Este blog foi feito para você que deseja semear a boa semente. Espero através dele proporcionar a você ferramentas que o ajude a pregar a Palavra de Deus. Neste site você encontrará vídeos (diversos fins), imagens bíblicas, mapas bíblicos, mensagens em forma de estudos, apostilas de cunho teológico e muitos mais para que você possa investir em seu ministério e conduzir vidas a Cristo.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2018
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
ESTUDOS 157 - A PALAVRA QUE SARA
A
PALAVRA QUE SARA
Daí graças ao Senhor, porque Ele é
bom; porque a sua benignidade dura para sempre; pois ele satisfaz a alma
sedenta, e enche de bens a alma faminta. Tirou-os das trevas e da sombra da
morte, e quebrou-lhes as prisões. Enviou a sua palavra, e os sarou, e os livrou
da destruição. Quem é sábio observe essas coisas, e considere atentamente as
benignidades do Senhor." ( Sl 107. 1,9,14,20,43 )
Seja na área das ciências biológicas ou das
ciências humanas; seja na Teologia ou na Medicina, para bem conduzir o rumo das
coisas, torna-se necessária uma compreensão da natureza humana. É evidente que
a antropologia contemporânea reserva-se o direito de guardar traços??? das
culturas passadas. No entanto, como divergiam essas culturas! ... Sumérios, Caldeus,
Assírios e Babilônios, ou seja, os povos mesopotâmicos, viam a natureza humana
como algo essencialmente inferior. Marduque, seu deus principal, reinava sobre
pequenos deuses que podiam favorecer ou complicar miseravelmente a vida dos
pobres seres humanos. Havia um fatalismo nessas culturas mesopotâmicas que era
desumanizador a todas dominando.
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
quarta-feira, 19 de julho de 2017
sexta-feira, 30 de junho de 2017
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
ESTUDOS 71 - A IGREJA DO CAMINHO É INSTRUMENTO DAS CURAS DO MUNDO
A IGREJA DO CAMINHO É INSTRUMENTO DAS CURAS DO MUNDO
Texto Base: Atos 3:1-9
Uma característica da verdadeira igreja de Jesus Cristo é que ela é instrumento de Deus na cura das doenças do mundo.
Temas Bíblicos
a. Pedro e João estavam indo ao templo (3.1)
b. O exercício da religião não deve ser mais importante do que a preocupação com as pessoas
- as pessoas esperam receber alguma coisa da igreja (5)
quinta-feira, 26 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
REFLEXÃO 151 - A CURA DO PARALÍTICO DE CAFARNAUM
A cura do paralítico de Cafarnaum
(Marcos 2.1-12) amos
Jesus está em Cafarnaum, Sua base operacional. Ele foi para aquela
cidade provavelmente porque, em Nazaré, não havia fé. E é exaustivo realizar
qualquer coisa onde não existe fé; mesmo, para Jesus Cristo. Ele mudou, então,
de cidade e muita gente O procurou para ouvi-Lo, para ser curado.
Dentre os que rumaram para Cafarnaum havia um grupo carregando um jovem
paralítico na esperança de o colocarem em contato com Jesus. E Jesus, vendo a
fé daquele jovem e de seus amigos, o curou.
Que bom que este homem tinha amigos... O que teria acontecido se aquele moço
paralítico não tivesse amigos? Qual teria sido a sua situação? Ele estava
estirado num leito. Não tinha como locomover-se, nem como chegar onde Jesus
estava. Como fazê-Lo saber da sua situação? Mas ele tinha amigos... Que bom que
ele tinha amigos!
ESTUDOS 10 - A CURA DIVINA
Mt 8.16,17 "E, chegada
a tarde, trouxeram-lhes muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra,
expulsou deles os espíritos e curou a todos os que estavam enfermos, para que
se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si
as nossas enfermidades e levou as nossas doenças."
A CURA DIVINA A
PROVISÃO REDENTORA DE DEUS.
(1) O problema
das enfermidades e das doenças está fortemente vinculado ao problema do pecado e
da morte, i.e., às consequências da queda. Enquanto a ciência médica considera
as causas das enfermidades e das doenças em termos psicológicos ou
psicossomáticos, a Bíblia apresenta as causas espirituais como sendo o problema
subjacente ou fundamental desses males. Essas causas são de dois tipos:
(a) O pecado, que afetou a constituição física e
espiritual do homem (e.g., Jo 5.5,14).
(b) Satanás (e.g., At 10.38; cf Mc 9.17,20.25; Lc
13.11; At 19.11,12).
(2) A provisão
de Deus através da redenção é tão abrangente quanto as conseqüências da queda.
Para ao pecado, Deus provê o perdão; para a morte. Deus provê a vida eterna, e
a vida ressurreta; e para a enfermidade, Deus provê a cura (cf. Sl 103.1-5; Lc
4.18; 5.17-26; Tg 5.14,15). Daí, durante a sua vida terrestre, Jesus ter tido
um tríplice ministério: ensinar a Palavra de Deus, pregar o arrependimento (o
problema do pecado) e as bênçãos do reino de Deus (a vida) e curar
todo tipo de moléstia, doença e enfermidade entre o povo (4.23,24).
A
REVELAÇÃO DA VONTADE DE DEUS SOBRE A CURA.
|
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
REFLEXÃO 150 - A CURA DEFINITIVA
A Cura Definitiva!
A ressurreição dos mortos é a “cura definitiva.” Tentei compartilhar
esta verdade gloriosa com os sofridos pais de um menino de cinco anos que tinha
morrido há poucas horas de leucemia. Eles tinham suplicado a Deus uma cura para
seu amado filhinho. A igreja toda orou fervorosamente. Amigos profetizaram:
“Ele não vai morrer; ele vai ser curado.” Uma semana antes do falecimento do
garotinho, o pai com o coração partido pegou a criança febril nos braços e
andou com ela pelo quarto. “Deus, eu não desisto. Tuas promessas são
verdadeiras. Minha fé jamais vacilou. Mais do que dois ou três concordaram em
Teu nome que ele vai ser curado. Eu confesso isso agora, e o reivindico.”
Apesar de tudo, a criança morreu.
REFLEXÃO 149 - A CURA DE UM PARALÍTICO
A Cura de um Paralítico - João 5.1
Passadas
essas coisas, havia uma festa dos judeus e Jesus subiu para Jerusalém. Ora,
existe ali, junto a Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda ,
o qual tem cinco pavilhões. Neste, jazia uma multidão de enfermos, cegos,
coxos, paralíticos. Esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia
em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada
a água, sarava de qualquer doença que tivesse. Estava ali um homem enfermo,
havia 38 anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito
tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? Respondeu-lhe o enfermo: - Senhor, não
tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto
eu vou, desce outro antes de mim. Então, Jesus lhe disse: Levanta-te, toma o
teu leito e anda. Imediatamente o homem se viu curado e , tomando o seu leito,
pôs se a andar. E aquele dia era Sábado. Por isso, disseram os judeus ao que
fora curado: Hoje é Sábado e não te é lícito, carregar o leito. Ao que ele lhes
respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
REFLEXÃO 148 - A CURA DE UM MENINO QUE TINHA 26 ENFERMIDADES
A Cura de um Menino que tinha 26 Enfermidades
Uma
senhora levou seu filho numa cruzada no estado do Alabama.
Seu filho nasceu com 26 enfermidades.
Eis algumas delas abaixo:
1) Nasceu
cego;
2)
Sua língua era fora da sua boca e pregada no seu queixo, nunca tinha
ficado dentro da sua boca;
3)
Seus dois braços eram ligados um no outro e agarrados no corpo;
4) Suas
duas pernas eram paralíticas e deformadas;
5)
Nasceu sem pés;
6)
Seus joelhos tocavam seus cotovelos e ele vivia numa fetal posição;
7)
Nasceu sem os órgãos genitais;
8)
Tinha pulmões defeituosos;
9)
Rins defeituosos;
10)
Coração defeituoso, e
11) Outros
problemas internos, somando 26 enfermidades.
Tinha 4
anos de idade. Aquela irmã tinha na última noite, num total de 7 dias de cruzada, tinha de resto $20,00 - $5,00 era para a
gasolina, $15,00 para o doutor na segunda feira.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
CURA DIVINA 1 - A CURA DIVINA
A Cura Divina
Mt. 8. 16,17
- "E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a
sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou a todos os que estavam
enfermos para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaias, que diz:
Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças."
A PROVISÃO
REDENTORA DE DEUS
O problema
das enfermidades e das doenças está fortemente vinculado ao problema do pecado
e da morte, isto é, às conseqüências da queda. Enquanto a ciência considera as
causas das enfermidades e das doenças em termos psicológicos ou
psicossomáticos, a Bíblia apresenta as causas espirituais como sendo o problema
subjacente ou fundamental desses males. Essas causas são de dois tipos:
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
REFLEXÃO 58 - ENTENDENDO A PRIORIDADE DE JESUS
ENTENDENDO A PRIORIDADE DE JESUS
(Mc 2.1-12)
No texto de nossa reflexão, Jesus,
cura um paralítico trazido por quatro amigos. Este foi um milagre e tanto, mas
o que gostaria de destacar nesta história são as seguintes palavras de Jesus: “Mas, para que vocês saibam que o Filho do
homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” – disse ao paralítico – “eu
lhe digo: levanta-se, pegue a sua maca e vá para casa. Ele se levantou, pegou a
maca e saiu a vista de todos...”.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
CURA 4 - A PALAVRA DE DEUS E A CURA DOS TRAUMAS EMOCIONAIS - 1
A PALAVRA DE DEUS E A CURA DOS TRAUMAS EMOCIONAIS - 1
INTRODUÇÃO: Nossa personalidade é formada por diversos ensinamentos que absorvermos durante nossa infância, como também por diversos traumas que trazemos deste mesmo período. Hoje veremos como a Palavra de Deus nos leva a cura emocional, como ela nos leva a libertação dos traumas que trazemos em nossas vidas.
Muitas vezes, nós, os pregadores, damos aos ouvintes a enganosa idéia de que o novo nascimento e a plenitude do Espírito irão automaticamente resolver os problemas emocionais daqueles que se entregam a Jesus. Mas isso não é verdade. A grande experiência com Cristo, embora seja importante e de valor eterno, não constitui um atalho para a cura de nossos males mentais, isto é, a cura de nossas emoções. Não existe uma cura instantânea para nossos problemas de personalidade, entretanto devemos compreender que a aplicação da Palavra de Deus em nossas vidas nos leva a cura de nossas emoções e por meio desta a cura de nossa personalidade.
1 – Identificando algumas doenças emocionais
A) Autocomiseração – é profundo sentimento de desvalor – uma perene sensação de ansiedade, incapacidade e inferioridade, uma vozinha interior que vive a repetir: “Não presto para nada. Nunca serei nada. Ninguém pode gostar de mim. Tudo que faço dá errado”.
O que acontece a esse indivíduo quando se converte? Uma parte de seu ser crê no amor de Deus, aceita o perdão de Deus e sente paz por algum tempo. Mas depois, de repente, parece que algo dentro dele acorda e grita: “É tudo mentira! Não creia nisso! Ninguém te ama você é imprestável. Deus não te ama. Fulano não te ama. Você não presta para nada. Você só atrapalha as pessoas. Como Deus poderia amar uma pessoa como você? Você é ruim demais”.
B) Complexo de perfeiccionismo – sentimento interior de insatisfação – este sentimento surge da necessidade de se tentar satisfazer a si mesmo ou a outros. Este tipo de pessoa esta sempre procurando algo para fazer, sempre lutando em busca da perfeição. No fundo sempre lutando para satisfazer a si mesmo ou a alguém. Normalmente pessoas que possuem este complexo carregam consigo uma grande sensação de culpa.
Quantos aqui não vivem assim, tentando sempre receber louvores, receber palavras de aprovação, lutando para agradar a Deus e o mundo. Acreditam que só sendo perfeitos poderão ser aceitos por Deus e pelos seus irmãos.
Você já lutou para conquistar algo, para tirar nota 10 e só conseguir um 8; e depois ouvir de seus pais que a nota foi boa, mas que você pode ser melhor. Ai, você resolve ser melhor, estuda, estuda, estuda, tira um 10 e seus pais dizem: “a prova foi fácil, essa escola ajuda todo mundo”. Que frustrante. Você passa no vestibular, aí dizem para você: “Nessa faculdade todo mundo passa, basta pagar”.
Este sentimento de frustração é guardado no coração daquele que a ouve e com o passar do tempo, ele passa a viver na tentativa de sempre satisfazer os que o cercam, na necessidade constante de receber palavras que confirmem seu bom trabalho. Estas pessoas se tornam prisioneiras da perfeição.
O que acontece com esse indivíduo quando converte? Ele vive tentando impressionar a Deus. Está sempre querendo subir no conceito diante de Deus, mas se torna uma pessoa frustrada espiritualmente, pois percebe que nunca consegue chegar a Deus através de suas obras. Por mais que faça a sempre o sentimento de culpa dizendo: “Não foi o suficiente. Não foi muito bom o que fez”.
C) Susceptibilidade – É quando a pessoa se ofende com muita facilidade – Este tipo de trauma emocional que se identifica nas pessoas que sofreram muitas magoas. Pessoas que possuam sentimentos de rejeição, de abandono. Pessoas que desejaram o amor de alguém, a admiração e afeição de outros, mas só receberam o contrário, foram humilhadas, não tratadas com dignidade, com igualdade. Essas pessoas carregam profundas cicatrizes emocionais. Passam a ver coisas que os outros não vêem, sentem a realidade de uma forma que outros não sentem.
As pessoas muito susceptíveis exigem muito agrado e por mais atenção que lhe demos, esta nunca é suficiente. Em alguns casos, elas se tornam duras e insensíveis. Por terem sofrido tantas magoas se fecham e passam a tratar mal até os que procuram se aproximar. Às vezes agem assim, porque inconscientemente querem se vingar de tanto sofrimento ou simplesmente porque querem se defender. Eu me identifico com este tipo de pessoa, pois fui assim durante muito tempo de minha vida.
Pessoas assim não aceitam que Deus reparta seu amor com outros.
D) Medo (temor) – O maior dos medos é o medo de fracassar. As pessoas que sofrem este tipo de trauma tem tanto medo de fracassar que preferem não jogar o jogo da vida. Estas pessoas buscam ficar sempre de lado, buscam sempre uma saída para não encarar as grandes decisões da vida. Procuram nunca entrar no jogo.
Grande parte deste trauma é causado pelo peso que se colocam sobre as pessoas. A sociedade, a família, exige que a pessoa seja vencedora, seja o melhor, seja perfeito, seja um grande médico, seja o melhor pastor, seja o melhor, o bam-bam. O medo de não conseguir ser o melhor os fazem fugir do jogo.
Estes tipos de pessoas tendem a fugir de Deus, tendem a se afastar dos demais irmãos, pois tem medo de não serem tão bons quantos desejam ou o quanto pensam que os outros desejariam.
E) Traumas sexuais – Geram problemas para o casamento, fazem com que o indivíduo traumatizado fuja de relações mais próximas, ou tenha relações distorcidas na área sexual.
Estas pessoas ouviram o evangelho, receberam as boas novas, mas logo o inimigo fez com suas emoções viessem a tona. O velho eu foi morto, entretanto suas mentes continuaram cheias das palavras do velho eu. Suas formas de ver o mundo, sua cosmovisão continuaram baseadas nas velhas informações contidas em suas mentes e emoções. Estas pessoas precisam ser lavadas pelo “balsamo de Gileade”, pelas águas do Espírito, pela Palavra de Deus.
2 – Princípios bíblicos gerais que devem ser observados para recebermos a cura de nossos traumas emocionais
A) Encarar o problema de frente – é necessário reconhecer que se tem o problema. Com a ajuda de Deus você pode encarar esta verdade. Para nos libertarmos do pecado precisamos reconhecer que somos pecadores (Mt 4:17; At 2:38).
Precisamos reconhecer o problema em nível do consciente. Fale dele para outra pessoa. A libertação começa quando temos a coragem de falarmos dele, isto é, encarar o problema de frente. Isto não significa sair falando de seu problema a qualquer um, mas a uma pessoa responsável e que possa te ouvir sem te julgar e condenar. Existem problemas que nunca serão solucionados enquanto não se falar dele para alguém. A Bíblia diz: (Tg 5:16) – Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados”.
B) Perguntar a nós mesmos se desejamos realmente ser curados – Foi essa pergunta que Jesus dirigiu ao paralítico que estava enfermo havia trinta e oito anos (Jo 5:6). Você deseja realmente ser curado ou só está querendo conversar sobre seu problema? Não está querendo usar este problema para despertar a compaixão dos outros?
Ao perguntarmos para nós mesmo se desejamos ser curados, estamos respondendo, se estamos prontos para pagarmos o preço necessário para que o problema seja curado.
C) Aceitar sua responsabilidade – Você poderá dizer: “eu fui vitima, essa pessoa pecou contra mim. Eu não tinha como me defender. Eu era apenas uma criança. Etc”. Possivelmente seja verdade. Mas e quanto a sua reação? E o que dizer do fato de você ter abrigado ressentimentos e ódio, ou ter se recolhido a um mundo irreal, para fugir do problema.
Síndrome de Adão e Eva – passar a responsabilidade para o outro (Gn 3:8-13).
O que você fez durante anos para resolver o problema? Não podemos ficar apenas culpando outros é necessário olharmos para nós mesmos. Se você deseja ser curado é necessário estar pronto para assumir sua parcela de culpa no problema.
D) Perdoar a todos que estão envolvidos em nosso problema – Encarar nossa responsabilidade e perdoar os outros. A razão por que algumas pessoas não conseguem perdoar seu ofensor é que, se o fizerem, estarão perdendo o último pé de apoio, e não terão mais a quem culpar. Jesus deixou bem claro que não se pode haver cura, enquanto não se der um perdão total (Mt 6:12).
E) Perdoar a si mesmo – Algumas pessoas precisam se perdoar. Se você crê que Deus já lhe perdoou e que não se lembra dos seus pecados (Is 43:25), agora deve também se perdoar.
F) Pedir ao Espírito Santo para mostrar-lhe o caminho para a cura – O Espírito poderá fazer isto por meio da Palavra, por meio de um servo ou mesmo falando ao seu homem interior. Lembre-se que o Espírito de Deus foi enviado para nos guiar a toda a verdade (Jo 16:13) e isto implica em nos levar através da verdade aos caminhos da cura. O Espírito Santo sabe o lugar certo de mexer e como mexer e Ele nos levará a cura conquistada por Cristo Jesus na cruz.
CONCLUSÃO: Jesus disse que recebeu do Pai a unção para curar os ferido de coração. Se o seu coração está ferido venha à frente para receber a unção de cura. Jesus quer restaurar seu coração nesta noite, curar suas emoções.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
INTRODUÇÃO: Nossa personalidade é formada por diversos ensinamentos que absorvermos durante nossa infância, como também por diversos traumas que trazemos deste mesmo período. Hoje veremos como a Palavra de Deus nos leva a cura emocional, como ela nos leva a libertação dos traumas que trazemos em nossas vidas.
Muitas vezes, nós, os pregadores, damos aos ouvintes a enganosa idéia de que o novo nascimento e a plenitude do Espírito irão automaticamente resolver os problemas emocionais daqueles que se entregam a Jesus. Mas isso não é verdade. A grande experiência com Cristo, embora seja importante e de valor eterno, não constitui um atalho para a cura de nossos males mentais, isto é, a cura de nossas emoções. Não existe uma cura instantânea para nossos problemas de personalidade, entretanto devemos compreender que a aplicação da Palavra de Deus em nossas vidas nos leva a cura de nossas emoções e por meio desta a cura de nossa personalidade.
1 – Identificando algumas doenças emocionais
A) Autocomiseração – é profundo sentimento de desvalor – uma perene sensação de ansiedade, incapacidade e inferioridade, uma vozinha interior que vive a repetir: “Não presto para nada. Nunca serei nada. Ninguém pode gostar de mim. Tudo que faço dá errado”.
O que acontece a esse indivíduo quando se converte? Uma parte de seu ser crê no amor de Deus, aceita o perdão de Deus e sente paz por algum tempo. Mas depois, de repente, parece que algo dentro dele acorda e grita: “É tudo mentira! Não creia nisso! Ninguém te ama você é imprestável. Deus não te ama. Fulano não te ama. Você não presta para nada. Você só atrapalha as pessoas. Como Deus poderia amar uma pessoa como você? Você é ruim demais”.
B) Complexo de perfeiccionismo – sentimento interior de insatisfação – este sentimento surge da necessidade de se tentar satisfazer a si mesmo ou a outros. Este tipo de pessoa esta sempre procurando algo para fazer, sempre lutando em busca da perfeição. No fundo sempre lutando para satisfazer a si mesmo ou a alguém. Normalmente pessoas que possuem este complexo carregam consigo uma grande sensação de culpa.
Quantos aqui não vivem assim, tentando sempre receber louvores, receber palavras de aprovação, lutando para agradar a Deus e o mundo. Acreditam que só sendo perfeitos poderão ser aceitos por Deus e pelos seus irmãos.
Você já lutou para conquistar algo, para tirar nota 10 e só conseguir um 8; e depois ouvir de seus pais que a nota foi boa, mas que você pode ser melhor. Ai, você resolve ser melhor, estuda, estuda, estuda, tira um 10 e seus pais dizem: “a prova foi fácil, essa escola ajuda todo mundo”. Que frustrante. Você passa no vestibular, aí dizem para você: “Nessa faculdade todo mundo passa, basta pagar”.
Este sentimento de frustração é guardado no coração daquele que a ouve e com o passar do tempo, ele passa a viver na tentativa de sempre satisfazer os que o cercam, na necessidade constante de receber palavras que confirmem seu bom trabalho. Estas pessoas se tornam prisioneiras da perfeição.
O que acontece com esse indivíduo quando converte? Ele vive tentando impressionar a Deus. Está sempre querendo subir no conceito diante de Deus, mas se torna uma pessoa frustrada espiritualmente, pois percebe que nunca consegue chegar a Deus através de suas obras. Por mais que faça a sempre o sentimento de culpa dizendo: “Não foi o suficiente. Não foi muito bom o que fez”.
C) Susceptibilidade – É quando a pessoa se ofende com muita facilidade – Este tipo de trauma emocional que se identifica nas pessoas que sofreram muitas magoas. Pessoas que possuam sentimentos de rejeição, de abandono. Pessoas que desejaram o amor de alguém, a admiração e afeição de outros, mas só receberam o contrário, foram humilhadas, não tratadas com dignidade, com igualdade. Essas pessoas carregam profundas cicatrizes emocionais. Passam a ver coisas que os outros não vêem, sentem a realidade de uma forma que outros não sentem.
As pessoas muito susceptíveis exigem muito agrado e por mais atenção que lhe demos, esta nunca é suficiente. Em alguns casos, elas se tornam duras e insensíveis. Por terem sofrido tantas magoas se fecham e passam a tratar mal até os que procuram se aproximar. Às vezes agem assim, porque inconscientemente querem se vingar de tanto sofrimento ou simplesmente porque querem se defender. Eu me identifico com este tipo de pessoa, pois fui assim durante muito tempo de minha vida.
Pessoas assim não aceitam que Deus reparta seu amor com outros.
D) Medo (temor) – O maior dos medos é o medo de fracassar. As pessoas que sofrem este tipo de trauma tem tanto medo de fracassar que preferem não jogar o jogo da vida. Estas pessoas buscam ficar sempre de lado, buscam sempre uma saída para não encarar as grandes decisões da vida. Procuram nunca entrar no jogo.
Grande parte deste trauma é causado pelo peso que se colocam sobre as pessoas. A sociedade, a família, exige que a pessoa seja vencedora, seja o melhor, seja perfeito, seja um grande médico, seja o melhor pastor, seja o melhor, o bam-bam. O medo de não conseguir ser o melhor os fazem fugir do jogo.
Estes tipos de pessoas tendem a fugir de Deus, tendem a se afastar dos demais irmãos, pois tem medo de não serem tão bons quantos desejam ou o quanto pensam que os outros desejariam.
E) Traumas sexuais – Geram problemas para o casamento, fazem com que o indivíduo traumatizado fuja de relações mais próximas, ou tenha relações distorcidas na área sexual.
Estas pessoas ouviram o evangelho, receberam as boas novas, mas logo o inimigo fez com suas emoções viessem a tona. O velho eu foi morto, entretanto suas mentes continuaram cheias das palavras do velho eu. Suas formas de ver o mundo, sua cosmovisão continuaram baseadas nas velhas informações contidas em suas mentes e emoções. Estas pessoas precisam ser lavadas pelo “balsamo de Gileade”, pelas águas do Espírito, pela Palavra de Deus.
2 – Princípios bíblicos gerais que devem ser observados para recebermos a cura de nossos traumas emocionais
A) Encarar o problema de frente – é necessário reconhecer que se tem o problema. Com a ajuda de Deus você pode encarar esta verdade. Para nos libertarmos do pecado precisamos reconhecer que somos pecadores (Mt 4:17; At 2:38).
Precisamos reconhecer o problema em nível do consciente. Fale dele para outra pessoa. A libertação começa quando temos a coragem de falarmos dele, isto é, encarar o problema de frente. Isto não significa sair falando de seu problema a qualquer um, mas a uma pessoa responsável e que possa te ouvir sem te julgar e condenar. Existem problemas que nunca serão solucionados enquanto não se falar dele para alguém. A Bíblia diz: (Tg 5:16) – Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados”.
B) Perguntar a nós mesmos se desejamos realmente ser curados – Foi essa pergunta que Jesus dirigiu ao paralítico que estava enfermo havia trinta e oito anos (Jo 5:6). Você deseja realmente ser curado ou só está querendo conversar sobre seu problema? Não está querendo usar este problema para despertar a compaixão dos outros?
Ao perguntarmos para nós mesmo se desejamos ser curados, estamos respondendo, se estamos prontos para pagarmos o preço necessário para que o problema seja curado.
C) Aceitar sua responsabilidade – Você poderá dizer: “eu fui vitima, essa pessoa pecou contra mim. Eu não tinha como me defender. Eu era apenas uma criança. Etc”. Possivelmente seja verdade. Mas e quanto a sua reação? E o que dizer do fato de você ter abrigado ressentimentos e ódio, ou ter se recolhido a um mundo irreal, para fugir do problema.
Síndrome de Adão e Eva – passar a responsabilidade para o outro (Gn 3:8-13).
O que você fez durante anos para resolver o problema? Não podemos ficar apenas culpando outros é necessário olharmos para nós mesmos. Se você deseja ser curado é necessário estar pronto para assumir sua parcela de culpa no problema.
D) Perdoar a todos que estão envolvidos em nosso problema – Encarar nossa responsabilidade e perdoar os outros. A razão por que algumas pessoas não conseguem perdoar seu ofensor é que, se o fizerem, estarão perdendo o último pé de apoio, e não terão mais a quem culpar. Jesus deixou bem claro que não se pode haver cura, enquanto não se der um perdão total (Mt 6:12).
E) Perdoar a si mesmo – Algumas pessoas precisam se perdoar. Se você crê que Deus já lhe perdoou e que não se lembra dos seus pecados (Is 43:25), agora deve também se perdoar.
F) Pedir ao Espírito Santo para mostrar-lhe o caminho para a cura – O Espírito poderá fazer isto por meio da Palavra, por meio de um servo ou mesmo falando ao seu homem interior. Lembre-se que o Espírito de Deus foi enviado para nos guiar a toda a verdade (Jo 16:13) e isto implica em nos levar através da verdade aos caminhos da cura. O Espírito Santo sabe o lugar certo de mexer e como mexer e Ele nos levará a cura conquistada por Cristo Jesus na cruz.
CONCLUSÃO: Jesus disse que recebeu do Pai a unção para curar os ferido de coração. Se o seu coração está ferido venha à frente para receber a unção de cura. Jesus quer restaurar seu coração nesta noite, curar suas emoções.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
CURA 3 - O QUE DEUS REALMENTE DESEJA DE VOCÊ
O QUE DEUS REALMENTE DESEJA DE VOCÊ
Mc 10:17-22 / Mt 19:16-22 / Lc 18:13-23
INTRODUÇÃO: Muitos de nós, principalmente os jovens, vivem atormentados por uma sensação de não conseguir viver de forma agradável a Deus. Creio que de certa maneira todos nós temos um sentimento de frustração com relação a vida espiritual.
Eu mesmo experimentei esse sentimento em minha vida quando tinha aproximadamente 23 anos. Me converti com 22 anos e sempre tentei agradar a Deus. Mas por diversas vezes fracassei, por diversas vezes cedi ao pecado que tanto me atormentava. Depois arrependido, dizia a Deus que não o cometeria mais, contudo em meu interior a sensação de fracasso me atormentava. Com o passar do tempo comecei a pensar que Deus já não tinha mais prazer em mim e nem em minhas orações. Afastei-me da igreja por 1 ano e só retornei quando Jesus me deu um belo puxão de orelha.
Talvez você esteja aqui na igreja se sentindo perdido, não sabe o que fazer para agradar a Deus. Possivelmente você está dizendo já fiz de tudo para agradar a Deus; o que está errado comigo? Por que os mandamentos de Deus para mim são tão pesados? O que Deus realmente deseja de mim? Vamos tentar responder a estas perguntas analisando a narrativa deste jovem rico.
1 – Um coração perturbado (Mc 10:17)
A Bíblia diz que este homem que se aproximou de Jesus era um jovem. Sua pergunta demonstra uma profunda perturbação quanto a sua salvação. Sua alma estava inquieta, seu espírito abalado.
Também podemos observar através das Escrituras que este jovem cumpria todos os mandamentos de Deus (Mc 10:20), entretanto não tinha paz em seu interior. Ele era um bom religioso, mas não conseguia com isso satisfazer a sede de sua alma, não conseguia trazer tranqüilidade para seu coração.
Sendo ele um jovem judeu, possivelmente desde pequeno aprenderá todos os mandamentos, guardava-os em seu coração, e segundo suas próprias palavras os cumpria. Por que então estava perturbado quanto ao seu futuro? Por que não tinha certeza de sua salvação?
Muitos de nós somos como este jovem, guardamos os mandamentos de Deus, segundo o pastor tem nos ensinado, segundo nossos pais nos exigem. Deixamos de freqüentar as boates, não fumamos, não usamos roupas sexy, não bebemos, não isso... não aquilo. Vivemos tentando não pecar, o que por si só já é um grande sofrimento. Muitos de nós guardamos os mandamentos porque não queremos envergonhar nossos pais, não queremos desapontar o pastor, não queremos ser mal visto em nossa igreja; pelo contrario queremos deixar a igreja feliz.
Entretanto dentro de nós há um grande vulcão querendo explodir, um grito sufocado querendo sair a todo custo. Sim, muitos de nós estamos querendo gritar “não agüento mais, ir todo os domingos na igreja, ouvir o que é certo e praticar o que é errado, viver me sentindo culpado. Eu quero Deus, mas não consigo satisfazê-lo... me ajudem”.
Como é difícil ser transparente na igreja, tentamos passar sempre a idéia de que somos santos, irrepreensíveis, notáveis, e por fim chegamos em casa e voltamos a realidade de nossa vida, com nossos sentimentos atordoados, confusos.
Espero que isso possa mudar hoje em sua vida!
2 – O que Deus realmente deseja de nós (Mc 10:21)
A resposta de Jesus não agradou ao jovem. O que Jesus pediu para ele era muito.
Para uma melhor compreensão vejamos toda a resposta de Jesus a este jovem rico.
Primeiramente Jesus respondeu a indagação do jovem lhe apontando (Mc 10:19) o caminho que deveria percorrer. Guardar os mandamentos é algo maravilhoso. Jesus disse certa vez: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda este é o que me ama...” (Jo 14:21). Guardar os mandamentos significa fidelidade a Deus; e Deus exige de nós fidelidade. Deus não aceita adoração de pessoas que vivem divididas entre dois deuses, entre dois mundos. Deus rejeita quem vive em cima do muro. Deus compreende que aquele que lhe obedece O ama.
A principio essa não era a resposta que ele buscava, uma vez, que ele era fiel, contudo sentia-se perturbado, confuso, não tinha paz interior. Seus sentimentos quanto a Deus não eram satisfatórios. Sua vida espiritual era um “inferno”. Não satisfeito ele diz para Jesus: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude” (Mc 10:20).
Ao ver que o jovem demonstrava um desejo profundo de realmente conhecer a Deus, Jesus, o amou e lhe revelou o que Deus realmente desejava dele (Mc 10:21).
A revelação da vontade de Deus para ele, foi um choque, lhe causou grande tristeza, pois o que Deus queria dele era muito, além do que ele podia oferecer.
Jesus também te ama, não importa sua cor, se é pobre ou rico, se é feio ou bonito. Ele te ama. Você é a pessoa mais importante para Deus. Você com suas lutas, com seus fracassos, com duas dúvidas, com suas deformações de caráter, com seu temperamento irascível, você é o objeto de todo Seu amor e carinho. Não importa o que você pensa de você, o que os outros pensem de você, para Deus você é importante.
Deus quer te revelar algo hoje maravilhoso, da mesma forma que ele amou aquele jovem e lhe mostrou o caminho para salvação, Deus quer hoje abrir seu entendimento para que você possa viver em paz.
Jesus disse ao jovem: “você está disposto a guardar meus mandamentos, mas não quer me entregar seu coração”. Não adianta guardar os mandamentos, cumprir normas, obedecer ao estatuto da igreja, e não amar a Deus de todo o seu coração. Deus quer seu coração. Entenda essa verdade: Deus quer você e não apenas sua obediência.
O problema desse jovem não era o dinheiro em si, mas era onde seu coração estava. O problema não era o dinheiro em si.Na verdade o problema é que o dinheiro ocupava o trono de seu coração. Alguns amam mais a doutrina de sua igreja, os pais, os filhos, o trabalho, o time do seu coração do que a Jesus.
A sensação de fracasso, de vazio brota porque o coração não está centrado em Deus. O jovem estava pronto a guardar os mandamentos, mas não a se entregar totalmente ao Senhorio de Jesus Cristo.
Deus não deseja obediência por obediência. Não adianta dar o dízimo, fazer caridade, obedecer sem amá-lo.
Escreva o que vou lhe dizer agora: é possível cumprir normas sem amar Jesus, mas é impossível amar Jesus e deixar de cumprir normas.
3 – A cura é o amor
Sabe qual é o nosso grande drama na vida espiritual? Sabe por que não somos felizes na igreja? Sabe por que nos sentimos fracassados espiritualmente? Falta-nos amor por Cristo.
Caímos em dois erros: Primeiro: vivemos na busca do poder, do êxtase. Acreditamos que isso saciará nossa sede de Deus. Nós não precisamos do poder de Deus, precisamos é de Deus. Quando encontrarmos Deus o poder se manifestará. Segundo: Acreditamos que fazendo obras teremos crédito com Deus. Cumprimos normas, leis, discutimos de formas intensa o que fazer pela igreja como instituição, mas não lutamos com mesma intensidade pelas causas reais da Igreja de Cristo. Amamos a igreja instituição, com suas doutrinas, dogmas, mas não suamos em oração pela igreja invisível. Falta amor verdadeiro por Jesus. Amamos placas, tijolos e pensamos que amamos a Deus.
Você já ouviu falar de algum casal que vive sem amor? Eu já conheci uma pessoa. Certa vez ela me disse: “Cornélio não tenho prazer no meu marido. Sinto nojo quando ele se aproxima de mim. Mas eu sei que Deus não se agradaria que eu me separasse. Espero que Deus um dia mude meu coração e eu venha amá-lo”. Eu também espero que Deus já tenha feito isso. Ela não era feliz. Como ser feliz ao lado de quem não se ama.
Como ser feliz em um curso se você não amar o que faz? Tudo precisa de amor. Pode-se aprender a viver, mas nunca será plenamente feliz se não houver amor.
Se você deseja ser feliz com Deus aprenda amá-lo. Busque conhecer a Deus e você o amará. Não busque apenas cumprir ordens, não busque apenas poder, busque a Deus. Você não será feliz na igreja porque nasceu nela, ou por causa de pressão social, religiosa ou familiar. Você será feliz se abrir seu coração para Deus, se estiver disposto a obedece-lo por amá-lo, por desejá-lo. Tudo só se torna prazeroso quando há amor.
CONCLUSÃO: Ore para que Deus lhe de amor por Ele. Ore para que Deus se revele a você de maneira intensa, intima, profunda. Quando você compreender o amor de Deus com profundidade, você o amará com profundidade.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
Mc 10:17-22 / Mt 19:16-22 / Lc 18:13-23
INTRODUÇÃO: Muitos de nós, principalmente os jovens, vivem atormentados por uma sensação de não conseguir viver de forma agradável a Deus. Creio que de certa maneira todos nós temos um sentimento de frustração com relação a vida espiritual.
Eu mesmo experimentei esse sentimento em minha vida quando tinha aproximadamente 23 anos. Me converti com 22 anos e sempre tentei agradar a Deus. Mas por diversas vezes fracassei, por diversas vezes cedi ao pecado que tanto me atormentava. Depois arrependido, dizia a Deus que não o cometeria mais, contudo em meu interior a sensação de fracasso me atormentava. Com o passar do tempo comecei a pensar que Deus já não tinha mais prazer em mim e nem em minhas orações. Afastei-me da igreja por 1 ano e só retornei quando Jesus me deu um belo puxão de orelha.
Talvez você esteja aqui na igreja se sentindo perdido, não sabe o que fazer para agradar a Deus. Possivelmente você está dizendo já fiz de tudo para agradar a Deus; o que está errado comigo? Por que os mandamentos de Deus para mim são tão pesados? O que Deus realmente deseja de mim? Vamos tentar responder a estas perguntas analisando a narrativa deste jovem rico.
1 – Um coração perturbado (Mc 10:17)
A Bíblia diz que este homem que se aproximou de Jesus era um jovem. Sua pergunta demonstra uma profunda perturbação quanto a sua salvação. Sua alma estava inquieta, seu espírito abalado.
Também podemos observar através das Escrituras que este jovem cumpria todos os mandamentos de Deus (Mc 10:20), entretanto não tinha paz em seu interior. Ele era um bom religioso, mas não conseguia com isso satisfazer a sede de sua alma, não conseguia trazer tranqüilidade para seu coração.
Sendo ele um jovem judeu, possivelmente desde pequeno aprenderá todos os mandamentos, guardava-os em seu coração, e segundo suas próprias palavras os cumpria. Por que então estava perturbado quanto ao seu futuro? Por que não tinha certeza de sua salvação?
Muitos de nós somos como este jovem, guardamos os mandamentos de Deus, segundo o pastor tem nos ensinado, segundo nossos pais nos exigem. Deixamos de freqüentar as boates, não fumamos, não usamos roupas sexy, não bebemos, não isso... não aquilo. Vivemos tentando não pecar, o que por si só já é um grande sofrimento. Muitos de nós guardamos os mandamentos porque não queremos envergonhar nossos pais, não queremos desapontar o pastor, não queremos ser mal visto em nossa igreja; pelo contrario queremos deixar a igreja feliz.
Entretanto dentro de nós há um grande vulcão querendo explodir, um grito sufocado querendo sair a todo custo. Sim, muitos de nós estamos querendo gritar “não agüento mais, ir todo os domingos na igreja, ouvir o que é certo e praticar o que é errado, viver me sentindo culpado. Eu quero Deus, mas não consigo satisfazê-lo... me ajudem”.
Como é difícil ser transparente na igreja, tentamos passar sempre a idéia de que somos santos, irrepreensíveis, notáveis, e por fim chegamos em casa e voltamos a realidade de nossa vida, com nossos sentimentos atordoados, confusos.
Espero que isso possa mudar hoje em sua vida!
2 – O que Deus realmente deseja de nós (Mc 10:21)
A resposta de Jesus não agradou ao jovem. O que Jesus pediu para ele era muito.
Para uma melhor compreensão vejamos toda a resposta de Jesus a este jovem rico.
Primeiramente Jesus respondeu a indagação do jovem lhe apontando (Mc 10:19) o caminho que deveria percorrer. Guardar os mandamentos é algo maravilhoso. Jesus disse certa vez: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda este é o que me ama...” (Jo 14:21). Guardar os mandamentos significa fidelidade a Deus; e Deus exige de nós fidelidade. Deus não aceita adoração de pessoas que vivem divididas entre dois deuses, entre dois mundos. Deus rejeita quem vive em cima do muro. Deus compreende que aquele que lhe obedece O ama.
A principio essa não era a resposta que ele buscava, uma vez, que ele era fiel, contudo sentia-se perturbado, confuso, não tinha paz interior. Seus sentimentos quanto a Deus não eram satisfatórios. Sua vida espiritual era um “inferno”. Não satisfeito ele diz para Jesus: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude” (Mc 10:20).
Ao ver que o jovem demonstrava um desejo profundo de realmente conhecer a Deus, Jesus, o amou e lhe revelou o que Deus realmente desejava dele (Mc 10:21).
A revelação da vontade de Deus para ele, foi um choque, lhe causou grande tristeza, pois o que Deus queria dele era muito, além do que ele podia oferecer.
Jesus também te ama, não importa sua cor, se é pobre ou rico, se é feio ou bonito. Ele te ama. Você é a pessoa mais importante para Deus. Você com suas lutas, com seus fracassos, com duas dúvidas, com suas deformações de caráter, com seu temperamento irascível, você é o objeto de todo Seu amor e carinho. Não importa o que você pensa de você, o que os outros pensem de você, para Deus você é importante.
Deus quer te revelar algo hoje maravilhoso, da mesma forma que ele amou aquele jovem e lhe mostrou o caminho para salvação, Deus quer hoje abrir seu entendimento para que você possa viver em paz.
Jesus disse ao jovem: “você está disposto a guardar meus mandamentos, mas não quer me entregar seu coração”. Não adianta guardar os mandamentos, cumprir normas, obedecer ao estatuto da igreja, e não amar a Deus de todo o seu coração. Deus quer seu coração. Entenda essa verdade: Deus quer você e não apenas sua obediência.
O problema desse jovem não era o dinheiro em si, mas era onde seu coração estava. O problema não era o dinheiro em si.Na verdade o problema é que o dinheiro ocupava o trono de seu coração. Alguns amam mais a doutrina de sua igreja, os pais, os filhos, o trabalho, o time do seu coração do que a Jesus.
A sensação de fracasso, de vazio brota porque o coração não está centrado em Deus. O jovem estava pronto a guardar os mandamentos, mas não a se entregar totalmente ao Senhorio de Jesus Cristo.
Deus não deseja obediência por obediência. Não adianta dar o dízimo, fazer caridade, obedecer sem amá-lo.
Escreva o que vou lhe dizer agora: é possível cumprir normas sem amar Jesus, mas é impossível amar Jesus e deixar de cumprir normas.
3 – A cura é o amor
Sabe qual é o nosso grande drama na vida espiritual? Sabe por que não somos felizes na igreja? Sabe por que nos sentimos fracassados espiritualmente? Falta-nos amor por Cristo.
Caímos em dois erros: Primeiro: vivemos na busca do poder, do êxtase. Acreditamos que isso saciará nossa sede de Deus. Nós não precisamos do poder de Deus, precisamos é de Deus. Quando encontrarmos Deus o poder se manifestará. Segundo: Acreditamos que fazendo obras teremos crédito com Deus. Cumprimos normas, leis, discutimos de formas intensa o que fazer pela igreja como instituição, mas não lutamos com mesma intensidade pelas causas reais da Igreja de Cristo. Amamos a igreja instituição, com suas doutrinas, dogmas, mas não suamos em oração pela igreja invisível. Falta amor verdadeiro por Jesus. Amamos placas, tijolos e pensamos que amamos a Deus.
Você já ouviu falar de algum casal que vive sem amor? Eu já conheci uma pessoa. Certa vez ela me disse: “Cornélio não tenho prazer no meu marido. Sinto nojo quando ele se aproxima de mim. Mas eu sei que Deus não se agradaria que eu me separasse. Espero que Deus um dia mude meu coração e eu venha amá-lo”. Eu também espero que Deus já tenha feito isso. Ela não era feliz. Como ser feliz ao lado de quem não se ama.
Como ser feliz em um curso se você não amar o que faz? Tudo precisa de amor. Pode-se aprender a viver, mas nunca será plenamente feliz se não houver amor.
Se você deseja ser feliz com Deus aprenda amá-lo. Busque conhecer a Deus e você o amará. Não busque apenas cumprir ordens, não busque apenas poder, busque a Deus. Você não será feliz na igreja porque nasceu nela, ou por causa de pressão social, religiosa ou familiar. Você será feliz se abrir seu coração para Deus, se estiver disposto a obedece-lo por amá-lo, por desejá-lo. Tudo só se torna prazeroso quando há amor.
CONCLUSÃO: Ore para que Deus lhe de amor por Ele. Ore para que Deus se revele a você de maneira intensa, intima, profunda. Quando você compreender o amor de Deus com profundidade, você o amará com profundidade.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
terça-feira, 17 de agosto de 2010
CURA 2 - O MINISTÉRIO DA CURA 2 - O PODER DA PRESSÃO
O MINISTÉRIO DA CURA 2 - O PODER DA PRESSÃO
Gl 5:1
Tenho me preocupado nestes dias com a saúde mental de nossa igreja.
Nós cristãos vivemos debaixo de muita pressão. Em nossa ênfase pela santidade e compromisso com Cristo em meio a um mundo cruel e maligno temos nos transformados em pessoas neuróticas ou mesmo psicopatas. Estamos nos tornando prisioneiros (escravos) de um sistema perverso que nos impede de vivermos a vida que Deus nos deu.
Gostaria de ver com vocês quatro tipos de pressões que nos atinge como cristãos:
1) Pressão do pecado (Gl 5:13): é uma pressão constante na vida de todo crente.
Este texto nos coloca diante de uma grande luta – liberdade e autocontrole.
O que você faz com o pecado? A pressão aumenta e acumula quando a nossa posição diante do pecado é de indignação. A pressão não virá se você se acomodar com o pecado, mas quando você decidir não viver mais escravo dele.
A liberdade completa do pecado acontece quando você confessa e se entrega a Deus confiantemente. Além de chegar diante de Deus reconhecendo que você não consegue, o que você tem que fazer é decidir depender d´Ele.
Inimigos da pressão do pecado: acostumar-se com um padrão baixo de vida cristã.
Contudo não podemos nos esquecer que se errarmos Deus é fiel para nos perdoar os pecados, uma vez que estes sejam confessados. Portanto não devemos viver assustados por causa do pecado. Devemos fugir do pecado, mas não enxergar o pecado como o fim de tudo. Deus continuará te amando mesmo que você venha a cair. Deus somente perderá a comunhão com você, caso você não abandone o pecado.
2) Pressão da necessidade / consumo / mídia (Mt 6:25): Todos temos necessidades.
Este verso mostra que Jesus reconhece que temos necessidades básicas em nossa vida que precisam ser atendidas.
* O grande ensinamento deste texto é não vivermos ansiosos pelo que havemos de vestir ou comer, isto é, devemos confiar em Deus, crer que Ele nos ajudará em nossas necessidades básicas da vida.
* O texto não nos ensina a sermos preguiçosos, a ficarmos olhando a vida passar, esperando Deus nos enviar do céu o que necessitamos.
Se a necessidade básica da vida não move você, não o leva a trabalhar e a estudar para que você possa alcançá-las, ela não irá mover Deus (Pv 13:4; 21:25; Ec 10:18). Não fique esperando Deus enviar do céu o que você necessita. Deus só envia do céu para aqueles que verdadeiramente não tem condições de conseguir suprir suas próprias necessidades, por diversos fatores: econômicos, sócias, raciais, etc.
Deus ajuda e reconhece como valoroso aquele que é esforçado, que corre atrás do trabalho, que não rejeita as pequenas portas que se abrem, que valoriza o pouco e consegue ver nisto oportunidade para crescer.
Todos os homens que Deus chamou de valorosos eram trabalhadores, homens esforçados e tementes a Ele (Gideão, Davi, Pedro, etc.).
Em fim todos temos necessidade de nos mantermos vivos. Para isso precisamos comer, beber, de moradia e nos vestirmos. Diante disto vivemos uma pressão dia após dia de conseguirmos dinheiro para nos mantermos vivos; e muitas vezes vivemos numa pressão tremenda, simplesmente para mantermos um padrão de vida que não corresponde com nosso salário, com nossa realidade, apenas para satisfazer as pessoas que estão ao nosso redor.
Contudo não podemos nos esquecer que Jesus nos ensina a não vivermos ansiosos pelas coisas terrenas, Ele nos diz: “... não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes?... Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? ou: Com que vestiremos? Porque os gentios é que se procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:25b, 31-33).
Jesus está dizendo em outras palavras: “Não fiquem correndo atrás de coisas passageiras. Os incrédulos é quem fazem isto. Dêem prioridade na vida de vocês a Deus e aos Seus mandamentos; e quanto as suas necessidades básicas (comida e roupa) Ele te dará” ou ainda poderíamos interpretar que Jesus está nos aconselhando a vivermos o hoje, a curtimos o agora; e não deixarmos que as pressões das necessidades do amanhã nos roubem a felicidade presente (Mt 6:34).
3) A pressão da igreja / obra de Deus (Mt 11:28-30; Lc 10:38-48): Temos dado uma grande ênfase no fazer a obra de Deus, em atender as necessidades das pessoas, em frutificar e em ver o mover de Deus.
Devemos dar ênfase a estas coisas, pois é nosso dever levar o evangelho a toda criatura, socorrer aos que estão necessitados. Não devemos ignorar a ordem que nos foi dada por Cristo.
Somos cobrados na igreja conforme a posição que assumimos dentro dela. Diante destas cobranças a igreja deixa de ser um lugar prazeroso de cura para se tornar um “inferno”.
Contudo esquecemos de enfatizar também que Deus quer que cuidemos de nós, que tenhamos descanso; e ao nos esquecermos disto fazemos com que a igreja e obra de Deus se torne um fardo pesado para nós.
Muitas vezes por causa da igreja não conseguimos honrar nossos pais, dar atenção aos nossos filhos, cuidar de nossas esposas ou as esposas do marido.
Nos preocupamos tanto no crescer que nos esquecemos de que a igreja deve promover paz ao individuo. Nos esquecemos que a igreja deve promover relacionamentos, ao invés de megas eventos. Deve servir como local terapêutica para seus membros, onde estes possam encontrar felicidade, sensação de bem-estar. A igreja deve ser refugio, manifestação solidárias do Corpo de Cristo que expressa preocupação pelo outro e não local de buscas egoístas pelas bênçãos especiais e imediatas, as quais normalmente são entendidas como bem-estar emocional e prosperidade maternal.
Este é o local para ouvir a Palavra de Deus, para ter momento de ser ouvido. Não é tanto o que fazemos, mas é como fazemos que importa a Deus.
Precisamos como igreja tirar a pressão de sobre os líderes de ministério, de sobre os irmãos e transformarmos nossa igreja em local de descanso, onde tenhamos prazer em vir adorar a Deus. Precisamos parar de cobrar dos irmãos aquilo que não fazemos, jogando a culpa sobre os outros de nossos próprios fracassos e decepções. Precisamos aprender a ouvir mais a Deus e deixar que Ele salve o mundo, pois não somos os salvadores da pátria, mas instrumentos de Deus para a salvação. Não precisamos sair correndo desesperado tentando salvar a todos, mas devemos deixar Deus nos orientar a fazermos o que Ele deseja que façamos, da forma que Ele deseja.
Somente desta forma equilibrada é que sentiremos a paz de Deus sobre nós. O jugo do Senhor é leve, mas nós em nossa ânsia de fazermos tudo o tornamos pesado demais para nós e para aqueles que nos cercam.
Tome hoje a decisão de fazer apenas uma coisa, assuma apenas aquilo que Deus te deu como dom e paixão.
4) Pressão da família e amigos (Ef 5:22-6:4): a família e os amigos nos cobram.
Vivemos todos os dias debaixo dessa pressão: tenho que ser um bom filho (fazer o que meus pais esperam de mim – honrar e obedecer meus pais), tenho que ser um bom marido (minha esposa espera isso de mim), tenho que ser boa mãe (meu marido e meus filhos me cobram isso). Essas são as pressões que sofremos em nossas casas.
Se você descansar um pouco, relaxar um pouco a cobrança já vem. Por que você não foi trabalhar? Já lavou os copos? Já levou o lixo para fora? Já deu banho nas crianças? O jantar esta pronto? Não tem o que fazer só fica na frente da televisão?
Não estou dizendo que não devamos cumprir nossos deveres e nem que não devamos colocar limites para nossos filhos. Filhos sem limites terão grandes chances de serem futuros delinqüentes.
Devemos fazer o melhor de nós em tudo para glória de Deus. Devemos ser bons amigos, bons filhos, bons pais, cônjuges para que Deus seja honrado.
Contudo devemos reconhecer que necessitamos de descanso, de elogios, de carinho, de abraço.
A pressão da necessidade, do pecado e da igreja já trazem sobre nós um peso grande e quando chegamos em casa, em nosso “doce lar” tudo que queremos é relaxar um pouco, experimentar um pouco de amor e afeto, receber uns elogios; pois passamos o dia tentando vencer o pecado que habita em nós, guardando os ensinamentos de Deus, mantendo a honra de nossos pais limpa e não nos entregando ao poder avassalador da mídia nos tentando a gastar o que não temos, a fazer contas quando já não podemos.
Conclusão: Gostaria de dizer para concluir que a Igreja de Cristo, o Corpo de Cristo deve ser lugar terapêutico, lugar onde as pessoas possam ser curadas, possam sentir prazer em estar, que sejam valorizadas por aquilo que são e não por aquilo que possuem.
Vivemos em um sistema competitivo, consumista, utilitarista, onde os valores absolutos estão sendo perdidos. A conseqüência disto é que temos gerado cada vez mais pessoas individualistas, competitivas, que não valorizam o outro pelo que é, mas pelo que tem. Somos uma sociedade com comportamentos morais errados, em fim somos pessoas carregadas de feridas, de traumas diante de um sistema que nos sufoca e nos leva a morte.
Somos uma sociedade enferma que desaprendeu a amar; estabeleceu a desconfiança como condição “sine qua non” na relação pessoal; não sabe mais desenvolver relacionamentos saudáveis e profundos; vive deprimida e agustiada e que deu lugar a um estilo de vida egoísta.
Portanto espero que nossa igreja se caracterize como uma comunidade ajudadora, que otimiza o potencial de crescimento de seus membros, proporcionando às pessoas libertação de muitas questões que as impedem de crescer.
Creio que a igreja do futuro terá que ter como filosofia de seu ministério o objetivo de se desenvolverem como comunidade terapêutica, como parte de sua missão integral.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
Gl 5:1
Tenho me preocupado nestes dias com a saúde mental de nossa igreja.
Nós cristãos vivemos debaixo de muita pressão. Em nossa ênfase pela santidade e compromisso com Cristo em meio a um mundo cruel e maligno temos nos transformados em pessoas neuróticas ou mesmo psicopatas. Estamos nos tornando prisioneiros (escravos) de um sistema perverso que nos impede de vivermos a vida que Deus nos deu.
Gostaria de ver com vocês quatro tipos de pressões que nos atinge como cristãos:
1) Pressão do pecado (Gl 5:13): é uma pressão constante na vida de todo crente.
Este texto nos coloca diante de uma grande luta – liberdade e autocontrole.
O que você faz com o pecado? A pressão aumenta e acumula quando a nossa posição diante do pecado é de indignação. A pressão não virá se você se acomodar com o pecado, mas quando você decidir não viver mais escravo dele.
A liberdade completa do pecado acontece quando você confessa e se entrega a Deus confiantemente. Além de chegar diante de Deus reconhecendo que você não consegue, o que você tem que fazer é decidir depender d´Ele.
Inimigos da pressão do pecado: acostumar-se com um padrão baixo de vida cristã.
Contudo não podemos nos esquecer que se errarmos Deus é fiel para nos perdoar os pecados, uma vez que estes sejam confessados. Portanto não devemos viver assustados por causa do pecado. Devemos fugir do pecado, mas não enxergar o pecado como o fim de tudo. Deus continuará te amando mesmo que você venha a cair. Deus somente perderá a comunhão com você, caso você não abandone o pecado.
2) Pressão da necessidade / consumo / mídia (Mt 6:25): Todos temos necessidades.
Este verso mostra que Jesus reconhece que temos necessidades básicas em nossa vida que precisam ser atendidas.
* O grande ensinamento deste texto é não vivermos ansiosos pelo que havemos de vestir ou comer, isto é, devemos confiar em Deus, crer que Ele nos ajudará em nossas necessidades básicas da vida.
* O texto não nos ensina a sermos preguiçosos, a ficarmos olhando a vida passar, esperando Deus nos enviar do céu o que necessitamos.
Se a necessidade básica da vida não move você, não o leva a trabalhar e a estudar para que você possa alcançá-las, ela não irá mover Deus (Pv 13:4; 21:25; Ec 10:18). Não fique esperando Deus enviar do céu o que você necessita. Deus só envia do céu para aqueles que verdadeiramente não tem condições de conseguir suprir suas próprias necessidades, por diversos fatores: econômicos, sócias, raciais, etc.
Deus ajuda e reconhece como valoroso aquele que é esforçado, que corre atrás do trabalho, que não rejeita as pequenas portas que se abrem, que valoriza o pouco e consegue ver nisto oportunidade para crescer.
Todos os homens que Deus chamou de valorosos eram trabalhadores, homens esforçados e tementes a Ele (Gideão, Davi, Pedro, etc.).
Em fim todos temos necessidade de nos mantermos vivos. Para isso precisamos comer, beber, de moradia e nos vestirmos. Diante disto vivemos uma pressão dia após dia de conseguirmos dinheiro para nos mantermos vivos; e muitas vezes vivemos numa pressão tremenda, simplesmente para mantermos um padrão de vida que não corresponde com nosso salário, com nossa realidade, apenas para satisfazer as pessoas que estão ao nosso redor.
Contudo não podemos nos esquecer que Jesus nos ensina a não vivermos ansiosos pelas coisas terrenas, Ele nos diz: “... não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes?... Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? ou: Com que vestiremos? Porque os gentios é que se procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:25b, 31-33).
Jesus está dizendo em outras palavras: “Não fiquem correndo atrás de coisas passageiras. Os incrédulos é quem fazem isto. Dêem prioridade na vida de vocês a Deus e aos Seus mandamentos; e quanto as suas necessidades básicas (comida e roupa) Ele te dará” ou ainda poderíamos interpretar que Jesus está nos aconselhando a vivermos o hoje, a curtimos o agora; e não deixarmos que as pressões das necessidades do amanhã nos roubem a felicidade presente (Mt 6:34).
3) A pressão da igreja / obra de Deus (Mt 11:28-30; Lc 10:38-48): Temos dado uma grande ênfase no fazer a obra de Deus, em atender as necessidades das pessoas, em frutificar e em ver o mover de Deus.
Devemos dar ênfase a estas coisas, pois é nosso dever levar o evangelho a toda criatura, socorrer aos que estão necessitados. Não devemos ignorar a ordem que nos foi dada por Cristo.
Somos cobrados na igreja conforme a posição que assumimos dentro dela. Diante destas cobranças a igreja deixa de ser um lugar prazeroso de cura para se tornar um “inferno”.
Contudo esquecemos de enfatizar também que Deus quer que cuidemos de nós, que tenhamos descanso; e ao nos esquecermos disto fazemos com que a igreja e obra de Deus se torne um fardo pesado para nós.
Muitas vezes por causa da igreja não conseguimos honrar nossos pais, dar atenção aos nossos filhos, cuidar de nossas esposas ou as esposas do marido.
Nos preocupamos tanto no crescer que nos esquecemos de que a igreja deve promover paz ao individuo. Nos esquecemos que a igreja deve promover relacionamentos, ao invés de megas eventos. Deve servir como local terapêutica para seus membros, onde estes possam encontrar felicidade, sensação de bem-estar. A igreja deve ser refugio, manifestação solidárias do Corpo de Cristo que expressa preocupação pelo outro e não local de buscas egoístas pelas bênçãos especiais e imediatas, as quais normalmente são entendidas como bem-estar emocional e prosperidade maternal.
Este é o local para ouvir a Palavra de Deus, para ter momento de ser ouvido. Não é tanto o que fazemos, mas é como fazemos que importa a Deus.
Precisamos como igreja tirar a pressão de sobre os líderes de ministério, de sobre os irmãos e transformarmos nossa igreja em local de descanso, onde tenhamos prazer em vir adorar a Deus. Precisamos parar de cobrar dos irmãos aquilo que não fazemos, jogando a culpa sobre os outros de nossos próprios fracassos e decepções. Precisamos aprender a ouvir mais a Deus e deixar que Ele salve o mundo, pois não somos os salvadores da pátria, mas instrumentos de Deus para a salvação. Não precisamos sair correndo desesperado tentando salvar a todos, mas devemos deixar Deus nos orientar a fazermos o que Ele deseja que façamos, da forma que Ele deseja.
Somente desta forma equilibrada é que sentiremos a paz de Deus sobre nós. O jugo do Senhor é leve, mas nós em nossa ânsia de fazermos tudo o tornamos pesado demais para nós e para aqueles que nos cercam.
Tome hoje a decisão de fazer apenas uma coisa, assuma apenas aquilo que Deus te deu como dom e paixão.
4) Pressão da família e amigos (Ef 5:22-6:4): a família e os amigos nos cobram.
Vivemos todos os dias debaixo dessa pressão: tenho que ser um bom filho (fazer o que meus pais esperam de mim – honrar e obedecer meus pais), tenho que ser um bom marido (minha esposa espera isso de mim), tenho que ser boa mãe (meu marido e meus filhos me cobram isso). Essas são as pressões que sofremos em nossas casas.
Se você descansar um pouco, relaxar um pouco a cobrança já vem. Por que você não foi trabalhar? Já lavou os copos? Já levou o lixo para fora? Já deu banho nas crianças? O jantar esta pronto? Não tem o que fazer só fica na frente da televisão?
Não estou dizendo que não devamos cumprir nossos deveres e nem que não devamos colocar limites para nossos filhos. Filhos sem limites terão grandes chances de serem futuros delinqüentes.
Devemos fazer o melhor de nós em tudo para glória de Deus. Devemos ser bons amigos, bons filhos, bons pais, cônjuges para que Deus seja honrado.
Contudo devemos reconhecer que necessitamos de descanso, de elogios, de carinho, de abraço.
A pressão da necessidade, do pecado e da igreja já trazem sobre nós um peso grande e quando chegamos em casa, em nosso “doce lar” tudo que queremos é relaxar um pouco, experimentar um pouco de amor e afeto, receber uns elogios; pois passamos o dia tentando vencer o pecado que habita em nós, guardando os ensinamentos de Deus, mantendo a honra de nossos pais limpa e não nos entregando ao poder avassalador da mídia nos tentando a gastar o que não temos, a fazer contas quando já não podemos.
Conclusão: Gostaria de dizer para concluir que a Igreja de Cristo, o Corpo de Cristo deve ser lugar terapêutico, lugar onde as pessoas possam ser curadas, possam sentir prazer em estar, que sejam valorizadas por aquilo que são e não por aquilo que possuem.
Vivemos em um sistema competitivo, consumista, utilitarista, onde os valores absolutos estão sendo perdidos. A conseqüência disto é que temos gerado cada vez mais pessoas individualistas, competitivas, que não valorizam o outro pelo que é, mas pelo que tem. Somos uma sociedade com comportamentos morais errados, em fim somos pessoas carregadas de feridas, de traumas diante de um sistema que nos sufoca e nos leva a morte.
Somos uma sociedade enferma que desaprendeu a amar; estabeleceu a desconfiança como condição “sine qua non” na relação pessoal; não sabe mais desenvolver relacionamentos saudáveis e profundos; vive deprimida e agustiada e que deu lugar a um estilo de vida egoísta.
Portanto espero que nossa igreja se caracterize como uma comunidade ajudadora, que otimiza o potencial de crescimento de seus membros, proporcionando às pessoas libertação de muitas questões que as impedem de crescer.
Creio que a igreja do futuro terá que ter como filosofia de seu ministério o objetivo de se desenvolverem como comunidade terapêutica, como parte de sua missão integral.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
CURA 1 - O MINISTÉRIO DA CURA 1
O MINISTÉRIO DA CURA 1
Mateus 10:7-8 - Marcos 6:7, 12-13 - Lucas 9:1-2, 10:8-9
As passagens que lemos claramente nos mostram que o mandamento de Cristo de pregar o Reino de Deus inclui a ordem de curar os enfermos e expulsar demônios.
No livro de Atos, encontramos que a cura de enfermos fazia parte da pregação do evangelho da Igreja Primitiva.
Paulo falando aos Coríntios diz: minha palavra e pregação não constituíram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana; e, sim, no poder de Deus (1 Co 2.4-5).
É a cura divina parte da mensagem do Evangelho de hoje ou parou com os discípulos? É privilégio de poucos ou para todo o Corpo de Cristo o ministério da cura? Por que não vemos mais curas no dia de hoje?
Eu sempre cri em cura. Li dois livros que me impressionaram nessa área, “O NOME DE JESUS”, escrito por Keneth Hagin. Embora eu tenha algumas reservas com relação aos livros de Keneth Hagin, não posso negar que este livro me inspirou a exercer minha fé na cura divina.
O segundo livro se chama: “A CURA DE ENFERMOS”. Este foi escrito por um casal cujos nomes não me lembro. Eles não eram teólogos, mas criam em cura, pregavam e viviam as curas divinas.
Nesta noite gostaria de destacar alguns fatos que nos impedem de receber a cura divina – o tema de nossa reflexão hoje é:
Barreiras Para Não Recebermos a Cura
O Novo Testamento não deixa dúvidas da autoridade que a igreja tem sobre Satanás, pecado e enfermidades. Contudo o povo de Deus hoje perdeu a certeza e o poder que antes a igreja tinha, em parte por causa de idéias erradas que entraram em nossa mente que se tornaram barreiras para não termos mais curas nos dias de hoje.
Vamos identificar algumas dessas barreiras:
1 – Acreditar que doenças ou enfermidades sejam instrumentos de bênçãos para nossas vidas.
• Algumas pessoas dizem que a doença é o meio usado por Deus para produzir santificação - O que chamamos de abuso ou de irresponsabilidade para com o nosso corpo na sociedade, na igreja chamamos de bênção. Ex.: O individuo carrega mais peso do que seu corpo pode sustentar e ganha uma hérnia de disco ou toma banho quente e sai na friagem. Adoece e depois vamos dizer que Deus permitiu para o seu bem...
• Que tipo de imagem criamos quando dizemos que Deus envia enfermidades e doenças? – Nos textos em que Deus enviou enfermidades, elas foram enviadas como castigo e não como ensino ou meios para o crescimento espiritual (Êx 7-11 – As pragas do Egito eram castigos contra aqueles que se levantavam contra os filhos de Deus - Dt 7:15; Dt 15:15,21-22,27-28,35,45 – castigo para aqueles que optavam não viver em obediência a Deus – tendo conhecimento da verdade). A enfermidade não é benção – é maldição em nossas vidas.
• Um dos grandes erros hoje é acharmos que a enfermidade é boa para nós; para purificar a nossa alma e fortalecer o nosso caráter. O resultado deste pensamento e que a doença foi associada com santidade.
• Não podemos negar que a enfermidade produza em nós mudança de atitude; contudo não devemos acreditar que Deus coloca enfermidades para nos ensinar.
• Paulo possuía um espinho na carne (1 Co 12:7) – segundo a Palavra não era para ensinar, mas para lembrá-lo que ele era homem, mortal como qualquer outro. Não podemos desconsiderar que tal espinho só estava em Paulo por causa de tudo o que já tinha visto do Reino de Deus, por causa de grande revelação que já lhe fora revelada.
• Por outro lado não devemos pensar que toda enfermidade é sinal do castigo de Deus sobre nós – este é outro extremo de pensamento. Não podemos esquecer que somos sujeitos, como qualquer ser humano, as mazelas deste mundo. Não é porque viramos crentes que nos tornamos super-homens.
Infelizmente muitos pensam assim hoje. O que a Bíblia diz sobre isso?
Sofrimento e enfermidade não são as mesmas coisas:
• Sofrimento na Bíblia pode ser positivo, mas nunca enfermidade.
No NT, enfermidade é doença; sofrimento pode ser perseguição, tribulação, etc.
O NT diz que perseguição e aflição são inevitáveis. Às vezes devemos resistir, às vezes aceitar.
Mas quando fala de enfermidade é diferente. Não devemos simplesmente aceitar, mas lutar contra a enfermidade.
Como lutamos contra a enfermidade? Através da oração, buscando socorro nos médicos e não se entregando a enfermidade.
Se doença fosse bom – não tomaríamos remédio. Se você acha que doença é benção, ore a Deus para que te envie ulceras, sarnas, gripes, etc. Curta bastante cada doença!!
Jesus sempre que havia condições para milagre ele curava os doentes.
2 - Determinismo - Idéia que tudo já foi determinado por Deus.
“Se for a tua vontade, cura...”
Determinismo é inconsistente com a forma que vemos a vontade de Deus em outras áreas, como por exemplo: missões e evangelismo (1 Tm 2:4 – Deus deseja que todos os homens cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Todos chegaram? Não).
• A história humana é determinada não só pela vontade e decreto de Deus, mas pela escolha humana.
• Sem dúvida a coisas que Deus já estabeleceu desde o principio da história, por exemplo: o caminho da redenção, a destruição de Satanás, o destino final de nossas vidas.
• Mas suas escolhas, suas decisões diante de Deus é que determinarão qual seu destino final. Você pode escolher entre a benção e a maldição, a morte ou a vida eterna. Qual você vai escolher? (Dt 11:26-28: Dt 30:19-20)
• Quando a escolha humana é contrária à vontade de Deus, a sua vontade não é feita; isto é quando escolhemos mal, Deus não nos atende para nosso próprio bem.
A melhor maneira para entendemos a vontade de Deus sobre esse assunto é olharmos para a vida de Jesus. Ele sentia compaixão e curava as pessoas, porque entendia que a doença não santificava a ninguém.
“Mesmo entendendo que Deus quer curar o doente, nem todos os doentes serão curados. Essa ambigüidade nos força a reconhecer que estamos lidando com um mistério, o nosso Deus é um Deus soberano, estamos lidando com pecado, demônios, e vários fatores psicológicos, físicos e espirituais”.
3 - Formula da fé - Se somente tivermos fé seremos curados
• A formula da fé é uma teoria que há um relacionamento forte entre fé e cura. Que as bênçãos divinas como saúde e prosperidade, podem ser adquiridas por qualquer um que tiver fé.
• O problema com um pensamento restrito nessa teoria é que cria várias complicações pastorais e culpa.
o Que incredulidade limita-nos de receber as bênçãos de Deus é verdade. Mas às vezes na Bíblia Deus curou na ausência de fé. Ex.: Mc 2:5 – a fé é dos amigos e não do doente; 2 Rs 5:12-15 – Naamã não creu nas palavras de Eliseu.
• Por outro lado outras curas não foram feitas por falta de fé (Mt 13:58).
• Podemos afirmar que a fé é muito importante para recebermos a cura, mas nem sempre é o único fator que nos levará a cura.
• Timóteo sofria do estomago (1 Tm 5:23) – ambos (Paulo e Timóteo) com certeza tinham fé, mas nem por isso Deus os curou.
• Eliseu homem de grande fé, por meio dele Deus realizou grandes milagres, entretanto morreu enfermo (2 Rs 13:14).
Quando a oração é feita em fé e não é respondida e a cura que buscávamos não veio, não devemos buscar alguém para acusar de falta de fé. Em vez disso devemos lembrar que além de fé há esperança. Esperança tem haver com as promessas de Deus no aqui e agora. Para a pessoa que creu para hoje e ainda não viu a resposta vir hoje, resta a esperança. A esperança diz: o amanhã também pertence a Deus.
4 - A Visão Secular do Mundo de Hoje
A maior parte das culturas menos industrializadas, como a do NT, estão abertas para a possibilidade do sobrenatural e de milagres. Mas as culturas industrializadas foram influenciadas pelo secularismo.
Secularismo é um sistema de crença que nega a existência de tudo que é espiritual. Deus é removido da visão moderna de realidade e o mundo é visto como um sistema fechado governado por leis de causa e efeito, por leis naturais. Essas leis são leis que obedecem as leis da ciência.
O desenvolvimento da mente humana:
• Antes do século 16 a visão do mundo era teísta. O pensamento humano era baseado na crença de Deus e Deus estava presente e ativo no mundo.
• Nos meados do século 17 o pensamento do mundo ocidental mudou. Deus agora era o princípio de tudo, mas não estava mais envolvido com o seu povo.
• Hoje as pessoas querem tirar Deus e a Bíblia de tudo.
Queremos explicar tudo de forma científica, queremos uma explicação para todas as coisas, em vez de crer.
Para experimentarmos cura primeiro temos que ter as nossas mentes renovadas como diz Romanos 12.
5 – Transferirmos todas as doenças para as entidades demoníacas (Mt 17:14-18)
Neste texto encontramos um menino, lunático, isto é, com problemas mentais causados por uma entidade demoníaca. Não podemos negar que muitas enfermidades provém de sintomas espirituais e muitas vezes causadas por demônios.
Contudo é perigoso pensarmos que a maioria das pessoas sofrem por causa de demônios. Muitos estão na igreja sofrendo de saúde mental e não é problema demoníaco. Nem todas as doenças que Jesus curou eram causada por demônios.
Elias se escondeu em uma caverna, pedia a morte, após ter sido confrontado por Jesabel. Elias não se encontrava naquele estado por causa de demônios.
Pedro após ter negado a Jesus, abandonou sua coragem e perdeu sua fé. Voltou a pescar, mas carregava dentro de si um sentimento terrível de fracasso, tristeza e com certeza muita vontade de sumir do mapa. Pedro não estava endemoniado.
Precisamos para de achar que todo mal é do diabo, como se não fossemos seres humanos fragmentados, cheios de sentimos prontos a explodir dentro de nós conforme as situações da vida. Somos seres complexos, com uma mente complexa e que precisa ser cuidada, para que não nos tornemos psicóticos.
Devemos reconhecer que muitas vezes precisamos de um bom psiquiatra, psicanalista ou psicólogo – médicos da mente.
A Oração da Fé Salvará o Doente - Tiago 5: 13 – 16
Estamos diante de um texto que nos desafia a crermos que a oração da fé salvará o enfermo. Cremos ou não cremos no texto de Tiago? Cremos ou não nas palavras do evangelista Marcos (Mc 16:17-18 – Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios..., se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados).
Conclusão
Amados tomem posse da Palavra de Deus, em nome de Jesus preguem o Evangelho e orem pelos enfermos. As libertações de muitas pessoas estão em vossas mãos.
O ministério da cura é para todos que crêem em todos os tempos – é para você – acredite no que diz a Bíblia e que Deus te abençoe.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
Mateus 10:7-8 - Marcos 6:7, 12-13 - Lucas 9:1-2, 10:8-9
As passagens que lemos claramente nos mostram que o mandamento de Cristo de pregar o Reino de Deus inclui a ordem de curar os enfermos e expulsar demônios.
No livro de Atos, encontramos que a cura de enfermos fazia parte da pregação do evangelho da Igreja Primitiva.
Paulo falando aos Coríntios diz: minha palavra e pregação não constituíram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana; e, sim, no poder de Deus (1 Co 2.4-5).
É a cura divina parte da mensagem do Evangelho de hoje ou parou com os discípulos? É privilégio de poucos ou para todo o Corpo de Cristo o ministério da cura? Por que não vemos mais curas no dia de hoje?
Eu sempre cri em cura. Li dois livros que me impressionaram nessa área, “O NOME DE JESUS”, escrito por Keneth Hagin. Embora eu tenha algumas reservas com relação aos livros de Keneth Hagin, não posso negar que este livro me inspirou a exercer minha fé na cura divina.
O segundo livro se chama: “A CURA DE ENFERMOS”. Este foi escrito por um casal cujos nomes não me lembro. Eles não eram teólogos, mas criam em cura, pregavam e viviam as curas divinas.
Nesta noite gostaria de destacar alguns fatos que nos impedem de receber a cura divina – o tema de nossa reflexão hoje é:
Barreiras Para Não Recebermos a Cura
O Novo Testamento não deixa dúvidas da autoridade que a igreja tem sobre Satanás, pecado e enfermidades. Contudo o povo de Deus hoje perdeu a certeza e o poder que antes a igreja tinha, em parte por causa de idéias erradas que entraram em nossa mente que se tornaram barreiras para não termos mais curas nos dias de hoje.
Vamos identificar algumas dessas barreiras:
1 – Acreditar que doenças ou enfermidades sejam instrumentos de bênçãos para nossas vidas.
• Algumas pessoas dizem que a doença é o meio usado por Deus para produzir santificação - O que chamamos de abuso ou de irresponsabilidade para com o nosso corpo na sociedade, na igreja chamamos de bênção. Ex.: O individuo carrega mais peso do que seu corpo pode sustentar e ganha uma hérnia de disco ou toma banho quente e sai na friagem. Adoece e depois vamos dizer que Deus permitiu para o seu bem...
• Que tipo de imagem criamos quando dizemos que Deus envia enfermidades e doenças? – Nos textos em que Deus enviou enfermidades, elas foram enviadas como castigo e não como ensino ou meios para o crescimento espiritual (Êx 7-11 – As pragas do Egito eram castigos contra aqueles que se levantavam contra os filhos de Deus - Dt 7:15; Dt 15:15,21-22,27-28,35,45 – castigo para aqueles que optavam não viver em obediência a Deus – tendo conhecimento da verdade). A enfermidade não é benção – é maldição em nossas vidas.
• Um dos grandes erros hoje é acharmos que a enfermidade é boa para nós; para purificar a nossa alma e fortalecer o nosso caráter. O resultado deste pensamento e que a doença foi associada com santidade.
• Não podemos negar que a enfermidade produza em nós mudança de atitude; contudo não devemos acreditar que Deus coloca enfermidades para nos ensinar.
• Paulo possuía um espinho na carne (1 Co 12:7) – segundo a Palavra não era para ensinar, mas para lembrá-lo que ele era homem, mortal como qualquer outro. Não podemos desconsiderar que tal espinho só estava em Paulo por causa de tudo o que já tinha visto do Reino de Deus, por causa de grande revelação que já lhe fora revelada.
• Por outro lado não devemos pensar que toda enfermidade é sinal do castigo de Deus sobre nós – este é outro extremo de pensamento. Não podemos esquecer que somos sujeitos, como qualquer ser humano, as mazelas deste mundo. Não é porque viramos crentes que nos tornamos super-homens.
Infelizmente muitos pensam assim hoje. O que a Bíblia diz sobre isso?
Sofrimento e enfermidade não são as mesmas coisas:
• Sofrimento na Bíblia pode ser positivo, mas nunca enfermidade.
No NT, enfermidade é doença; sofrimento pode ser perseguição, tribulação, etc.
O NT diz que perseguição e aflição são inevitáveis. Às vezes devemos resistir, às vezes aceitar.
Mas quando fala de enfermidade é diferente. Não devemos simplesmente aceitar, mas lutar contra a enfermidade.
Como lutamos contra a enfermidade? Através da oração, buscando socorro nos médicos e não se entregando a enfermidade.
Se doença fosse bom – não tomaríamos remédio. Se você acha que doença é benção, ore a Deus para que te envie ulceras, sarnas, gripes, etc. Curta bastante cada doença!!
Jesus sempre que havia condições para milagre ele curava os doentes.
2 - Determinismo - Idéia que tudo já foi determinado por Deus.
“Se for a tua vontade, cura...”
Determinismo é inconsistente com a forma que vemos a vontade de Deus em outras áreas, como por exemplo: missões e evangelismo (1 Tm 2:4 – Deus deseja que todos os homens cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Todos chegaram? Não).
• A história humana é determinada não só pela vontade e decreto de Deus, mas pela escolha humana.
• Sem dúvida a coisas que Deus já estabeleceu desde o principio da história, por exemplo: o caminho da redenção, a destruição de Satanás, o destino final de nossas vidas.
• Mas suas escolhas, suas decisões diante de Deus é que determinarão qual seu destino final. Você pode escolher entre a benção e a maldição, a morte ou a vida eterna. Qual você vai escolher? (Dt 11:26-28: Dt 30:19-20)
• Quando a escolha humana é contrária à vontade de Deus, a sua vontade não é feita; isto é quando escolhemos mal, Deus não nos atende para nosso próprio bem.
A melhor maneira para entendemos a vontade de Deus sobre esse assunto é olharmos para a vida de Jesus. Ele sentia compaixão e curava as pessoas, porque entendia que a doença não santificava a ninguém.
“Mesmo entendendo que Deus quer curar o doente, nem todos os doentes serão curados. Essa ambigüidade nos força a reconhecer que estamos lidando com um mistério, o nosso Deus é um Deus soberano, estamos lidando com pecado, demônios, e vários fatores psicológicos, físicos e espirituais”.
3 - Formula da fé - Se somente tivermos fé seremos curados
• A formula da fé é uma teoria que há um relacionamento forte entre fé e cura. Que as bênçãos divinas como saúde e prosperidade, podem ser adquiridas por qualquer um que tiver fé.
• O problema com um pensamento restrito nessa teoria é que cria várias complicações pastorais e culpa.
o Que incredulidade limita-nos de receber as bênçãos de Deus é verdade. Mas às vezes na Bíblia Deus curou na ausência de fé. Ex.: Mc 2:5 – a fé é dos amigos e não do doente; 2 Rs 5:12-15 – Naamã não creu nas palavras de Eliseu.
• Por outro lado outras curas não foram feitas por falta de fé (Mt 13:58).
• Podemos afirmar que a fé é muito importante para recebermos a cura, mas nem sempre é o único fator que nos levará a cura.
• Timóteo sofria do estomago (1 Tm 5:23) – ambos (Paulo e Timóteo) com certeza tinham fé, mas nem por isso Deus os curou.
• Eliseu homem de grande fé, por meio dele Deus realizou grandes milagres, entretanto morreu enfermo (2 Rs 13:14).
Quando a oração é feita em fé e não é respondida e a cura que buscávamos não veio, não devemos buscar alguém para acusar de falta de fé. Em vez disso devemos lembrar que além de fé há esperança. Esperança tem haver com as promessas de Deus no aqui e agora. Para a pessoa que creu para hoje e ainda não viu a resposta vir hoje, resta a esperança. A esperança diz: o amanhã também pertence a Deus.
4 - A Visão Secular do Mundo de Hoje
A maior parte das culturas menos industrializadas, como a do NT, estão abertas para a possibilidade do sobrenatural e de milagres. Mas as culturas industrializadas foram influenciadas pelo secularismo.
Secularismo é um sistema de crença que nega a existência de tudo que é espiritual. Deus é removido da visão moderna de realidade e o mundo é visto como um sistema fechado governado por leis de causa e efeito, por leis naturais. Essas leis são leis que obedecem as leis da ciência.
O desenvolvimento da mente humana:
• Antes do século 16 a visão do mundo era teísta. O pensamento humano era baseado na crença de Deus e Deus estava presente e ativo no mundo.
• Nos meados do século 17 o pensamento do mundo ocidental mudou. Deus agora era o princípio de tudo, mas não estava mais envolvido com o seu povo.
• Hoje as pessoas querem tirar Deus e a Bíblia de tudo.
Queremos explicar tudo de forma científica, queremos uma explicação para todas as coisas, em vez de crer.
Para experimentarmos cura primeiro temos que ter as nossas mentes renovadas como diz Romanos 12.
5 – Transferirmos todas as doenças para as entidades demoníacas (Mt 17:14-18)
Neste texto encontramos um menino, lunático, isto é, com problemas mentais causados por uma entidade demoníaca. Não podemos negar que muitas enfermidades provém de sintomas espirituais e muitas vezes causadas por demônios.
Contudo é perigoso pensarmos que a maioria das pessoas sofrem por causa de demônios. Muitos estão na igreja sofrendo de saúde mental e não é problema demoníaco. Nem todas as doenças que Jesus curou eram causada por demônios.
Elias se escondeu em uma caverna, pedia a morte, após ter sido confrontado por Jesabel. Elias não se encontrava naquele estado por causa de demônios.
Pedro após ter negado a Jesus, abandonou sua coragem e perdeu sua fé. Voltou a pescar, mas carregava dentro de si um sentimento terrível de fracasso, tristeza e com certeza muita vontade de sumir do mapa. Pedro não estava endemoniado.
Precisamos para de achar que todo mal é do diabo, como se não fossemos seres humanos fragmentados, cheios de sentimos prontos a explodir dentro de nós conforme as situações da vida. Somos seres complexos, com uma mente complexa e que precisa ser cuidada, para que não nos tornemos psicóticos.
Devemos reconhecer que muitas vezes precisamos de um bom psiquiatra, psicanalista ou psicólogo – médicos da mente.
A Oração da Fé Salvará o Doente - Tiago 5: 13 – 16
Estamos diante de um texto que nos desafia a crermos que a oração da fé salvará o enfermo. Cremos ou não cremos no texto de Tiago? Cremos ou não nas palavras do evangelista Marcos (Mc 16:17-18 – Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios..., se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados).
Conclusão
Amados tomem posse da Palavra de Deus, em nome de Jesus preguem o Evangelho e orem pelos enfermos. As libertações de muitas pessoas estão em vossas mãos.
O ministério da cura é para todos que crêem em todos os tempos – é para você – acredite no que diz a Bíblia e que Deus te abençoe.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
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