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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

ESTUDOS 80 - A IMPORTÂNCIA DO CONCEITO DE REINO

A IMPORTÂNCIA DO CONCEITO DE REINO

          Todos nós fomos formados num contexto religioso em que a palavra Igreja é muito mais familiar do que a palavra “Reino” e, no geral não há boa compreensão por parte dos crentes sobre o que é o Reino de Deus e o que é a Igreja. Pretendemos neste trabalho trazer alguma luz, sobre este assunto, esperando que além de melhor compreensão, traga aos leitores algum benefício prático. Estamos cientes de que será apenas um vislumbre desse assunto que é tão vasto, profundo e desafiador; contudo julgamos que isto possa constituir a base para se construir sobre ela um esquema de doutrina de suma importância prática para nossa vida cristã.

          Pretendemos que em nossa abordagem fique claro que Igreja e Reino de Deus não são a mesma coisa e que Deus e a Igreja estão trabalhando para formar o Reino e que no céu não haverá Igreja, haverá Reino.
          Vamos tratar do assunto na forma de perguntas e respostas, para facilitar a exposição e a própria compreensão da matéria. Vamos primeiramente desenvolver a idéia de Reino para depois então contrastar com a idéia de Igreja e a conseqüente aplicação prática do assunto.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MENSAGEM 5 - ALÉM DE MIM MESMO: A ORAÇÃO DO DISCÍPULO 4ª Parte: Venha o Teu Reino

ALÉM DE MIM MESMO: A ORAÇÃO DO DISCÍPULO
4ª Parte: Venha o Teu Reino - MT 6.9-13

Introdução: “Venha o teu reino” (v.10) deve ser nossa petição de todos os dias, assim como “faça-se a tua vontade”. A busca pelo Reino de Deus e pela vontade de Deus nos levará a realizarmos a petição anterior “santificado seja teu nome”.  Não podemos nos esquecer que a “santificação” do nome de Deus é o alvo de nossa existência; e que quando santificamos o nome de Deus acabamos promovendo a salvação daqueles que estão em perdidos.
Hoje vamos nos concentrar no pedido direcionado ao Pai: “venha o teu reino”.

1)      Existe um anseio pelo estabelecimento do Reino de Deus
Primeiro gostaria de dizer o que é obvio! Jesus, ao nos ensinar a pedir pela vinda do Reino de Deus, manifesta o desejo de que o Reino de Deus seja estabelecido na terra.
Isso significa que não devemos orar pelo estabelecimento do nosso reino, mas pelo estabelecimento do Reino de Deus. Contudo nossas orações quase sempre são mais direcionadas ao estabelecimento do nosso reino, dos nossos desejos e anseios.
Ilustração: História contada pelo pastor Ariovaldo Ramos do fazendeiro.
Precisamos mudar urgentemente esta nossa postura, pois ela não manifesta a verdade contida nos ensinos de Jesus aos seus discípulos. Somos chamados para morrer, isto é, renunciar a nós mesmos em prol do Reino de Deus e de Sua vontade.   
Diante desta verdade somos levados a seguinte pergunta:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

REFLEXÃO 49 - O CÉU É TOMADO A FORÇA

O CÉU É TOMADO A FORÇA
Mt 11:12

INTRODUÇÃO: Jesus neste texto nos diz que desde os dias de João Batista até agora (refere-se aos dia de Jesus), o reino dos céus é tomado a força. Jesus está dizendo que o céu é tomado por esforço. Os que usam da força se apoderam dele.
João Batista, citado por Jesus, é tido como o último profeta antes de Cristo e o precursor de uma nova era. Ele é considerado o maior dos profetas e o menor do reino de Deus, isso se deve porque João Batista estava exatamente na linha divisória de duas eras, antes de Cristo e depois de Cristo.
O profeta, João Batista, não pregava para agradar, mas para proporcionar profundas mudanças a seu mundo.
Há algumas coisas nesta declaração que precisamos refletir:

