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terça-feira, 30 de setembro de 2014

HISTÓRIA DA IGREJA NO BRASIL 2 - A HISTÓRIA DA EVANGELIZAÇÃO DO BRASIL

A História da Evangelização do Brasil: Os Calvinistas Franceses no Século XVI

É impossível estudar a história da evangelização do Brasil sem reconhecer a importância do primeiro esforço missionário realizado em nossa Pátria pelos calvinistas franceses entre 1557 e 1556. Para o catolicismo, o Brasil começa a ser evangelizado com a chegada de Pedro Álvares Cabral. Em suas caravelas ele trouxe: sete frades franciscanos, oito capelães e um vigário. Em 1549 chegaram os jesuítas. No entanto, foi através dos calvinistas franceses que a jovem nação brasileira teve a oportunidade de ouvir e conhecer o Evangelho da Graça de Deus pela primeira vez.

1. A Invasão Francesa (1555-1567). Os franceses partiram para o Brasil em 15 de julho de 1555. Em 10 de novembro do mesmo ano, sob o comando de Nicolau Durand de Villegaignon, invadiram o Rio de Janeiro. Villegaignon era católico convicto mas, ainda na França, aproximou-se dos protestantes, revelando alguma simpatia por eles, que parecia sincera. A França queria dominar uma faixa territorial do Brasil para fundar a chamada França Antártica. Diante do sucesso inicial dos franceses, Villegaignon escreveu ao Almirante Gaspard de Coligny (França) e a João Calvino (Genebra) pedindo missionários. Calvino e o Conselho de Genebra viram com alegria a oportunidade de alcançar as terras brasileiras com a pregação do evangelho. Em resposta, os missionários foram enviados. Villegaignon não conseguiu levar adiante a sua missão de conquistador do Brasil, e mais tarde, voltou para a França, ficando em seu lugar Bois-le-Conte. Depois de muitas batalhas, os franceses foram expulsos do Brasil em 20 de janeiro de 1567.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

HISTÓRIA DA IGREJA NO BRASIL 1: A HERANÇA HISTÓRICO-RELIGIOSA BRASILEIRA

A herança histórico-Religiosa brasileira



Antes de abordarmos um tema tão complexo como a herança histórica religiosa em nosso país, é imperioso além de fundamental retrocedermos até as origens do sentimento mágico religioso, que se perde na história da humanidade.
O pensamento mágico remete-se a pré-história e atinge uma categoria universal: desde as épocas mais remotas da humanidade e em todos os cantos da terra, faz-se misturada à religião. Dos séculos mais distantes, datam estatuetas com formas humanas imbuídas do sentimento mágico. Por exemplo, o que dizer de Ur dos caldeus uma cidade antiga dos primórdios da civilização onde o misticismo e a religiosidade delineavam a forma de vida de seus moradores. É em Ur que percebemos uma gama significativa de deuses dos mais distintos e variados como: Onu o soberano do céu; Enlil e Adad deuses das tempestades e dos dilúvios; Sin o deus lua; Shamosh, o deus guerreiro; minurta o deus da guerra; Gula a deusa que presidia a medicina; Nabu o deus da escrita. Isto tudo, sem falar dos bruxos, dos feiticeiros, dos magos, que faziam todo o tipo de feitiçaria e magia a fim de incitar a ação dos espíritos.
E a grande civilização grega? Grandes pensadores como Tales de Mileto, Platão, Heráclito, Sócrates permeavam seus conselhos com práticas de magia e curandeirismo.
O pensamento e a experiência mágico-superticiosa estão presentes em todas as sociedades na Europa, na África, no Brasil, em Cuba, na Austrália, e em toda parte do globo onde existir vida humana.