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terça-feira, 21 de setembro de 2021

MENSAGEM EM VÍDEO 1170 - SUBMISSÃO FATOR ESSENCIAL PARA NOSSA UNIDADE


 

SERMÕES 135 - SUBMISSÃO FATOR ESSENCIAL PARA NOSSA UNIDADE

 SUBMISSÃO FATOR ESSENCIAL PARA NOSSA UNIDADE

Série: Juntos e Misturados

 

O tema de nossa mensagem de hoje é “Submissão Fator Essencial Para Nossa Unidade”. Certamente a palavra submissão está entre as palavras que mais gera aversão ao ser humano. A razão disso reside no fato de que o ser humano em seu estado pecaminoso é rebelde por natureza. Se submeter a alguém ou a normas para uma boa convivência não é algo próprio de nossa natureza caída. Por isso assistimos constantemente brigas nos condomínios, no trânsito, e atualmente nos poderes legislativo, executivo e judiciário de nosso país.

O que é Submissão? Podemos dizer que submissão é prestar obediência voluntária e inteligente a uma autoridade delegada. Submissão é renunciar à opinião própria voluntariamente, se sujeitando à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós, para o bem comum.

Para que a humanidade possa viver em sociedade como uma grande comunidade é preciso submissão. Todos precisam se submeter uns aos outros, respeitando as diversidades de dons, de cultura, de religiões, de opções sexuais, de sistemas econômicos e políticos. Todos precisam se submeter às leis internacionais que governam o mundo e possibilita que os países mantenham a paz e a justiça entre eles.

Nós brasileiros precisamos nos submeter também às leis nacionais de nosso país, a fim de que possamos viver em paz e de forma justa entre nós. Precisamos nos submeter às leis de nossos condomínios, de trânsito, trabalhistas e até as leis culturais que não estão impressas, mas que estão intrínsecas em nossa cultura, a fim de não agredirmos o outro.

Ao dizer que devemos respeitar a todos não estou dizendo que não devemos “evangelizar”, mas que não devemos forçar as pessoas a se tornarem cristãs e nem impor sobre elas qualquer tipo de autoritarismo, assim como também esperamos que elas não coloquem sobre nós.

Com relação à convivência entre nós cristãos, não é diferente! Precisamos nos sujeitarmos uns aos outros, nos esforçando a fim de que possamos manter a unidade do Espírito pelo vinculo da paz.

Para compreendermos que a submissão é um fator essencial para nossa unidade quero mostrar primeiramente que a submissão é um princípio estabelecido por Deus.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

REFLEXÃO 312 - A MEDIDA DA OBEDIÊNCIA AS AUTORIDADES

A MEDIDA DA OBEDIÊNCIA AS AUTORIDADES


Textos Bíblicos: Hebreus 11-23 - Êxodo 1:17 - Deut. 3:17-18
Deut. 6:10 - Mateus 2:13 Atos 5:29

F.1 - A submissão é absoluta, mas a obediência é relativa

A submissão é uma questão de atitude, enquanto, a obediência é uma questão de conduta (Atos 4:19). Seu espírito não foi rebelde, uma vez que ainda se submetiam àqueles que estavam em posição de autoridade. A obediência, entretanto, não pode ser absoluta. Algumas autoridades tem de ser obedecidas, enquanto outras não deveriam, especialmente em questões que atingem os fundamentos cristãos.
Aquele que reconhece a autoridade será delicado e respeitoso. Será absoluto em sua submissão, tanto no coração como na atitude e em palavras. Não haverá sinais rispidez ou rebeldia.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

BIBLIOLOGIA 2 - A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

2Tm 3.16,17 "Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra."
O termo "Escritura", conforme se encontra em 2Tm 3.16, refere-se principalmente aos escritos do AT (3.15). Há evidências, porém, de que escritos do NT já eram considerados Escritura divinamente inspirada por volta do período em que Paulo escreveu 2Tm (1Tm 5.18, cita Lc 10.7; 2Pe 3.15,16). Para nós, hoje, a Escritura refere-se aos escritos divinamente inspirados tanto do AT quanto do NT, i.e., a Bíblia. São (os escritos) a mensagem original de Deus para a humanidade, e o único testemunho infalível da graça salvífica de Deus para todas as pessoas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

IGREJA 6 - A IGREJA E SUA AUTORIDADE

 A Igreja e Sua Autoridade

Mateus 28.18

Introdução

Conhecer a autoridade concedida à Igreja é fundamental a fim contribuir no crescimento do reino de Deus aqui na terra, apossando-se, também, de inúmeras  bênçãos a nossa disposição. Faz-se necessário, contudo, estabelecer as condições bíblicas ao exercício da autoridade e do poder que cada membro do corpo de Cristo possui.


1. Autoridade de Jesus Cristo

Jesus afirmou categoricamente que a Palavra de Deus é poder(Mc 12.24). Ora, quem tem poder tem autoridade, soberania, domínio, mando, império. A autoridade de Jesus é completa e foi lhe dada por Deus em face de suavitória na cruz. Ele mesmo afirmou: "......Toda autoridade me foi dada no céu e na terra" (Mt 28.18)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

TEOLOGIA REFORMADA 4 - A DOUTRINA REFORMADA DA AUTORIDADE


A Doutrina Reformada da Autoridade

I. Definição
O que queriam dizer os Reformadores ao professarem a doutrina da autoridade das Escrituras? Que, por serem divinamente inspiradas, elas são verídicas em todas as suas afirmativas. Segundo esta doutrina, as Escrituras são a fonte infalível de informação que estabelece definitivamente qualquer assunto nelas tratado: a única regra infalível de fé e de prática, o supremo tribunal de recursos ao qual a Igreja pode apelar para a resolução de qualquer controvérsia religiosa.
Isto não significa que as Escrituras sejam o único instrumento de revelação divina. Os atributos de Deus se revelam por meio da criação: a revelação natural (cf. Sl 19:1-4 e Rm 1:18-20). Uma versão da sua lei moral foi registrada em nosso coração: a consciência (cf. Rm 2:14-15), "uma espiã de Deus em nosso peito," "uma embaixadora de Deus em nossa alma," como os puritanos costumavam chamá-la.3 A própria pessoa de Deus, o ser de Deus, revela-se de modo especialíssimo no Verbo encarnado, a segunda pessoa da Trindade (cf. Jo 14.19; Cl 1.15 e 3.9).
Mas, visto que Cristo nos fala agora pelo seu Espírito por meio das Escrituras, e que as revelações da criação e da consciência não são nem perfeitas e nem suficientes por causa da queda, que corrompeu tanto uma como outra, a palavra final, suficiente e autoritativa de Deus para esta dispensação são as Escrituras Sagradas.

terça-feira, 30 de abril de 2013

AUTORIDADE 1


ESTUDO SOBRE AUTORIDADE

AUTOR DESCONHECIDO

Na lição anterior estudamos sobre a graça de Jesus Cristo - o Seu amor concretizado em ações. Estas ações envolveram intenso sacrifício e dor de Sua parte, para que tivéssemos vida em abundância e comunhão eterna com nosso Criador. A imensidão desta graça torna-se mais evidente quando estudamos a autoridade e o poder de Cristo, quando verificamos a Sua majestade, que é o assunto da nossa lição de hoje.
Jesus Cristo possui toda autoridade no céu e na terra. Esta autoridade é intrínseca à Sua divindade, isto é, ela é uma característica própria de Sua pessoa divina. Ele também a possui delegada por Deus Pai, em função de Sua atividade como Redentor.
A autoridade que Cristo demonstrou na terra é bem diferente daquela que os homens procuram. Ela era a essência da verdade e da dignidade, sem demagogia, sem espetacularidades, sem falso alarde, sem injustiça, sem acato à bajulação dos homens. Jesus não foi místico doentio, não foi impostor ridículo, não foi fanático inculto, não foi mestre por conta própria, nem enganador de multidões. Ele é o Senhor dos Senhores, o Mestre dos mestres, e exercitou Sua autoridade até no entregar de sua vida, para que cumprisse a Sua missão e retornasse em glória à direita do Pai.
A maravilha é constatarmos que Ele nos delega esta autoridade na transmissão de Sua mensagem. Falamos com a autoridade de Cristo na pregação de suas verdades.

REFLEXÃO 88 - A AUTORIDADE DE JESUS CRISTO


A autoridade de Jesus Cristo

AUTOR DESCONHECIDO

João 13:3 nos diz que "tudo confiou" nas mãos de Jesus Cristo, sendo Ele o nosso Senhor e Mestre (verso 13). Assim sendo, Ele tem "autoridade sobre toda a carne" (Jo 17:2).
Com efeito, Jesus Cristo abriu mão da expressão total de Sua glória aqui na terra (Fl 2:7), mas nunca de Sua autoridade e poder.
Ele é a expressão do Pai, tendo portanto, poder sobre tudo e sobre todos (Mt 11:27), com a autoridade inclusive, de perdoar os pecados dos homens e de realizar maravilhas (Mt 9:6) em Seu ministério.
Colossensses 2:9,10 afirma que "nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade"e "Ele é o cabeça de todo o principado e potestade".
Esta afirmação nos ensina:
que Cristo é Deus - pois possui a plenitude da divindade.
que Cristo é Deus eterno - pois esta plenitude nEle habita, isto é, reside, mora, existe, de natureza e de fato. Não é algo agregado posteriormente, mas faz parte de Sua essência eterna.
que Cristo é Deus eterno encarnado - pois esta plenitude habita nEle corporalmente. Jesus Cristo revelou-se divino em Sua encarnação.
Ele é Deus: antes da encarnação, durante a encarnação e depois da encarnação. Esta é a essência da Sua autoridade e base de nossa segurança, na certeza, dada pelo Espírito Santo, de que nossa salvação é real e de que nossa vitória final está assegurada, pois cremos no Deus Pai vivo e verdadeiro, soberano nos céus, e no Seu Filho Jesus, por quem fomos resgatados da maldição do pecado.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

REFLEXÃO 87 - A AUTORIDADE DA MENSAGEM


A autoridade da Mensagem

A autoridade era reconhecida naturalmente pelos ouvintes. Mateus 7: 28-29 nos diz que as multidões "ficavam maravilhadas da Sua doutrina, porque Ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas".
A mensagem era diferente das que estavam acostumados a ouvir. Claramente trazia a autoridade divina. Ela era:

Original.
Os "mestres" da época haviam se transformado em "máquinas de repetir". Havia as vãs repetições. Cristo resgatou a capacidade de pensar dos Seus ouvintes. Seus ensinamentos por parábolas providenciavam a oportunidade ímpar deles meditarem no que ouviam, de irem armazenando os ensinamentos, de verem na prática as peças se encaixando, de aprenderem verdades espirituais que haviam sido sufocadas pela tradição.

Coerente.
Sua mensagem não apresentava contradição, mas uma continuidade aos ensinamentos dados por Deus aos autores que, pela inspiração do Espírito Santo de Deus, escreveram o Velho Testamento. Jesus Cristo apresentava a coerência a esta mensagem do Velho Testamento, sendo a Sua própria vida o cumprimento de todas as profecias relacionadas com o Messias esperado.

Pertinente.
Falava francamente aos pecados e aos pecadores. com sensibilidade e perspicácia, não fechava os olhos para os problemas, mas apresentava a solução divina para estes. Neste sentido ela contrastava com o ensinamento dos Rabinos da época, que viviam se preocupando em legislar coisas triviais da vida, com pouca ou nenhuma aplicação prática. Cumpria-se pelo cumprir, sem sentido maior ou fundamentação na Palavra de Deus. Era a velha tendência humana de ter a tradição suplantando a revelação.

Reveladora.
Não contradizia ou abolia a lei moral de Deus, mas era esclarecedora da verdadeira interpretação e do verdadeiro sentido. O Espírito da Lei fluía das palavras iluminadas de Jesus, aplicando os requerimentos morais de Deus ao homem, ao mesmo tempo em que estabelecia a salvação pela graça, única e exclusivamente como fruto do amor de Deus pelos Seus, e não pelos méritos de qualquer homem. Além disso, Jesus Cristo revelou como nenhum outro, três doutrinas fundamentais:
  • a Pessoa de Deus Pai e características de Sua natureza, no contexto da Trindade.
  • a doutrina do Reino dos Céus, mostrando o caráter eterno e espiritual deste, constituído por todos os chamados por Deus em Seu Filho Jesus.
  • o trabalho real do Messias, em toda a Sua vida de serviço, de sofrimento e de vitória sobre a morte.



AUTOR DESCONHECIDO

REFLEXÃO 86 - A AUTORIDADE DADA AOS SEGUIDORES


A autoridade dada aos seguidores

Uma das maravilhosas verdades do plano de Deus, é o fato de que ele delega parte dessa autoridade de Jesus aos Seus seguidores. O aspecto da autoridade delegada é o de transmitir a mensagem fiel das boas novas com ousadia e poder. Quando transmitimos as verdades de Cristo e o Seu evangelho, fazemos com base nessa soberana autoridade.
Em Mateus 28:18-20, quando Jesus estava dando "A Grande Comissão" aos Seus discípulos, entre os quais nos incluímos, Ele fala de Sua autoridade: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra..." Esta autoridade é a base para que Ele nos mande ir e fazer "discípulos de todas as nações... ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado".
Note que vamos na autoridade de Cristo, quando pregamos as coisas que Ele nos tem ordenado. Não temos nenhuma autoridade para proclamar nossos próprios pensamentos, para formular a nossa própria mensagem, ou para ensinar algum outro evangelho que não seja o de Cristo Jesus. Mesmo que venhamos a usar o nome do Senhor, se a nossa mensagem for falsa, Ele não nos reconhecerá.
Por outro lado, se a nossa mensagem for fiel, Deus a abençoará e a cobrirá com a autoridade divina. Neste sentido, somos Seus embaixadores (I Pe 2:9) para falar das coisas de Deus (I Pe 4:11).
Paulo entendeu que esta autoridade de Cristo se transferia aos Seus. Por esta razão ele falava com tanta ousadia e destemor e sua mensagem era poderosa. Em Efésios 6:20, mesmo na prisão, ele se declara um embaixador ousado de Cristo.
Em toda a história da Igreja, Deus tem abençoado a pregação da palavra verdadeira, das Suas santas doutrinas. Ela carrega esta autoridade de Cristo. O testemunho da história está presente nos reavivamentos produzidos pela transmissão, com autoridade, do conselho de Deus. Assim foi com grandes homens de Deus, que no passado, não tiveram temor e, seguindo o exemplo dos apóstolos, resolveram obedecer mais a Deus do que aos homens, produzindo fantásticos resultados de conversões a Cristo.
A apropriação desta autoridade é o nosso desafio para os dias de pecado e impiedade em que vivemos e para revitalização de uma Igreja que, cada vez mais apática, sucumbe às táticas e à mensagem do mundo, como se não possuísse mais o poder do alto.

AUTOR DESCONHECIDO

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

AUTORIDADE 2 - AUTORIDADE

AUTORIDADE
Mt 8:5-10

INTRODUÇÃO: Neste texto o que mais nos chama a atenção é o reconhecimento do centurião na autoridade de Jesus. Ele reconheceu Jesus como Messias, aquele que tem autoridade delegada de Deus para mandar sobre todas as coisas.
Gostaria de falar hoje com vocês sobre autoridade. A Igreja tem padecido porque não reconhece a autoridade que lhe foi dada, talvez porque não consegue reconhecer de forma clara e prática o que representa a autoridade de Jesus. Temos um bom conceito da autoridade de Jesus no campo teológico, mas não na prática de vida como igreja, temos muito para aprender.

1 – Fomos investidos de autoridade (Lc 10:19 - exousia)
Autoridade (grego – exousia) significa o poder legítimo, real e desimpedido de agir, um poder legal.
Satanás está neste mundo matando pessoas, destruindo famílias, roubando a vida digna de diversos cidadãos, espalhando doenças e miséria sobre os seres humanos. Como ele faz isso? O apóstolo Paulo nos deixou claro que nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso (Ef 6:12). Paulo está nos mostrando que existem forças espirituais agindo sobre nosso mundo, forças malignas que levam o homem, que o induz a exercitar, com grande potencial, o mal que está dentro de si.
O surpreendente não está no fato de Satanás atacar o ser humano com tamanha ira, levando-os a destruir seu semelhante, por meio de políticas-econômicas-sociais adotada pelas nações ou por meio da religião, onde cada povo mata em nome de seu deus, julgam aqueles que devem ser salvos. As ações de Satanás contra a humanidade eram previsíveis, pois já nos tinha sido avisada por Jesus: “O ladrão vem somente para matar, roubar e destruir...” (Jo 10:10).
O surpreendente está no fato de que assistimos constantemente estas ações malignas destruindo os lares de nossos vizinhos, amigos e muitas vezes nossos próprios lares e não reagimos. Nos sentimos sem capacidade para fazer algo.
Amados eu quero dizer para você nesta noite: Você está investido de autoridade. Você tem poder/autoridade sobre Satanás, sobre o inferno. Nós temos o poder/autoridade por meio do Nome de Jesus de impedir as ações dos poderes das trevas neste mundo. A nós foi delegado poder.
Vamos ler novamente o que disse Jesus (Lc 10:19). Aleluia! Diga hoje: Satanás você não tem poder sobre minha vida, sobre minha mente, sobre meu espírito, sobre meu corpo, porque pertenço exclusivamente a Jesus. Saia da minha vida, saia dos meus negócios, saia da minha casa em Nome de Jesus!
Jesus tem todo o poder (Mt 28:18 - exousia) e ele te autorizou a pisar serpentes e escorpiões, ele te autorizou a pisar sobre todo o poder do maligno e te garantiu que se fizer no nome Dele nada vos causará dano. Jesus transferiu seu poder e autoridade à igreja, a você que é Sua igreja, que é Seu corpo na terra. Use esse poder, ele te foi dado.

2 – Nossa autoridade está baseada em nossa nova posição em Cristo
Ao entregarmos nossas vidas a Jesus deixamos de ser filhos da desobediência, deixamos de ser filhos das trevas e nos tornamos filhos de Deus (Jo 1:12). A palavra de Deus nos diz que fomos adotados por meio do sacrifício de Jesus cristo. Jesus nos colocou numa nova posição diante de Deus, não somos apenas criaturas, somos agora filhos. Como filhos nos tornamos co-herdeiros de Cristo (Rm 8:17). Somos participantes da herança de Cristo, suas vitórias são nossas vitórias, somos espiritualmente participantes de seu reinado (Ef 2:6). Jesus nos transformou em embaixadores do seu reino (2 Co 5:20).
Diante dessa realidade precisamos aprender a orar pelos enfermos e pelos endemoniadas (pessoas oprimidas por satanás). Precisamos aprender a usar da autoridade que nos foi dada em nome de Jesus.

3 – Os primeiros cristãos exerceram a autoridade que Jesus lhes confiou
Vejamos como os apóstolos oravam pelos enfermos (At 3:1-8; At 9:37-40; At 14:8-10). Todas estas passagens nos mostram que eles ordenaram o milagre. Ordenaram a cura sobre os enfermos e até sobre os mortos.
A Palavra de Deus descreve que muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo, pelas mãos dos apóstolos (At 5:12).
Outro texto diz que pelas mãos de Paulo, Deus operava milagres extraordinários, a ponto de pessoas serem curadas pelos lenços e aventais de uso pessoal de Paulo (At 19:11-12).
Será que a palavra “mãos” não é significativa? Será que está escrito isto por acaso? O que disse Jesus a seus discípulos? “Aqueles que crêem, em meu nome imporão as mãos sobre os enfermos e serão curados” (Mc 16:18). O que vocês acham que os discípulos faziam; tudo nos leva a crer que colocavam as mãos sobre os enfermos. E podemos dizer mais, pelo que nos mostra o Livro de Atos, eles não pediam para que Deus curasse, eles ordenavam cura sobre os enfermos. Pedro nem Paulo disseram: “Senhor cura este paralítico”; pelo contrário eles disseram: “Levanta-te e anda”. Isso é para quem crê no Nome de Jesus. Você crê no nome de Jesus? Sim, então faça o mesmo que Pedro e Paulo e você verá curas acontecerem diante dos seus olhos.
Olhe para sua mão e diga: “minhas mãos é a mão de Jesus”. Quando você colocar suas mãos sobre alguém é como se o próprio Jesus estivesse colocando. Lembre-se você é membro do corpo de Cristo.
O erro de muitos hoje é que querem ordenar a Deus, exigir de Deus. Isto é um erro gravíssimo. Devemos ordenar aos espíritos malignos, pois estes nos estão sujeitos em Cristo, devemos ordenar sobre toda enfermidade, pois em Cristo temos todo poder e autoridade, mas não podemos governar sobre o próprio Deus.

4 – Recebemos uma ordem (Mt 10:7-8)
Quando Jesus enviou seus discípulos ele os estava ensinando-os, preparando-os para o que deveriam fazer quando ele já não estivesse mais com eles. Estes ensinamentos, as mesmas ordens valem para nós hoje que somos seus discípulos.
Use a autoridade, o poder que lhe foi dado. Tome posse de sua posição como filho de Deus, como embaixador do Reino de Deus. Pedro e Paulo foram obedientes a esta ordem de Jesus, por isso curaram enfermos, ressuscitaram mortos; eles estavam obedecendo à ordem de Jesus.
Obedeça também, Jesus nos ordenou a curar os enfermos, purificar os leprosos, ressuscitar os mortos, fazei isto em nome Dele. Os que crêem em Seu Nome, diz a Bíblia, estes sinais o seguirão (Mc 16:17-18). Você precisa crer e precisa colocar as mãos, dar ordens sobre os demônios para que eles vão embora.
Você já parou para pensar o que faria no lugar de Pedro diante do paralítico que se encontrava no templo? Será que ele seria paralítico até hoje? Jesus te deu uma ordem creia Nele, faça crendo na Palavra Dele, não tenha medo dos resultados, apenas cumpra o que Jesus disse crendo na autoridade que ele te deu para fazer. Jesus também não curou todas as pessoas porque não creram Nele.

OBSERVAÇÃO: Não estou dizendo que ninguém pode ficar doente. Estou dizendo que temos autoridade para orarmos pelos enfermos e eles serem curados, estou dizendo que se crermos e agirmos na autoridade de Jesus, que nos foi outorgada por ele, faremos obras maiores do que Jesus fez.

CONCLUSÃO: A ordem já lhe foi dada. O poder já lhe foi dado. O nome de Jesus lhe pertence. O que está esperando, ponha sua fé em prática. Pregue o evangelho e na medida que enfermos e endemoniadas aparecerem diante de ti, use a autoridade que Jesus lhe deu.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

sexta-feira, 28 de maio de 2010

AUTORIDADE 1 - A AUTORIDADE DO CRENTE

A AUTORIDADE DO CRENTE

Lc 10:19 - Disse-lhes Jesus: “Eis aí que vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano”.

Introdução
Fazer um paralelo entre Dt 11:24-25 e Ef 6:12; Lc 10:19:
• 1º) Ambos os textos nos apresentam um povo sendo convocado para guerrear.
• 2º) Ambos recebem autoridade para pisar sobre o inimigo, sobre seu território.
• 3º) As nações não resistiram diante o exército de Deus. Nossa luta hoje se faz em nível espiritual, mas as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja.

Você conhece sua autoridade em Deus?
Não? Então vejamos...
Ao mencionar serpentes e escorpiões, o Senhor Jesus está se referindo ao poder de toda hoste maligna (o diabo, principados, potestades e demônios). Precisamos estar conscientes de que, no nome de Jesus, temos autoridade sobre eles. Alguns, por equívoco, crêem que o Senhor deu essa autoridade apenas aos apóstolos. Será que a Igreja do Senhor Jesus tem menos autoridade, hoje, do que tinha no primeiro século? Não! É uma
hipótese completamente absurda.
O valor da nossa autoridade repousa no poder que existe por trás dela – o próprio Deus.
O diabo e suas hostes demoníacas sabem que temos essa autoridade. Por isso, o crente que entende que o poder de Deus opera em seu favor, pode exercitar sua autoridade e enfrentar o inimigo destemidamente. É preciso entender, Entretanto, que o uso da nossa autoridade depende de pelo menos três princípios básicos.

a) Reconhecer que nossa autoridade foi delegada pelo próprio SENHOR de tudo e de todos
2 Coríntios 5:20 – De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo... Isto significa dizer que por trás de nós há um “governo” e um “governador”; sim o governo é o Reino de Deus e o governador é o Rei dos Reis. É por isso que temos autoridade.
Tomemos, como exemplo, um guarda de trânsito. Se ele fizer o sinal característico de “pare” a qualquer motorista, imediatamente aquele motorista pára o veículo que está dirigindo, seja um fusca ou uma “jamanta”. Todavia, não é a força física do guarda que faz com que isso aconteça. Nenhum guarda de trânsito tem poder físico suficiente para parar um carro, se o motorista resolver não fazê-lo. Os carros param, simplesmente, por causa da autoridade que está por trás daquele policial. Todo motorista sabe que se o desobedecer, estará afrontando o governo, e isso poderá resultar em multa ou até mesmo em prisão. O que os motoristas respeitam é a autoridade do governo, representada pelo policial.
Quando um servo de Deus ordena algo para o diabo, este é obrigado a obedecer. A razão disso é exclusivamente a autoridade do próprio Senhor Jesus Cristo na vida desse servo. E nesse caso, o inimigo não tem alternativa senão obedecer, sob pena de ser atingido pelo exército de Deus. Bendito seja o nome do Senhor, pela autoridade que nos é delegada em Jesus Cristo!
Paulo disse aos crentes para serem fortes no Senhor, e na força do seu poder (Efésios 6.19). Isso significa que você, à semelhança do guarda de trânsito, pode se colocar diante do diabo e ordená-lo que pare. Assim como um motorista pára o carro diante de um guarda de trânsito que lhe ordene fazê-lo, o inimigo também tem de parar diante de você. Como representante de Deus na terra, você estabelece a legalidade do Senhor onde quer que você esteja.

b) A Autoridade se manifesta por meio do nome de Jesus e somente para aqueles que foram selados pelo Espírito Santo e que permanecem cheios do Espírito
Marcos 16:17 – Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.
As vestes indicam autoridade. Quando um guarda de trânsito está de serviço, ele precisa de um uniforme. Mas sem o uniforme, ninguém o respeitará como autoridade. Caso ele se ponha à frente de um carro em movimento, ordenando ao motorista que pare, correrá o risco de ser atropelado. De modo semelhante, o sinal da nossa autoridade é o revestimento com Espírito Santo. Quando estamos revestidos com Ele, temos a mais alta autoridade do Universo.
Todo crente nascido de novo já possui o Espírito Santo habitando dentro de si. Uma vez que aceitamos a Cristo, somos imediatamente batizados com o Esírito Santo.
Após a ressurreição, o Senhor veio aos seus discípulos, soprou sobre eles e disse-lhes que aquele sopro era o Espírito Santo (João 20.21-22). Apesar de terem recebido o Espírito Santo, eles ainda estavam sem poder, pois não haviam sido revestidos com o uniforme espiritual. Por isso, o Senhor ordenou-lhes que esperassem em Jerusalém até que, do alto, fossem revestidos de poder (Atos 1.8). Esse mesmo poder deve estar sobre nós, revestindo-nos como um uniforme. Dessa mesma forma, nós que nascemos de novo em Cristo, recebemos o Espírito Santo, somos selados, segundo a palavra do apóstolo Paulo (Ef 1:13); contudo também necessitamos sermos revestidos do poder, isto é, sermos cheios do Espírito Santo (Ef 5:18).
Não basta você ser filho de Deus e ter conhecimento da autoridade delegada pelo Senhor Jesus. Você precisa estar cheio da presença do Espírito de Deus, para que o inimigo o respeite. É um revestimento invisível aos olhos naturais, mas visível no mundo espiritual. Todas as potestades têm conhecimento dele. Por isso, grande é o temor que vem sobre as hostes do diabo, pois sabem que o poder de Deus em nós pode destruir as obras deles.
Meu irmão e minha irmã, contudo, tenho que lhes dizer que se vocês não andarem segundo a orientação do Espírito de Deus, não terão autoridade. Suas orações não serão ouvidas. O inimigo com certeza irá te destruir. Provérbios 28:9 – O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração é abominável.
Lembre-se pecado é errar o alvo; quando vivo de maneira contrária aos princípios de Deus estou errando o alvo, estou pecando, minha oração não será ouvida; a não ser minha oração de confissão, de arrependimento.
A Bíblia diz:
(1 Pe 3:7) – Marido tratai vossas mulheres com honra, dignidade. O marido que não trata desta forma não tem sua oração ouvida. Não adianta falar em línguas, ser obreiro da igreja e bater na mulher.
(1 Pe 3:1) – Mulheres sedes submissas aos vossos maridos. A mulher deve auxiliar o marido, incentivá-lo, ajudá-lo, para isto, precisa valorizar seu marido, tratá-lo com honra, reconhecê-lo como cabeça do lar. A mulher que age de forma diferente está contra o principio de Deus, não tem autoridade.
(Ef 6:1) – Filhos obedecei a vossos pais – os filhos que não obedecem não possui autoridade espiritual. Está em pecado.
(Ef 6:4) – Os pais que provocam a ira dos filhos estão em pecado. Os filhos são herança do Senhor e não objetos da ira dos pais ou dos desejos dos pais.
Com Deus não se brinca. Quando vivemos em pecado, quando não guardamos os princípios de Deus abrimos porta para o inimigo e nossas vidas.
Conheci um presbítero mentiroso – hoje sua família toda está sofrendo. Não existe autoridade quando se vive no pecado.
Para sermos cheios do Espírito de Deus é necessário darmos ouvido a Sua voz, andarmos na verdade, vivermos em santidade. Se não o Espírito se apaga em nós e a autoridade que Cristo nos deu vai embora.

c) Toda a autoridade possui uma arma
Efésios 6:17 – Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
Suponha ainda esta situação, quando um guarda de trânsito está devidamente uniformizado. Será que algum motorista ousaria desafiar a autoridade dele? É provável que sim, principalmente os criminosos. Para isso, ele precisa estar armado. A arma do policial é usada para reforçar sua autoridade. Do mesmo modo, nós também podemos passar por situações em que, apesar de exercitarmos a nossa autoridade, o inimigo ainda insiste em nos resistir. Nesse caso, nessa situação, o que fazer? Só nos resta uma opção: fazer uso de nossa arma – a Palavra de Deus. Quando liberamos a Palavra de Deus, com fé, os demônios são atingidos do mesmo modo que uma bala pode nos atingir.
Talvez você esteja pensando: “Bom, eu já tenho uma Bíblia.” Mas ter uma Bíblia apenas, não resolve. Ela não é uma arma para ser utilizada com a mão. É eficaz quando manuseada com a boca. Na visão de Apocalipse, João viu Jesus e da boca dele saía uma espada afiada. Não pense que Jesus é um faquir, engolidor de espadas – a visão era um símbolo, mostrando que a espada do Espírito deve ser usada em nossa boca. Quando verbalizada, a Palavra produz o que ela diz que produzirá.
Em Mateus 4, Jesus nos dá um exemplo de como se deve usar a Palavra de Deus contra o diabo. Jesus estivera no deserto por quarenta dias jejuando e, ao final, o diabo veio para tentá-lo. E o que fez Jesus? Usou a Palavra, dizendo: “Está escrito!” Aleluia! Ele apenas citou a Palavra de Deus. O diabo, então, o deixou, dizendo: “Ok! Jesus, por enquanto você venceu!” Ele ainda voltou para tentar Jesus, não uma, mas duas vezes mais. E cada vez que o diabo vinha, Jesus dizia: “Está escrito!”. Ele fazia uma tremenda confissão da Palavra de Deus.
Ouça-me: o diabo é um demente. Ele não desiste facilmente. Todavia, devemos atacá-lo com a mesma arma que Jesus usou: “a Palavra de Deus”. Jesus sabia o poder da Palavra falada, tanto para atacar quanto para defender-se. Observe bem a atitude de Jesus diante da persistência do inimigo. Ele não disse: “Parece que isso não funciona. Eu confesso a Palavra, o diabo se vai, mas depois torna a voltar. Preciso buscar outra estratégia.” Jesus não desistiu, porque o diabo insistiu com as tentações. Tampouco voltou ao deserto para jejuar novamente, julgando que talvez não estivesse em condições espirituais para enfrentar o diabo. Jesus permaneceu firme, apenas confessando a Palavra: “Está escrito!”
Em Apocalipse 12.11, lemos: “Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da Palavra do Testemunho que deram.” Meu irmão, você não pode derrotar o diabo com a sua própria força – você precisa da Palavra de Deus. Lembre-se que a Palavra de Deus é a verdade. A verdade não é o que você vê, nem o que você sente – a verdade é o que a Palavra de Deus diz. Ainda que você não veja nem sinta nada, ainda assim confesse a Palavra de todo o seu coração. A confissão gera fé em você e, esta, por sua vez, produzirá a realidade daquilo que a Palavra de Deus diz.

Conclusão
Deus nos deu autoridade em Cristo Jesus. Esta autoridade nos foi dada para pisarmos sobre toda obra do diabo, para invadirmos o inferno e resgatarmos as vidas que estão perdidas, algemadas na mentira, nas drogas, na prostituição, etc.
Estamos onde estamos para ocupar este lugar para o Senhor, para estabelecer neste lugar o Seu reino. Somos embaixadores e já chegou à hora de usarmos a autoridade que nos foi delegada.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

segunda-feira, 20 de julho de 2009

FAMÍLIA 1 - AS IMPLICAÇÕES DE SER PAI

AS IMPLICAÇÕES DE SER PAI
Dt 6:1-9

Deus chama suas criaturas para viverem sob autoridade. Ele é a nossa autoridade e outorgou autoridade a pessoas, dentro das instituições que estabeleceu (lar, igreja, estado, negócios).

1 – É exercer autoridade (Ef 6:1, 2)
Vocês não devem se envergonhar de serem autoridade sobre seus filhos. Vocês exercem autoridade como agentes de Deus. Não devem orientar seus filhos segundo seus próprios interesses e conveniência. Precisam orienta-los segundo os padrões de Deus para o bem deles.
Nossa cultura tende continuamente a assumir os extremos. Em autoridade, tendemos a um autoritarismo excessivo ou uma postura fraca (Ef 6:4; Cl 3:21). Deus os chama, através de sua Palavra e exemplo, a exercerem uma autoridade verdadeiramente gentil. Deus os chama a exercerem autoridade, e não a obrigarem seus filhos a fazerem o que vocês querem. Ele os chama a serem verdadeiros servos, ou seja, autoridades que entregam suas próprias vidas. O propósito de sua autoridade nas vidas de seus filhos não é mantê-los debaixo do seu poder, mas capacita-los a serem pessoas autocontroladas que vivem livremente sob a autoridade de Deus.
Jesus é o exemplo desse estilo de vida. Aquele que tem o comando, Aquele que possui toda autoridade veio como um Servo. Ele é o Soberano que serve; também é o Servo que governa. Ele exerce a autoridade soberana que é gentil – autoridade exercida em favor de seus súditos. Em João 13:3, mesmo sabendo que o Pai colocara todas as coisas sob sua autoridade, Jesus tomou uma toalha e lavou os pés dos discípulos. Quando seu povo se submete à sua autoridade, é capacitado a viver livremente na liberdade do evangelho.
Como pais, vocês precisam exercer autoridade. Precisam exigir a obediência de seus filhos, visto que eles são chamados por Deus a obedecerem e honrarem vocês. Precisam exercer autoridade, não como um cruel carrasco, mas como quem verdadeiramente os ama.
Como pai ou mãe, você possui autoridade porque Deus o chama para ser autoridade sobre a vida de seu filho. Você tem autoridade para agir em nome de Deus. Como um pai ou uma mãe, você não exerce comando sob a sua jurisdição, mas sob a de Deus. Você atua sob o comando dEle. Você cumpre um dever que lhe foi dado por Ele. Você não pode tentar moldar as vidas de seus filhos como lhe agrada, e sim como agrada a Deus.
Os filhos raramente deixam um lar onde suas necessidades são atendidas. Quem gostaria de deixar um relacionamento onde se sente amado e respeitado? Quem abandonaria pais que o conhecem e o entendem e que estão comprometido em ajuda-lo?

2 – É pastorear (Pv 13:1a)
Se “autoridade” descreve de maneira mais correta o relacionamento entre pai e filho, a melhor descrição de atividades do pai em relação ao filho é pastorear. O pai é o guia do filho. Este processo de pastorear ajuda a criança a entender a si mesma e o mundo em que vive. O pai pastoreia o filho através da avaliação deste e de suas reações. Ele o pastoreia a fim de que entenda não apenas “o que” de suas ações, mas também o “por quê”. Como o pastor de seu filho, você quer ajuda-lo a entender a si mesmo como uma criatura feita por Deus e para Ele. Você não pode mostrar-lhe estas coisas meramente pela instrução; deve guia-lo no caminho da descoberta. Precisa pastorear seus pensamentos, ajudando-o a aprender o discernimento e a sabedoria.
O foco central não criação de filhos é o evangelho (Dt 11:19). Você precisa direcionar não apenas o comportamento de seus filhos, mas as atitudes de seus corações. Precisa mostrar não apenas o “que”, mas também o “por que” de seus pecados e fracassos. Seus filhos necessitam desesperadamente entender não apenas o “que” fizeram exteriormente errado, mas também “por que” o fizeram, que é o aspecto interior. É necessário ajuda-los a perceberem que a Palavra de Deus trabalha de dentro para fora. Portanto, na criação de seus filhos, o objetivo não pode ser simplesmente ver crianças bem-comportadas. Seus filhos devem também compreender por que pecam e como experimentar uma mudança interior.
Muitas vezes os pais perdem o foco do pastorear quando olham somente para o comportamento. Se o seu objetivo é somente a mudança de comportamento, o alvo está errado. Aquilo que o alerta para a necessidade de correção em seu filho é o comportamento. A maneira de agir de seu filho o irrita e, portanto, chama a sua atenção. Você imagina que fez a correção necessária, quando mudou um comportamento inaceitável por uma conduta aprovada e digna de apreciação. Lembre-se que as necessidades de seu filho são muito mais profundas do que apenas as mudanças de comportamentos. Seu comportamento reflete necessidades de mudanças no coração. Por exemplo, seus dois filhos estão brigando por causa de um brinquedo. Não basta ensinar que não podem brigar por causa de brinquedos. Quando isto acontece as duas crianças estão dizendo: “Não me importo com você ou com sua felicidade. Quero este brinquedo e vou tê-lo e serei feliz”. Precisa pastorear o coração deles. Como pai e mãe é necessário ensinar-lhe que brigar não é aceitável diante de Deus. Mostrar para eles que não podemos ser egoístas. Não devemos pensar apenas em nossa felicidade. Ensinar-lhe a justiça de Deus.
Às vezes, os pais dão aos filhos padrões abaixo dos padrões bíblicos, pensando que seus filhos, por não serem cristãos, não podem, de coração, obedecer a Deus. Por exemplo, a Bíblia diz para fazer o bem àqueles que nos maltratam. Mas, quando os filhos são empurrados no pátio escolar, os pais lhes orientam a ignorar o ocorrido. Ou pior, alguns pais orientam seus filhos a revidar quando alguém bate neles.
Este conselho antibíblico afasta as crianças da cruz. Não se precisa da graça de Deus para ignorar o opressor. Não se precisa da graça sobrenatural para lutar por nossos direitos. Para fazer o bem ao opressor, orar por aqueles que nos maltratam e confiar a vida ao Justo Juiz, requer que uma criança veja a si mesma face a face com a pobreza de seu próprio espírito e sua necessidade do poder transformador do evangelho (Pv 22:6).
A lei de Deus não é fácil para o homem natural. Quando você deixa de expor o padrão divino, rouba de seu filho a misericórdia do evangelho.
Este processo de pastorear é uma rica interação com seu filho, mais rica do que simplesmente dizer-lhe o que fazer e pensar. Pastorear envolve investir sua vida sem eu filho, através de uma comunicação aberta e honesta que expõe o significado e o propósito da vida. Não é simplesmente direção, mas sim direção em que há auto-revelação e compartilhamento. Valores e vitalidade espiritual não são simplesmente ensinados, mas assimilados.

3 – É preparar os filhos para serem bênçãos
Como preparar nossos filhos para caminharem na bênção?
Embora não seja meu interesse entrar hoje na questão da educação, não poderia deixar de falar algo a respeito de como preparar nossos filhos para receberem a bênção e seguirem seus destinos.
Para isso quero mostrar a vocês como Deus nos prepara para caminharmos na bênção.
Dt 30:19 – Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos á sua voz, e apegando-te a Ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.
Deus age conosco através do livre arbítrio. Deus nos dá liberdade de escolha, entretanto nossa escolha faz com que Deus nos dê a bênção ou a maldição. É assim que Deus nos ensina a viver. Você sempre tem duas alternativas, escolha uma delas e receberá o fruto de sua escolha. A escolha certa te trará bênção, por outro lado à escolha errada te trará danos ou que chamamos na Bíblia de maldição.
É assim que Deus nos ensina, vejamos outros textos: Dt 28:1-2, 15; Mt 6:33; Jo 15:6-7,10 - A bênção ou maldição depende de nós. Depende de como respondemos ao que Deus nos ordena.
Deus trata conosco pelo exercício da autoridade. Ele tem todo o poder e nos dá liberdade para decidirmos, entretanto nos abençoa quando decidimos certo e nos pune quando decidimos errado. Desta forma Deus está buscando nos ensinar a tomar decisões certas. O sofrimento neste sentido é o veiculo para nos alertar de que precisamos mudar de direção. Como Pai, Deus, nos corrige (Hb 12:5-7), isto não significa que perdemos a salvação, mas que necessitamos nos arrepender e voltar ao caminho certo. Qual o caminho certo? Reconhecermos sua autoridade e praticarmos aquilo que Deus deseja de nós.
Às vezes sofremos mesmo quando tomamos decisões certas, mas estes sofrimentos não vêm de Deus e sim de pessoas que não conhecem a Deus e que acabam sendo usados pelo diabo para nos afrontar. Todo cristão consegue discernir de onde vêm estes ataques.
Por outro lado Satanás o inimigo de nossas almas está sempre tentando nos manipular. O diabo não nos dá livre arbítrio, ele tenta nos conduzir para realização de sua vontade.
Nós pais precisamos aprender com Deus que devemos exercer sobre nossos filhos o exercício da autoridade. Deveríamos começar a trabalhar desta forma com eles desde pequeninos. Sempre mostre ao filho o caminho A e o caminho B. Deixe-o decidir, mas faça-o sentir as conseqüências de suas decisões. Se decidir corretamente continuará tendo liberdade, se decidir de forma errada perderá sua liberdade. Por exemplo: li em um certo livro que um jovem sempre trancava a porta de seu quarto. Quando o pai ou mãe lhe pedia para abrir a porta para conversar; ele não obedecia, e muitas vezes aumentava o som que estava ouvindo em seu quarto para que os pais desistissem. (...) Um dia o pai tirou a porta de seu quarto. O filho por sua conduta errada perdeu o direito de ter a porta no quarto.
Devemos ensinar nossos filhos a respeitar a autoridade que Deus investiu em nós pais. Temos que educá-los de forma que eles nos obedeçam e tomem decisões que honrem o nosso nome e desta forma o nome de Deus. As decisões tomadas corretamente trarão sobre eles privilégios, bênçãos e as decisões tomadas de forma errônea trarão punições, perda de privilégios. Desta forma estaremos transformando nossos filhos em homens e mulheres de caráter, de personalidade integra, reta.
Viva de forma que seus filhos se tornem bênção, de forma que aprendam a respeitar sua autoridade, sem cair na tentação de manipulá-los. Não tente comprar o amor de seu filho, nunca deixe de aplicar a correção, a disciplina, pois todo erro merece a disciplina. Lembre-se Deus sofreu em nosso lugar, mas não deixou de aplicar a disciplina. Abençoe seu filho(a) apenas sendo pai ou mãe. Exerça com amor a autoridade que Deus investiu sobre você.

Provérbios 13:20 diz: “Quem anda com os sábios será sábio”. O objetivo de um pai sábio não é simplesmente discutir, mas demonstrar o frescor e a vitalidade de uma vida dedicada integralmente a Deus e a sua família. Ser pai ou mãe é pastorear o coração dos filhos nos caminhos da sabedoria de Deus.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
20/06/09