1 – Esta declaração não desfaz a afirmação de que a salvação é “graça” de Deus
A princípio estas duas afirmações de Jesus parecem ir na contra-mão da teologia da graça. A teologia da graça afirma que o céu nos foi dado de graça, sem merecimento algum de nossa parte. No entanto, Jesus está nos dizendo que o reino dos céus é tomado a força e os que usam da força se apoderam dele.
Embora a teologia da graça nos pareça ser contraditória quando colocada diante destas palavras de Jesus, elas não são. A salvação nos foi dada mediante o sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo e nisto não temos parte alguma. A salvação nos foi oferecida de graça e por meio da fé somos transportados ao reino dos céus. Mediante esta afirmação você deve estar se perguntando: Por que Jesus diz que o reino dos céus é tomado a força e os que usam de força se apoderam dele? Deus sempre reinou sobre tudo, ou não?
Jesus não está se referindo a salvação, mas a manifestação do Reino, as bênçãos do Reino e aos valores do Reino dos céus.
Paulo nos deixa bem claro que a salvação é dom de Deus para nós homens, provém da graça de Deus e não de obras (Ef 2:8-9).

2 – Esta declaração nos afirma que para tornarmos o Reino do céus parte integrantes de nossas vidas precisamos lutar
A declaração de Jesus “tomado à força” é uma metáfora de uma cidade ou um castelo envolvido numa guerra e que não pode ser conquistado de modo algum, exceto se for tomada de assalto.
Na parábola do semeador Jesus nos deixa isto bem claro (Mt 13:3-9,18-23). Algumas sementes são arrebatadas pelo maligno, ele o faz através da incredulidade. Satanás gera duvidas nos corações dos homens para que percam a Palavra de Deus. Estes nem entram no Reino. Outros ouvem a Palavra e a recebem com alegria. Estes começam a experimentar do Reino, mas logo nas primeiras lutas, provas, perseguições desistem. Estes não estão prontos para renunciar o seu “eu”. Não possuem força para lutar contra suas próprias vontades. Outros ainda ouvem a Palavra, experimentam um pouco mais do Reino, entretanto não possuem força para dizerem não ao mundo e suas tentações. Por isso Jesus disse que o Reino é tomado pela força. Precisamos lutar constantemente contra tudo que se opõem ao Reino.
Quando se fala de usar da força, o texto não se refere à força física, mas a força espiritual. Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra principados e potestades (Ef 6:12). Para se apoderar pela fé de tudo que Jesus conquistou para nós na cruz é necessário que lutemos contra nossa carne (nosso “eu” que deve estar crucificado), contra o mundo (sistema maligno que tenta nos impedir de aproximarmos de Deus e que será totalmente aniquilado na segunda vinda de Jesus) e contra o próprio Satanás e seus demônios (agem por meio do mundo e muitas vezes de pessoas, e, que será destruído para sempre).
Vivemos numa grande batalha espiritual e não podemos nos esquecer disso, não podemos viver sem essa consciência. Portanto se faz necessário usarmos da força para nos apoderarmos do Reino dos céus. Por outro lado não significa que devamos olhar para tudo como se fossem ações do diabo e fugir de nossas próprias responsabilidades. Discernimento e equilíbrio faz bem a todos.

3 – A declaração de que “os que usam de força se apoderam dele” se referem também a uma vida disciplinada e perseverante
Nós vivemos numa grande guerra espiritual e para tomarmos posse das bênçãos divinas é necessário que lutemos contra todas as artimanhas de Satanás. Para se tomar posse das bênçãos do Reino de Deus é necessário nos mantermos firmes na fé e longe do pecado.
Embora o céu nos seja dado gratuitamente, ele exige um padrão de vida que requer disciplina e perseverança.
Para possuirmos toda a plenitude do reino dos céus é necessário que tenhamos uma vontade decidida de possui-lo. Não importa a crise que vivamos, não importa as perseguições que passamos, não importa as circunstâncias da vida, o alvo todos os dias de nossas vidas deve ser sempre: manifestar as características do reino de Deus.
Uma vida disciplinada é uma vida bem centrada em Deus, uma vida equilibrada em Jesus Cristo nosso Senhor, uma vida aos pés do altar, aberta aos ensinos e direções reveladas pelo Espírito Santo. Isto se adquire numa vida de adoração verdadeira.
A energia de uma alma faminta por Deus e seu Reino estimula e impulsiona, com “violência santa”, o cristão em direção a conquista do reino de Deus.

CONCLUSÃO: Lutemos sem vacilar, sem nos esmorecermos, pelo Reino de Deus. Lutemos para tornar o Reino dos Céus presente em nossas vidas e em nossa sociedade.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira