A RELEVÂNCIA DA MISSIOLOGIA PARA A EDUCAÇÃO
TEOLÓGICA
Ao olharmos para a Igreja Evangélica
Brasileira e o movimento missionário atual, percebemos como ao longo dos anos
teologia e missão tem andado por caminhos diferentes, completamente
divorciados, assim proponho que em primeiro lugar pensemos sobre a relação
existente entre a Missiologia e a Teologia.
Orlando Costas em seu ensaio sobre “Educação
Teológica e Missão”1 parte do principio de que a Missão é a mãe da Teologia,
dizendo que isto pode ser afirmado pelo fato de que a “teologia nasce do
movimento da Palavra do Deus vivente ao cruzar as múltiplas fronteiras da
história para criar uma nova humanidade.” A missão é o meio pelo qual Deus faz
nascer a Igreja, ela é resultado do esforço missionário não somente de Deus ao
enviar seu filho ao mundo como também do esforço de irmãos de outros
continentes que plantaram aqui a igreja.
A teologia nasce da necessidade desta igreja
plantada, sob o poder do Espírito Santo, de ensinar os rudimentos da fé,
refletir critica e sistematicamente sobre si mesma e equipar os seus líderes
para a obra do ministério.
Em segundo lugar devemos pensar sobre a
prática ministerial que resulta de uma educação teológica divorciada da
missiologia.
Em seu ensaio “Missiologia e Educação Teológica”2
Carlos Del Pino conclui dizendo que, “em termos gerais, a nossa educação
teológica não tem se preocupado com o aspecto missiológico e missionário na
formação dos nossos alunos”, reforçando nossos temores de que o divorcio
existente entre Teologia e Missiologia tem causado problemas para que a Igreja
ganhe uma visão correta do ministério integral saudável.