Testamento a dimensão do presente e futuro continuam, todavia, a justiça, o julgamento estão associados com Cristo e especialmente com a sua cruz.
• Deus, em Cristo, julgará a todos com justiça e com fidelidade.
• A justiça de Deus será conduzida ao triunfo, a vitória.
• Vitória de Cristo sobre os seus adversários e contra todos os cínicos e céticos.
• Vitória dos cristãos que mantiveram a fé mesmo em face da morte e do escárnio em meio a tentações e perseguições.
3.2.2 Levar a esperança para os povos
• O nome de Cristo é a base da esperança.
• O nome na cultura palestina designava o que a pessoa era ou fazia.
• As deidades benevolentes revelam seus nomes para proteger ou ajudar os seres humanos; enquanto que a entidades malignas relutavam em revelar seus nomes.
• É a revelação do nome de Cristo aos povos que constitui a base da esperança: o Messias, Ungido, Salvador, Senhor, Justo Juiz e tantos outros.
• A esperança é para todos os povos.
• Metade das vezes em que a palavra “nações” aparece no Antigo Testamento é para depreciar os povos em relação a Israel.
• Colocar a esperança significa esperar pela salvação com alegria e total confiança.

Conclusão
Neste natal deixe brilhar a sua luz, pois você é a luz do mundo.
Neste natal permita que o seu sal salgue aquilo que está sem sabor neste mundo, você é o sal da terra.
O nosso compromisso com este Cristo, Servo de Deus, é a esperança para este mundo. Pense neste momento numa situação específica e o que é que você poder fazer em o nome de Cristo.

Antonio Carlos Barro

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

FAMÍLIA 4 - MARIA UM MODELO DE MÃE

MÃE – MARIA UM MODELO DE MÃE

INTRODUÇÃO: Algumas palavras são tão pequenas, mas carregam sobre si um sentido tão profundo, tão grande, tão bonito... Poderíamos ilustrar o que estou dizendo com a palavra AMOR.
AMOR é escrita com apenas 4 letras, mas poderíamos dizer que amor é COMPREENSÃO, BONDADE, PERDÃO, COMPANHEIRISMO, ABNEGAÇÃO, ETC. Quantas palavras se escondem atrás desta pequena palavra AMOR. Contudo eu gostaria nesta manhã de destacar uma palavra menor que AMOR, uma palavra que se escreve apenas com 3 letras. Contudo abrange todas as palavras que aqui já citamos: COMPREENSÃO, BONDADE, PERDÃO, COMPANHEIRISMO, ABNEGAÇÃO. Estou falando da palavra MÃE.
Mãe é sinônimo de VIDA, de DEDICAÇÃO e por que não dizer de SOFRIMENTO. Em fim MÃE é sinônimo de AMOR.

Embora em nosso meio evangélico não se fale muito sobre Maria, a mãe de Jesus, o homem, ela é uma figura de grande personalidade e de uma grandeza maravilhosa. Hoje gostaria de destacar algumas de suas virtudes.
Meu desejo é que ela possa inspirar você que é mãe a encarnar sua missão de mãe e levar essa missão a sério.

1 – Maria antes de se tornar mãe é uma pessoa modelo para nós homens e mulheres
• Vive na graça (Lc 1:28) – O texto nos diz que Deus favoreceu Maria. Ela se tornou bendita porque Deus a escolheu entre muitas outras mulheres para dar a luz ao Salvador.
 Quando Deus nos chama para servi-lo significa que fomos favorecidos por Ele. Eu me sinto feliz por ter sido chamado para o ministério pastoral. Você deve se sentir feliz por ser chamada para o ministério materno.
• Pessoa reflexiva (Lc 1:29) – Maria parou para pensar, porque o Anjo lhe dera aquela saudação. O que implicaria ser “muito favorecida”. Por que ela seria muito favorecida? O anjo busca tranqüiliza-la e anuncia a ela a razão de saudá-la daquela forma.
• Manifesta sua opinião (Lc 1:34) – Maria encherga uma impossibilidade, uma vez, que era virgem, nunca se relacionou sexualmente com nenhum homem, até o nascimento de Jesus Cristo. Não é incredulidade, mas a falta de conhecimento de como Deus faria, lhe faz questionar o que lhe havia sido anunciado.
• Comprometida com Deus (Lc 1:38) – Uma vez que tudo fora esclarecido a Maria, ela se coloca a disposição de Deus, mesmo sabendo que poderia não ser compreendida por seu noivo (José) e por toda a sociedade judaica.
• Relacionada com seu mundo (Lc 1:46-56) – Neste cântico, Maria, demonstra estar a par da dor de seu povo e do significado do nascimento do Messias para o povo. Também demonstra conhecer as Escrituras, pois alguns dos versos deste cântico (Magnificat) são sitações de versos do Salmo 103:17; 98:1; 118:15 e 107:9.
• Esperançosa (Lc 1:45) – Isabel declara a fé de Maria, porque ela creu na palavra do anjo e com fé aguarda o nascimento do Salvador.
• Sedenta de justiça (Lc 1:52 e 53) – Seu cântico demonstra seu desejo por justiça, embora sejam citações de versos de alguns salmos, manifesta o desejo do seu coração.

2 – Maria como mãe de Jesus é a expressão adulta do que é ser serva ou servo de Deus
• É submissa a Deus e ao marido (Mt 2:13,19 e 20)
 Note que o anjo apareceu em sonho a José, e não a Maria, nas duas ocasiões. Contudo percebemos a submissão de Maria ao seu esposo. Maria se dispôs a seguir a orientação de José, deixando sua família e indo para uma terra distante.
• É humilde para aprender lições com Jesus (Mc 3:31-35)
 Maria acompanhada de seus outros filhos vai ao encontro de Jesus e não conseguindo aproximar-se dele, pedem para chama-lo. Jesus aproveita a ocasião para ensinar a todos os que O ouviam que Sua família consistia de todos que obedecessem a vontade do Pai. Com essas palavras Jesus estava dizendo que os laços espirituais são mais fortes que os laços carnais.
 Maria demonstra humildade para aprender as lições de Jesus. Ela silenciosamente acata Suas palavras e as leva em seu coração.
• Não é uma mãe superprotetora (Lc 4:29)
 Essa passagem ocorre no inicio do ministério de Jesus. Ele acabará de ser provado e aprovado no deserto. Voltando a Galiléia, Jesus vai a uma sinagoga e lê o livro do profeta do Isaias, mais precisamente o capitulo 61. Os judeus entendendo que Cristo afirmava ser o Messias, o levam até o cume de um monte para o atirarem no precipício.
 Fico imaginando, Jesus, voltando ao Seu lar e contando o que havia acontecido a Maria, sua mãe. José já havia morrido, até este momento é Jesus quem trabalhava e supria as necessidades da família. Ele era o filho primogênito.
 Maria não o impede de continuar pregando o Evangelho do Reino, não o desencoraja a continuar anunciando que Ele era o Messias anunciado pelos profetas.
 Maria não foi uma mãe superprotetora – não procurou impedir seu filho de fazer o que deveria fazer, de buscar realizar sua missão. Maria sabia quem era Jesus e porque Ele havia se tornado homem. Ao contrário Maria:
• Reconhece a autoridade do Filho (Jo 2:1-5)
 Creio que é bom explicar que o termo “Mulher” era usado como demonstração de respeito naquela época.
 Maria me surpreende, ela demonstra que já esperava algo de Jesus. Embora as palavras de Jesus demonstrassem que Ele não estava preocupado com a falta de vinho.
 Maria pede aos serviçais que obedecessem a Jesus.
 Esta atitude de Maria demonstra que ela reconhecia Sua autoridade como Messias e Senhor. Por causa da atitude de Maria, Jesus transformou água em vinho.
• Manifesta uma solidariedade adulta para com o Filho (Jo 19:25)
 Estamos diante do quadro mais triste da humanidade. Jesus, o Deus encarnado, está pregado numa cruz, sofrendo dores terríveis, sendo motivo de escárnio por diversos homens.
 Mas lá estava sua mãe. Ela ficou ao lado dele, no pé da cruz, até o fim. Maria não se importava com que falavam a respeito Dele. Ela o amava, Ela sabia que Ele era seu salvador; que sua morte não era vã.
 Pedro o havia negado, todos se esconderam no momento que o Filho de Deus se entregou como cordeiro para tirar o pecado do mundo. Mas Maria permaneceu diante dos seus pés.
 Sua fé e sua coragem são inquestionáveis. Maria nos inspira a continuar crendo, não importa o quadro diante de nós. Ela sabia, Ele ressussitaria, Ele nasceu para vencer, não importava se naquele momento Ele estava morrendo, mas um milagre nasceria daquela morte. Você precisa crer como Maria.

Conclusão: Maria foi como pessoa temente a Deus e como mãe de Jesus, foi presente ao lado do filho até o fim.
Maria nos ensina que como servos devemos ser: submissos e humildes; reconhecendo a autoridade de Jesus Cristo, como Senhor e Salvador.
Aprendemos também que não devemos abandonar nossa fé, mesmo quando o quadro parece ser de derrota, pois nosso Deus é especialista em virar o jogo.
Você que é mãe pode fazer uma opção hoje: permanecer no papel de mãe apenas por força do destino, das circunstancias... ou encarnar a missão de mãe, como dadiva de Deus e conduzir seu filho ao caminho da justiça, da verdade, do amor, levando-o a se tornar um discípulo de Jesus Cristo, como foi Maria.

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira