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sexta-feira, 14 de abril de 2023

SERMÕES 193 - JESUS: O AMOR EXTRAVAGANTE DE DEUS (2 parte)

 JESUS: O AMOR EXTRAVAGANTE DE DEUS (2 parte)

Série: É Chegado o Reino de Deus

 

Hoje vou continuar minha reflexão no Evangelho de João e finalizar a série “É Chegado o Reino de Deus”. O tema de nossa mensagem é: “Jesus: O Amor Extravagante de Deus (2 parte)”. Estou continuando a mensagem de nosso último encontro. Lembro a todos que a palavra extravagante significa “fora do comum” ou “que se afasta do senso comum”.

Em nosso último encontro vimos que Jesus manifestou e continua manifestando entre nós o amor extravagante de Deus, um amor fora do comum, tão intenso e grande que rompe todas as fronteiras sociais, culturais, financeiras, religiosas, políticas, geográficas, ideológicas, filosóficas e também de gêneros para nos alcançar. Afirmamos no último domingo que Jesus o amor extravagante de Deus rompeu as fronteiras das religiões e as fronteiras étnicas e culturais com o fim de nos acolher com seu amor.

No quinto capítulo de João, uma multidão de pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paralíticos, se aglomeravam próximo de um tanque chamado Betesda, localizado na cidade de Jerusalém. Eles acreditavam em uma lenda de que às vezes descia do céu um anjo do Senhor e agitava as águas deste tanque e aquele que entrasse primeiro no tanque era curado. Jesus o amor extravagante de Deus invade este ambiente de superstições, de lendas, de crendices onde o profano parece santo. Este é o nosso primeiro ponto de hoje:

terça-feira, 11 de abril de 2023

SERMÕES 191 - JESUS: O AMOR ENTRE NÓS

 JESUS: O AMOR ENTRE NÓS

Série: É Chegado o Reino de Deus

 

Neste mês de Abril estamos refletindo na série “É Chegado o Reino de Deus”. O tema de hoje é: “Jesus: O Amor Entre Nós”.

Com o nascimento de Jesus, o Messias de Deus, o Reino dos Céus se tornou presente no mundo dos homens. Contudo o Reino de Deus e o mundo dos homens vivem em conflito desde a queda do homem no Éden.

Em nosso último encontro falamos que a igreja ao longo dos anos foi construindo espaços sagrados e normas comportamentais para aqueles que desejassem se aproximar ou seguir a Jesus. Esses espaços sagrados e as normas comportamentais foram normatizando a espiritualidade transformando-a em religiosidade.  A relação com Deus e a obediência aos seus mandamentos deixou de serem baseadas no amor e na liberdade dada por Cristo, e passaram a ser baseadas na culpa e no medo – medo de Deus, do inferno, do julgamento da igreja e também do julgamento das pessoas.

Também dissemos que se desejamos viver uma vida que agrade a Deus, que alegre o coração de nosso Pai Celestial precisamos olhar para Jesus como referência e viver como Ele viveu neste mundo caído. Fundamentados no Evangelho de João destacamos que Jesus sabia quem era e qual a sua missão no mundo e essa consciência o fez transitar por todos os espaços deste mundo, os ditos sagrados, assim também como os profanos. A consciência que tinha de si mesmo e de sua missão o levou a se relacionar com pessoas de todas as classes sociais, o fez sentar à mesa com religiosos e pecadores, e se sujeitar as autoridades pagãs deste mundo sem perder sua identidade. Jesus se tornou gente como a gente e transitou por todas as esferas deste mundo caído sem pecar.

Uma das evidências de que Jesus era gente como a gente era que sempre que podia celebrava a vida com seus amigos e discípulos. E sempre que o fazia, Ele buscava glorificar o Pai por meios destas celebrações. Ele desfrutava do prazer de comer e beber do fruto do trabalho que o Pai lhe presenteava, mas também do prazer de dividir a mesa, as bênçãos do Pai com todos aqueles que desejassem participar de sua mesa.

Hoje veremos que esse Jesus do Evangelho de João, gente como a gente, foi nos dia de João e continua sendo a manifestação real do amor de Deus entre nós seres humanos. Jesus é a expressão máxima que podemos ter do amor. O amor de Deus por nós seres humanos é revelado por meio de Jesus.

terça-feira, 4 de abril de 2023

MENSAGEM EM VÍDEO 1227 - JESUS: GENTE COMO A GENTE


 

SERMÕES 190 - JESUS: GENTE COMO A GENTE

 JESUS: GENTE COMO A GENTE

Série: É Chegado o Reino de Deus

 

Hoje iniciamos a série do mês de Abril, com o tema “É Chegado o Reino de Deus”. Este tema irá nos conduzir em nossas reflexões deste mês. O tema de hoje é: “Jesus: Gente Como a Gente”.

O Reino de Deus e de Seu Messias vinha sendo anunciado aos judeus pela Lei e pelos profetas há muitos anos. Com o nascimento de Jesus, o Cristo de Deus, o Reino de Deus se tornou presente no mundo dos homens.

A realidade Bíblica que o Reino de Deus e o mundo dos homens vivem em conflito levou os seguidores de Jesus a rejeitarem o mundo e os que neles habitam. A igreja ao longo dos anos foi criando espaços sagrados e normas comportamentais para aqueles que desejassem se aproximar ou seguir a Jesus. Os crentes passaram a não poder frequentar qualquer lugar. Regras dizendo não pode isso, não pode aquilo ou como se vestir, passaram a determinar os comportamentos dos cristãos. Esses espaços sagrados e as normas comportamentais foram normatizando a espiritualidade transformando-a em religiosidade.  A relação com Deus e a obediência aos seus mandamentos deixou de ser baseada no amor e na liberdade conquistada por Cristo na cruz, e passaram a ser baseadas na culpa e no medo – medo de Deus, do inferno e do julgamento das demais pessoas.

Nestes últimos dias estive pensando muito sobre como vivermos a vida de forma que Deus seja honrado e se alegre com o nosso viver. Eu carrego em meu coração um desejo ardente de que quando Deus do seu trono se inclinar e passar os olhos sobre a terra em busca de verdadeiros adoradores, ao me encontrar entre os homens eu espero que um sorriso de satisfação e de contentamento se forme em sua face.

A pergunta que me faço constantemente é: “Como posso viver uma vida que faça Deus sorrir?” A resposta desta pergunta para mim se encontra em Jesus, o Logos que se fez carne. Jesus é gente como a gente. João afirmou essa verdade.

14a Aquele que é a Palavra (Logos) tornou-se carne e viveu entre nós. [...]. (João 1.14a)

terça-feira, 28 de março de 2023

MENSAGEM EM VÍDEO 1226 - JESUS: O REI REJEITADO


 

SERMÕES 189 - JESUS: O REI REJEITADO

 JESUS: O REI REJEITADO

Série: O Senhor do Reino (2 parte)

 

Neste ano estamos refletindo no tema “Deus e Seu Reino”, neste mês de março estamos meditando na série “O Senhor do Reino”, com o fim de conhecermos mais a Jesus e seus ensinos. No último domingo falamos sobre Jesus, o Logos que se fez carne e que deseja viver uma comunhão real conosco. Hoje o nosso tema é “Jesus: O Rei Rejeitado”.

Eu convido todos a abrirem suas Bíblias no texto de João 1.10-12.

10 Aquele que é a Palavra estava no mundo (κόσμῳ - kosmō), e o mundo (κόσμος - kosmos) foi feito por intermédio dele, mas o mundo (κόσμος - kosmos) não o reconheceu. 11 Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. 12 Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, (João 1.10-12)

Eu quero destacar que a palavra “mundo” (grego “kosmos”) neste texto significa o mundo dos homens. João no verso dez estava dizendo que a humanidade não reconheceu o seu criador. No verso onze ele particulariza a realidade de Jesus não ter sido recebido pelo seu próprio povo, os judeus.

Os judeus diferentemente das demais nações tinham a revelação da Lei e dos profetas a respeito do Messias, o Cristo que viria para governar Israel. Entretanto eles rejeitaram Jesus. Não O reconheceram como o Messias anunciado pela Lei e pelos profetas.

Contudo, nem todos rejeitaram Jesus afirma o apóstolo; os que o receberam e acolheram a suas palavras, ganharam o direito por intermédio dele de se tornarem filhos de Deus.

Embora houvesse fortes evidências que apoiavam a identidade de Jesus como o Messias, a maioria dos que o viram e ouviram suas palavras não acreditaram nele. Por que tantas pessoas rejeitaram Jesus apesar das fortes evidências que o apontavam como o Messias, o rei esperado e anunciado pelos profetas? Alguns fatores podem ter contribuído para a rejeição do rei Jesus. Entre eles o conceito errado a respeito do Messias que dominou o mundo das ideias dos judeus; sua aparente rebeldia a Lei de Moisés e aos costumes e tradições de seu povo; também os interesses escusos daqueles que detinham o poder sobre Israel nos dias de Jesus. Certamente um dos fatores determinantes da rejeição de Jesus como o rei dos Judeus eram as expectativas erradas que tinha a respeito do Messias. Este será o foco de nossa mensagem de hoje e único ponto de nossa mensagem.

terça-feira, 14 de março de 2023

MENSAGEM EM VÍDEO 1224 - JESUS: A REVELAÇÃO DE DEUS COMO PESSOA


 

SERMÕES 187 - JESUS: A REVELAÇÃO DE DEUS COMO PESSOA

 JESUS: A REVELAÇÃO DE DEUS COMO PESSOA

Série: O Senhor do Reino (1 parte)

 

No domingo passado lançamos o tema do ano: “Deus e Seu Reino”. O pastor Décio e o pastor Hélio no último domingo introduziram para nós o conceito do Reino de Deus. Este tema irá amarrar todas as mensagens que faremos ao longo deste ano de 2023.

Neste mês de março nosso tema é: “O Senhor do Reino”. Buscaremos focar nossas mensagens na pessoa de Jesus, o Senhor do Reino, e em seus ensinos.

O tema da mensagem de hoje é: “Jesus: A Revelação de Deus Como Pessoa”. Convido todos a leitura do texto de 1 João 1.1-3

1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. 2 A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada. 3 Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo. (1 João 1.1-3)

Iniciaremos nossa reflexão com a afirmação de João que Jesus é o Logos.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

MENSAGEM EM VÍDEO 1148 - APRENDENDO ATRAVÉS DA COMENSALIDADE DE JESUS


 

SERMÕES 174 - APRENDENDO ATRAVÉS DA COMENSALIDADE DE JESUS

 APRENDENDO ATRAVÉS DA COMENSALIDADE DE JESUS

Série: Juntos Com Cristo

 

A palavra comensalidade não é usada por nós no dia a dia, mas era muito praticado por Jesus. Comensalidade é a qualidade de quem é comensal, se refere à pessoa que vive a mesa. Não se trata de um glutão e nem de um beberrão! Comensal é o nome dado a uma pessoa que come habitualmente com outros na mesma mesa (Jesus comeu com os fariseus, Zaqueu, os discípulos de Emaús); também é o nome dado a quem frequenta uma casa e come com frequência nessa mesma casa (Pedro, Lázaro irmão de Marta e Maria) ou ainda a quem divide a mesa com outros (Ceia Pascoal, Multiplicação dos pães).

Jesus frequentemente estava na mesa com outros, fosse fazendo refeições ordinárias ou participando de alguma festa ou de algum banquete. Algumas vezes ele era o convidado e outras vezes ele era o anfitrião. Na mesa ele ensinava, enquanto fazia a refeição, como também ensinava através da mesa.

Além de ensinar na mesa e através da mesa, Jesus também usava frequentemente em seus ensinos citações referentes a refeições. A mesa era algo muito constante na vida e no ensino de Jesus. Sem dúvida isso não era por acaso.

Existiam duas razões claras para Jesus frequentemente fazer uso da mesa para seus ensinos. A primeira razão se devia ao fato de que a mesa para os judeus possuía um valor sagrado. A segunda razão era porque a mesa apontava que o sagrado estava disponível a todos.

Vamos olhar para elas com mais atenção. Vejamos a primeira razão:

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

MENSAGEM EM VÍDEO 1132 - SOLUS CHRISTUS (Somente Cristo)


 

SERMÕES 159 - SOLUS CHRISTUS (Somente Cristo)

 

SOLUS CHRISTUS

(Somente Cristo)

 

            Hoje nós iremos refletir no lema “Solus Christus” ou “Somente Cristo”. O lema somente Cristo é:

 

1 – A reafirmação que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens.

   Estamos falando de reafirmação porque a proposta dos reformadores é um retorno às afirmações contidas nas Escrituras.

   Quando o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo orientando-o como lidar com os membros da igreja e o que deveria ensinar a eles, Paulo escreveu as seguintes palavras:

5 Pois    um  só Deus  e  um  só mediador entre  Deus  e  os  homens:  o homem  Cristo Jesus, 6a o qual  se  entregou a  si  mesmo como resgate  por todos.  (1  Timóteo  2:5,6a)

   Paulo está dizendo claramente que só existe um mediador entre Deus e os homens, o seu nome é Jesus Cristo. Não existe outro nome na terra, debaixo da terra ou acima da terra que possa fazer mediação entre nós e Deus.

   O que o apóstolo estava afirmando a Timóteo é na verdade a afirmação do próprio Senhor Jesus, pois ele mesmo disse:

6 Respondeu  Jesus:  "Eu  sou  o  caminho,  a  verdade  e  a  vida.  Ninguém  vem  ao  Pai,  a  o  ser  por mim.  (João  14:6)

   Jesus afirmou ser “o” caminho, isto significa que ele é o único caminho. Preste atenção Jesus disse “ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”. Ele é o único caminho, o único mediador. Mas a afirmação de Jesus vai além; Jesus está afirmando que Ele e o Pai são um. Não tem como você acessar o Pai se não o reconhecer como um com o Pai.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

MENSAGEM EM VÍDEO 1109 - JESUS DIANTE A MORTE DO AMIGO LÁZARO


SERMÕES 136 - JESUS DIANTE A MORTE DO AMIGO LÁZARO


NOS PASSOS DE JESUS EM TEMPO DE PANDEMIA:
JESUS DIANTE A MORTE DO AMIGO LÁZARO

Em tempo de pandemia um dos sentimentos que temos que estar prontos para enfrentar é o sentimento de perda. Muitas são as perdas que podemos sofrer durante o período de pandemia. Muitas pessoas têm perdido seu negócio ou seu emprego. A consequência dessa perda da provisão é a perda dos demais bens adquiridos ao longo da vida. Muitos estão vendendo suas casas, carros e outros objetos com o fim de suprirem as necessidades essenciais para sua sobrevivência e de sua família. Mas acredito que estas perdas materiais, embora difíceis de aceitar, não são as piores perdas que podemos experimentar neste tempo de pandemia e confinamento, pois estas ao longo da vida podem ser recuperadas. Entretanto muitas famílias estão lidando com a perda de pessoas amadas. Muitas famílias estão chorando a morte da esposa, do marido, da mãe, do pai, do filho, da filha, do avô ou da avó. Muitos estão sofrendo pela ausência destas pessoas tão próximas e amadas, e também estão sofrendo pela forma como elas partiram. Não lhes foram dada a oportunidade de se despedirem, de dizerem as últimas palavras de orientação e conforto, nem de expressarem o último ato de amor.
Diante dessa realidade de perda vivida por muitos nestes dias e que ainda poderão ser vividas por muitos outros é que te convido a olhar para Jesus comigo e ver como Ele lidou com a morte de seu amigo Lázaro. Meu desejo é que através da experiência vivida por Jesus possamos encontrar o caminho do conforto e da esperança, caso a realidade da morte já tenha alcançado sua casa ou venha alcançar, pois todos nós estamos sujeitos a ela.
A história da morte e ressurreição de Lázaro se encontra no Evangelho de João, capítulo onze. Quero destacar somente um versículo de toda esta narrativa, o verso trinta e cinco.
35 Jesus chorou. (João 11.35)
Muitos dizem ser este o menor versículo da Bíblia, outros dizem ser Lc 20.30, outros dizem ser Jó 3.2 e há ainda quem diga ser Êx 20.13. Não existe um consenso em relação a isso, devido às diversas traduções. Mas independente de ser este ou não o menor versículo da Bíblia, ele nos suscita uma pergunta: por que Jesus chorou?
Esta pergunta não é tão fácil de ser respondida como nos parece à primeira vista. Vou apresentar quatro possíveis causas que levaram Jesus a chorar diante a morte de seu amigo Lázaro. A primeira hipótese afirma que Jesus chorou porque Ele era ser humano.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

MENSAGEM EM VÍDEO 1107 - JESUS DIANTE A TENTAÇÃO


SERMÕES 134 - JESUS DIANTE A TENTAÇÃO


NOS PASSOS DE JESUS EM TEMPO DE PANDEMIA:
JESUS DIANTE A TENTAÇÃO

Atualmente estamos vivendo uma situação atípica a todos nós. Nos encontramos dentro de um contexto de pandemia. A pandemia acontece quando um surto, um aumento de uma determinada doença ocorre dentro de uma região, e este surto se transforma em uma epidemia quando a doença dessa região se espalha por diversas outras regiões, e quando esta epidemia se espalha por todo planeta temos uma pandemia. De uma forma simples pandemia é o nome dado à realidade de que todas as pessoas no mundo estão sofrendo da mesma doença ou da mesma crise.
A pandemia gera sobre nós diversos sentimentos negativos como medo, angústia, impotência, incerteza, insegurança e outros. Precisamos avaliar com seriedade estes sentimentos, pois são frutos de preocupações legitimas que neste tempo de epidemia tem dominado nossas mentes e nossos corações.
A realidade atual de pandemia exige que tenhamos responsabilidade social por meio do regime de isolamento coletivo. Trata-se de uma ação com o fim de frear a rápida contaminação provocada pelo vírus, portanto, evitar o contato físico e a proximidade com pessoas para além daquelas entre as quais a residência é compartilhada favorece a preservação da vida de pessoas vulneráveis. Esse recolhimento tem o propósito preventivo e deve ser respeitado por todos nós.
Entretanto este isolamento social coletivo pode trazer custos psicológicos altíssimos para muitas pessoas, portanto cuidar de sua saúde mental e espiritual nesse momento é tão importante quanto preservar sua saúde física. Diante dessa necessidade de cuidado que devemos ter conosco, queremos olhar para Jesus neste mês e ver como Ele lidava com seus diversos sentimentos diante as crises e adversidades da vida.
Por que olhar para Jesus? Por que buscarmos em Jesus a referência para nós neste tempo de pandemia? Primeiro porque Ele foi o único homem perfeito diante todas as crises e situações mais adversas da vida. Segundo porque Ele venceu todas as crises e adversidades possíveis de serem experimentadas por qualquer ser humano.
O primeiro grande confronto de Jesus se deu no início de seu ministério. Ele foi levado pelo Espírito Santo ao deserto, onde após quarenta dias de jejum foi tentado pelo diabo.
Em sua primeira tentação o diabo buscou aproveitar da necessidade mais básica e primitiva do ser humano, a necessidade de alimentar-se para sobreviver, para instigar Jesus a transformar pedras em pães. O diabo queria que Jesus violasse as leis naturais estabelecidas na criação, uma ação que somente Deus poderia realizar. Creio que hoje em tempo de pandemia, assim como Jesus, somos tentados a lidarmos com a realidade presente de forma divina ou mística. Portanto precisamos seguir nos passos de Jesus e lidarmos com a realidade presente como filhos de Adão e não como se fossemos pequenos deuses. Esta é a visão de muitos que se declaram filhos de Deus, pensam que são pequenos deuses. Por isso o primeiro ponto que quero refletir com vocês é: