A herança
histórico-Religiosa brasileira
Antes
de abordarmos um tema tão complexo como a herança histórica religiosa em nosso
país, é imperioso além de fundamental retrocedermos até as origens do
sentimento mágico religioso, que se perde na história da humanidade.
O pensamento mágico remete-se a
pré-história e atinge uma categoria universal: desde as épocas mais remotas da
humanidade e em todos os cantos da terra, faz-se misturada à religião. Dos
séculos mais distantes, datam estatuetas com formas humanas imbuídas do
sentimento mágico. Por exemplo, o que dizer de Ur dos caldeus uma cidade antiga
dos primórdios da civilização onde o misticismo e a religiosidade delineavam a
forma de vida de seus moradores. É em Ur que percebemos uma gama significativa
de deuses dos mais distintos e variados como: Onu o soberano do céu; Enlil e
Adad deuses das tempestades e dos dilúvios; Sin o deus lua; Shamosh, o deus
guerreiro; minurta o deus da guerra; Gula a deusa que presidia a medicina; Nabu
o deus da escrita. Isto tudo, sem falar dos bruxos, dos feiticeiros, dos magos,
que faziam todo o tipo de feitiçaria e magia a fim de incitar a ação dos
espíritos.
E a grande civilização grega?
Grandes pensadores como Tales de Mileto, Platão, Heráclito, Sócrates permeavam
seus conselhos com práticas de magia e curandeirismo.
O pensamento e a experiência
mágico-superticiosa estão presentes em todas as sociedades na Europa, na
África, no Brasil, em Cuba, na Austrália, e em toda parte do globo onde existir
vida humana.