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terça-feira, 12 de março de 2024

MENSAGEM EM VÍDEO 1257 - REINICIANDO A VIDA PROFISSIONAL


 

SERMÕES 222 - REINICIANDO A VIDA PROFISSIONAL

 REINICIANDO A VIDA PROFISSIONAL

Série: Reset

 

Estamos refletindo na série Reset. O tema de nossa mensagem de hoje é “Reiniciando a Vida Profissional”.

Nosso desejo através desta série é ajudá-los a reiniciarem a vida a partir da Palavra de Deus. Às vezes chegamos a uma determinada situação em nossas vidas que precisamos parar tudo o que estamos fazendo e recomeçarmos tudo do zero para podermos colocar tudo em ordem. Outras vezes precisamos parar e resetarmos algumas áreas de nossas vidas para que possamos iniciá-las de forma diferente.

Hoje iremos desafiá-los a refletirem sobre suas vidas profissionais. O primeiro ponto que eu gostaria de pensar com vocês é uma pergunta: “O trabalho para você é uma carreira profissional ou uma vocação de Deus?”

quinta-feira, 28 de junho de 2018

SERMÕES 31 - INTEGRANDO TRABALHO E VOCAÇÃO


INTEGRANDO TRABALHO E VOCAÇÃO

Objetivo: Mostrar que todo trabalho é um instrumento para glorificar a Deus.

Ø  Vídeo de abertura: Marcos Botelho

Existem dois grandes equívocos nesse assunto trabalho e vocação:

Primeiro Equívoco: Trabalho é compreendido por muitos como maldição.
De onde vem este pensamento?
A)    Fruto do pensamento grego. Para os gregos o trabalho não é era visto como algo bom. Os deuses, assim como a elite da sociedade, entregavam esta tarefa para os homens mais simples, por não considerá-la honrosa.
B)    A religião cristã medieval, influenciada pelo pensamento grego, ampliou esta concepção separando o trabalho em secular e sagrado. Os clérigos, os religiosos, compreendiam que o trabalho era uma maldição dada por Deus aos homens e destinada aos não vocacionados, isto é, àqueles que não viviam exclusivamente para a igreja.
C)    Na cultura brasileira, fortemente influenciada pelo catolicismo medieval, o trabalho não é algo desejado, é visto como penoso. O brasileiro inicia a carreira profissional pensando na aposentadoria. Muitos brasileiros optam hoje por concurso público pensando na aposentadoria. Iniciam a carreira profissional pensando no fim. 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

REFLEXÃO 267 - A IMPORTÂNCIA DA HUMILDADE NA VIDA DO VOCACIONADO

A importância da humildade na vida do vocacionado
2 Crônicas 7:14



Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.

Introdução
Há alguns motivos para se falar sobre a humildade na vida do vocacionado. Primeiro. Nosso mundo é extremamente materialista. Ele ensina que você precisa ter muito dinheiro, sucesso, reconhecimento, prestígio para Ser feliz. Já o evangelho nos ensina a renunciar para que possa alcançar a felicidade. A Bíblia mostra que precisamos passar pelo caminho da humilhação para chegarmos a um estado de Exaltação. 

Alguém disse: "Os tronos de Deus são alcançados descendo-se escadas".

Onde o vocacionado pode manifestar humildade?

domingo, 8 de maio de 2011

VOCAÇÃO 2 - NOSSA VOCAÇÃO PRIMÁRIA NOS CHAMA A RESPONSABILIDADE

A RESPONSABILIDADE QUE NASCE DE NOSSA VOCAÇÃO PRIMÁRIA
NOSSA VOCAÇÃO PRIMÁRIA NOS CHAMA A RESPONSABILIDADE
REFLEXÃO DE MATEUS 28.19-20

19Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; 20ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.

            Este texto que hoje vamos discorrer é a ordem da Grande Comissão. Essa ordem é expressão de nossa vocação primária.
No último domingo eu falei sobre nossa vocação primaria. Falamos que fomos criados por Jesus e para Ele. Isto significa que fomos chamados primeiro para servir a Deus sendo para Ele servos, filhos, propriedade, sal e luz. A escolha deste texto para nossa reflexão é porque o texto nos apresenta as tarefas ou responsabilidades de nossa vocação primaria.
Contudo antes de analisar o texto gostaria de levantar algumas questões:
Qual o seu sonho? O que consome seus pensamentos? Quanto você está disposto a dar de sua vida para alcançar este sonho? Este sonho tem reflexo na eternidade? Este sonho armazenará tesouros no céu para você? Ele redundará em glória para Deus?
Muitas vezes gastamos muito de nossa vida para alcançarmos sonhos que não tem ecos na eternidade, que são apenas sonhos egoístas e mesquinhos de nossa parte, que não trazem gloria alguma a Deus. Entretanto, estamos diante de um texto onde o sonho de Deus nos é apresentado. Você sabe o que isso significa? Deus está revelando a você e a mim o seu grande sonho. Você tem a oportunidade de realizar algo significativo em sua vida! Você tem a oportunidade de colaborar na realização do sonho de Deus. Se você gastar mais de sua vida em busca de realizar a vontade de Deus você estará ajuntando tesouros no céu, estará fazendo algo que refletirá na eternidade.
Para entendermos melhor o vontade de Deus para nós pretendo analisar os quatro verbos desta ordem. Estes verbos definem a nossa ação, responsabilidades e privilégios como servos de Deus de colaborarmos para que a vontade de Deus se cumpra na vida dos homens.

sábado, 23 de abril de 2011

VOCAÇÃO 1 - NOSSA VOCAÇÃO NOS CHAMA A UM COMPROMISSO COM DEUS

NOSSA VOCAÇÃO NOS CHAMA A UM COMPROMISSO COM DEUS
O COMPROMISSO COM DEUS NASCE DA NOSSA VOCAÇÃO
Colossenses 1.15-19


Colossos era uma cidade pertencente à província romana da Ásia, na parte ocidental do que á agora a Turquia Asiática. O local da antiga cidade de Colossos é atualmente desabitada. Nos tempos antigos foi uma importante cidade do reino Lídio e posteriormente do reino de Pérgamo.
Paulo escreveu esta epistola sem dúvida para orientar e defender a igreja de Colossos contra a heresia gnóstica que se infiltrava no meio da igreja.
Os irmãos de Colosso estavam sendo influenciados através do cinema da cidade, dos teatros, das novelas “colossais”, da revista “Caras Colosso” a terem os pensamentos e valores gnosticos como verdadeiros.
Paulo foi habilidoso em conseguir atacar as heresias ao mesmo tempo em que fortalecia os valores da fé cristã.
A crença dos gnósticos em Colossos afirmava:
1 – Que Cristo era apenas uma “emanação de Deus” – um ser angelical. Não viam Cristo como o logos, mas como um entre muitos seres angelicais.
2 – Os seres angelicais eram objetos de adoração e nesse sentido criam que Cristo poderia ser adorado, embora não fosse considerado Deus.
3 – Eles não criam na existência da Trindade, nem Cristo como cabeça da Igreja.
4 – Os gnósticos criam em muitos criadores. Eles compreendiam que os diversos seres angelicais possuíam o poder de criarem. Paulo não nega tal poder, contudo enfatiza que tudo veio de Cristo, ainda que anjos criassem era por meio do poder de Cristo.
5 – Os gnósticos criam que toda matéria é má. Criam que no fim toda matéria deixará de existir. Para eles o desígnio cósmico é destruir a matéria.
6 – Os gnósticos acreditavam que os “aeons”, isto é, os seres angelicais unidos formavam a “plenitude de Deus”.
7 – Os gnósticos pegaram os rituais judaicos e incorporaram em suas crenças, tornando as datas comemorativas em motivos de adoração aos “espírito emanados”. Desvirtuando assim o valor e razão daquelas datas.
As restrições aos alimentos tornaram-se incentivo ao vegetarianismo; e a moderação as bebidas alcoólicas levadas ao extremo exigia abstinência total. O fim disso era sacrificar a matéria. Acreditavam que desta forma estariam destruindo a matéria. 
O ensino gnóstico estava afastando a igreja gradativamente de sua convicção de fé. Aos poucos Cristo se tornava mais um entre muitos seres angelicais e não mais Senhor de suas vidas.
O texto que lemos é uma confrontação direta a estes ensinos e também uma reafirmação de quem é Cristo para nós.
Hoje em dia nossa fé tem sido atacada por diversos ensinos que gradativamente tem roubado de Cristo sua posição como único Deus e Senhor de todas as coisas. Temos assistido diversas coisas e pessoas se tornando objetos de adoração em nossos cultos “evangélicos”. Diante dessa realidade nosso compromisso com Deus e Sua causa tem sido afetado.
Assim como a igreja de Colosso foi afetada pelo pensamento corrente da sociedade de sua época, a igreja de hoje tem sido da mesma forma afetada pelos pensamentos que fluem em nossos dias.
Paulo chama então a igreja de Colosso a repensar quem é Cristo para eles. Tal reflexão deveria traze-los de volta a genuína fé cristã.
Compreender quem é Cristo nos faz refletir em nossa vocação e em nosso compromisso em relação a Deus.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

MISSÕES 3 - MISSÕES: VOCAÇÃO

MISSÕES: VOCAÇÃO

E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura- (Mc 16.15).

A bíblia de capa a capa é o livro de missões. Digo isto porque desde o primeiro livro, Gênesis, até o último livro, Apocalipse, a bíblia aponta a salvação, que nos foi dada gratuitamente, pela fé, em Cristo Jesus.
A bíblia é um livro de missões escrito por homens, inspirados por Deus para revelar o único caminho de reconciliação entre Deus e os homens, Cristo Jesus.
A bíblia é o livro de missões porque nos mostra através de todas suas páginas Deus fazendo missões, isto é, Deus trabalhando para resgatar o ser humano do pecado.
Com isso quero dizer que poderíamos estudar qualquer livro da bíblia e falarmos de missões. Entretanto eu vou conversar com vocês sobre missões me baseando em uma única frase dita por Jesus, que nos foi transmitida por Marcos (Mc 16.15). Sei que muitas mensagens já foram pregadas tendo esse texto como base, entretanto acredito firmemente que Deus tem algo para falar com você neste texto hoje.

1 – Jesus nos dá uma ordem que expressa nossa vocação (Mc 16.15)
Quando falamos de vocação, estamos falando a respeito de algo que nos atraí, que nos inclina e nos dá sentindo de realização. Vocação esta ligada com algo que brota de dentro de nós naturalmente. Vocação é um clamor que brota em nosso homem interior nos conduzindo a realizarmos algo ou alguma coisa. Um grito interior que nos chama para sermos algo.
Somos vocacionados por Deus para algo ou alguma coisa?   Somos vocacionados por Deus primeiramente para sermos dEle. Somos vocacionados para sermos Sua propriedade exclusiva, sermos filhos, sacerdotes, servos, em fim, somos chamados para Deus. “... fomos criados por Ele e para Ele” (Cl 1.16).
Nossa vocação primária é direcionada a Deus; portanto podemos dizer que nossa vocação primaria é glorificar a Deus. Todos nós viemos a existir para a glória de Deus, fomos criados para o seu louvor. Por isso o primeiro grande mandamento é “amaras o Senhor teu Deus de todo o seu coração, de toda sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças” (Mc 12.30).
A melhor maneira de glorificarmos a Deus é vivermos para Ele. Viver para Cristo significa sermos servos em todo lugar, sermos filhos de Deus a todo instante, sermos sacerdotes todos os dias, sermos propriedade exclusiva de Deus sempre, sermos sal e luz como Deus é.
Quando entendo isto, e, vivo esta verdade, eu glorifico a Deus, porque como servo eu me dou em amor às pessoas, como filho de Deus eu manifesto o caráter do Pai, como sacerdote eu intercedo diante de Deus a favor dos pecadores, como propriedade exclusiva de Deus eu vivo em santidade, como sal procuro deter o mal e como luz mostrar o caminho de vida. Desta forma cumpro a ordem de Jesus Cristo, vou vivendo e pregando o evangelho. A cada dia vou deixando as marcas do servo, do filho, do sacerdote, da santidade e da verdade por onde passo. Vou anunciado Cristo por meio de palavras e atitudes. Desta forma vou cumprindo minha vocação primaria enquanto vou vivendo minha vocação secundária.
Enquanto a vocação primaria está direcionada a Deus, nossa vocação secundária está relacionada ao próximo. Somos chamados para sermos pais (direcionada aos filhos), maridos (as esposas), médicos (aos pacientes), professores (alunos), patrões ou empregados. Seja qual for a sua vocação profissional ela está relacionada com o próximo, com pessoas que de alguma maneira fazem parte do seu dia-a-dia.
Na vocação secundária temos a oportunidade de cumprirmos o segundo grande mandamento: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31).
Essa vocação secundária deve estar submissa a sua vocação primaria. A vocação secundária é o meio por onde você é chamado para exercer a vocação primaria.
Vou abrir aqui um parêntese para explicar que “enquanto a vocação diz respeito a minha inclinação interior, o termo chamado diz respeito a minha obediência a uma direção dada a mim de maneira especifica por Deus”.
Você é pai? Mãe? Filho? Essa é sua vocação secundária na relação familiar e você deve glorificar a Deus através deste ministério que lhe foi dado. Você é casado? Esta é sua vocação secundária para com seu cônjuge. Glorifique  a Deus por meio deste ministério. Você trabalha? É profissional liberal? Patrão? Empregado? Seu trabalho é o meio pelo qual você deve exercer sua vocação secundária. Você é pastor? Evangelista? Trabalha integralmente na igreja? Esse é o seu ministério ou sua vocação secundária.
Primeiramente somos vocacionados para Deus, existimos para Ele e depois para nosso próximo. Todos nós devemos glorificar a Deus através de nossos ministérios secundários.  Em todas as dimensões da sua vida, você deve glorificar a Deus. A vocação secundária deve existir para o serviço e desempenho da vocação primária
Na vocação secundária não exerço os diversos papéis ministeriais que estão atrelados a este chamado 24 horas do dia. Por exemplo: Não sou pastor 24 horas, sou cristão 24 horas, mas não pastor. Quando saio da igreja e chego em minha casa, sou marido de minha esposa e pai dos meus filhos. Você entende o que estou falando? Assumimos diversos papéis em nossas vidas, esses papéis são nossos diversos ministérios secundários. São serviços que prestamos ao nosso próximo e que devem estar submissos a nossa vocação primária, isto é, a Deus. Quando procedo em cada papel deste de conformidade com Palavra de Deus, eu glorifico a Deus. Quando, como marido, eu amo minha esposa como Cristo amou a Igreja, eu glorifico a Deus e cumpro minha vocação primária. Estou testificando a vida de Deus que há em mim.
A melhor expressão de adoração a Deus não é viver dentro da igreja, não é viver cantando a Deus numa contemplação sem fim, isto os anjos fazem, a melhor maneira de adorarmos a Deus é anunciando o evangelho a toda criatura. A melhor maneira de expressarmos amor a Deus é obedecendo à ordem que Ele nos deu dentro do ministério que fomos vocacionados.
O “ide e pregai o evangelho” antes de ser uma ordem, é a razão de nossa existência, é a expressão de nossa identidade, de nossa primeira vocação.

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

LIDERANÇA - 3 - CARACTERISITCAS DA PESSOA CHAMADA

CARACTERISITCAS DA PESSOA CHAMADA

As pessoas que não são chamadas, mas impelidas por alguma razão, caminham lutando contra tudo e contra todos, atrás de seus objetivos, mas quando chega a adversidade entra em colapso e abandona tudo e todos.
Os chamados têm uma força que vem de dentro; possuem uma perseverança e poder, que oferecem resistência aos golpes externos.
Nunca sabemos quando iremos nos deparar com um destes chamados. Talvez sejam os indivíduos menos dotados, menos reconhecidos, menos sofisticados. Basta olharmos para os 12 que Jesus chamou.
Mas hoje quero olhar para JOÃO BATISTA um destes tantos homens que a Bíblia nos mostra como chamados por Deus e detectar algumas de suas virtudes.

1 – CORAGEM
João Batista era um homem que possuía esta virtude em alta dose.
Quando as multidões afluíam ao vale do Jordão para fazer uma avaliação de si mesmo ao profeta, ele não teve medo de lhes apresentar algumas verdades sérias (Mt 3:7-9). Disse-lhes que parassem de se julgar justos com base numa alegação de superioridade racial ou religiosa. Antes, eles precisavam era reconhecer sua necessidade de arrependimento moral e espiritual.
Sua coragem incomodava a muitos “santarrões”.
João teve coragem até mesmo para denunciar o rei Herodes, que acabou mandando decapitá-lo (Mt 4:12; 14:1-3). Mas isso só ocorreu depois que João havia encerrado sua missão.
Deus não vai permitir que ninguém toque em sua vida enquanto sua missão não estiver acabada.
Portanto não tenha medo de falar a verdade em qualquer situação. Estamos diante um momento onde a igreja precisa se pronunciar quanto a questão da homofobia. Não tenha medo de se posicionar.
Prega o que a Palavra ordena em todos os assuntos, seja fiel a Palavra de Deus, pregue o amor ao pecador, mas não aceite o pecado em sua igreja por medo.

2- FORTE SENSO DA DURAÇÃO DE SEU CHAMADO E UM COMPROMISSO FIRME COM ESSE CHAMADO
Ao contrário do que muitos pensam nosso chamado nem sempre é eterno. Podemos ser chamados para atuar até o fim de nossas vidas - por outro lado nosso chamado pode ser um chamado de curta duração; contudo devemos estar prontos para abrir mão do que for necessário para cumprirmos nosso chamado.
João teve que abrir mão do próprio chamado para cumprir seu papel de precursor. Alguns de nós somos chamados a plantar igrejas e depois temos que abrir mãos delas para que outro a regue e de continuidade no processo de crescimento.
Muitas pessoas tem dificuldade com isso e por isso sofrem. Não conseguem aceitar o momento de entregar o ministério a outro. Não conseguem aceitar a idéia de transferir sua autoridade e poder recebidos por Deus e reconhecidos pela igreja para outro.
Deixar de ser o líder não significa que você não tem mais valor, que Deus não irá mais te usar, que você virou invalido, inútil. Pelo contrário você poderá ser de grande valia, orientando, ajudando por baixo dos bastidores quando chamado a opinar ou não.
João Batista ao sofrer ataque com relação á sua identidade pessoal e ao seu senso de segurança profissional não hesitou em retirar seu time de campo para que Jesus crescesse diante do povo.
Embora João sabia que estivesse perdendo seu emprego, seu lugar de honra diante do povo, ele mesmo fazia questão de honrar a Jesus e de incentivar o povo para que seguisse a Jesus, incluindo seus próprios discípulo (Jo 1:29-37; 3:25-30).
Saul ao sofrer um ataque com relação a sua identidade pessoal e ao seu senso de segurança profissional reagiu violentamente diante da ascensão de Davi. Deslanchou uma forte perseguição ao jovem, segui-o pelo deserto, na intenção de acabar com ele. Quanto mais Saul perseguia o rapaz, mais ridículo ficava diante de seus homens e do povo.
Nunca devemos nos esquecer de que somos chamados por Deus e que o tempo e o lugar de atuação desse chamado pertence a ELE e não a nós.

3 – COMPREENDE CLARAMENTE O PRINCÍPIO DA MORDOMIA
A reação de João quanto ao fim do seu chamado demonstra que ele compreendia claramente sua posição diante de Deus: mordomo – aquele que é responsável de cuidar de algo que pertence a outra pessoa, até que o proprietário volte para reaver seus bens.
João compreendia que ele nunca fora dono de ninguém mesmo. Portanto, se o plano de Deus era que ele transferisse aquelas multidões para Jesus, estava perfeitamente disposto a fazê-lo. Assim é a mentalidade de um mordomo.
Creio que esta deve ser a principal característica de uma pessoa chamada por Deus – reconhecer durante todo o seu ministério que tudo pertence a Jesus, inclusive o rebanho.
Saul se esqueceu de que era apenas mordomo de Deus, por isso se julgou dono do trono de Israel e isso o levou a soberba e ao fim de seu reinado.
Quando acreditamos que o que temos é nosso, temos a tendência de protegê-lo, de segurá-lo em nossas mãos. Isso acontece com o nossos dons naturais e espirituais, dinheiro, propriedades, filhos, emprego, ministério, etc.
Devemos sempre avaliar nosso coração para saber se temos agido como mordomo ou donos.

4 – SABE EXATAMENTE QUEM É E QUAL SUA MISSÃO
Quando João foi indagado se ele o Cristo, ele respondeu claramente que ele não era e apontou Jesus como o Cordeiro de Deus, o Cristo. João sabia exatamente quem ele era, ele era o precursor, aquele que viria para preparar o caminho para Jesus Cristo.
Entretanto algumas pessoas começam bem seu ministério, mas depois se esquecem de quem são e por isso tem grande dificuldade abandonar o poder e lutam até a morte para retê-lo. Não conseguem mais distinguir entre a função que exercem e sua própria pessoa. Acredito que por isso muitas pessoas sofrem terrivelmente com a aposentadoria.
Por que alguns pais sofrem de depressão quando o último filho sai de casa? Porque não estão preparados para entregá-lo a Deus e lhe dar a liberdade que lhe é de direito; continuam querendo tê-lo debaixo de seus olhos.
João poderia ter tirado vantagens de sua ascendência sobre as multidões, na época em que gozava de grande popularidade. Ou poderia ter se deixado seduzir pelo aplauso das massas. O fato de eles estarem transferindo seu apreço dos sacerdotes de Jerusalém para ele, poderia tê-lo tornado arrogante e ambicioso. Teria sido muito simples acenar que sim quando lhe perguntaram se ele era ou não o Messias.
Não subestimemos a importância desse principio. Em nossos dias, nesse mundo todo dirigido pelos meios de comunicação de massas, muitos homens bons e talentosos, que ocupam posições de liderança, estão constantemente diante da tentação de passarem a crer em seus próprios textos publicitários. Então, se eles acreditarem, sua personalidade e seu exercício de liderança irão aos poucos sendo contaminados pela fantasia do messianismo. Então, eles se esquecerão de que não são nada, e começarão a criar perigosas suposições sobre a própria identidade e sobre sua missão.
O apóstolo Paulo deu um valioso exemplo disso, na sua carta a Timóteo. Ali ele descreve seu chamado para deixar o judaísmo e abraçar a fé e o apostolado cristos. Diz ele: “A mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus” (1 Tm 1:13,14).
Um homem que guarda tais fatos na memória, e que vez por outra os repassa, dificilmente irá pensar de si mesmo mais do que convém.

Conclusão: Creio que devemos orar para possuirmos os mesmos atributos que tinha João Batista. Devemos clamar para sermos corajosos, termos consciência acerca de nossa própria identidade, a termos uma visão clara de nossa função dentro do corpo de Cristo e sermos verdadeiramente comprometidos com a missão dada por Deus a nós.
Que Deus possa usar a cada um de nós chamados para o cumprimento de Sua vontade que é a expansão do Seu Reino sobre toda terra.

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira