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terça-feira, 19 de setembro de 2017

HISTÓRIA DO CRISTIANISMO 6 - IDENTIFICANDO OS ANABATISTAS ATÉ O SÉCULO XII

IDENTIFICANDO OS ANABATISTAS ATÉ O SÉCULO XII

Não é fácil traçar um lugar exato para o movimento dos anabatistas, pois os mesmos mudavam-se durante os períodos de graves perseguições. Outro problema é o apelido que eles levavam. Houve tempo em que mais de um apelido foi usado para designar o mesmo grupo de pessoas, é o caso dos montanistas na Ásia, Paulicianos na Armênia e Donatistas na África do Norte, todos viveram na mesma época entre os séculos IV ao VIII. No período que vai desde o ano 160 até 1100, houve pelo menos quatro grandes e influentes grupos de anabatistas. São eles: Os Montanistas - principalmente na Ásia Menor; Os Novacianos - Na Ásia Menor e na Europa; Os Donatistas - por toda a África do Norte; e os Paulicianos - primeiramente no oriente médio, indo para o centro europeu e de lá para os Alpes no sul e regiões campestres no norte da Europa.
Os apelidos que receberam derivavam-se ou de um nome pessoal (exemplo: Donatistas de Donato) ou podia ser derivado de um lugar (exemplo: Albingenses da cidade de Albi no sul da Franca). Porém, o que mais importava nestes quatro grupos, não era o nome que recebiam, mas se realmente eram fiéis às doutrinas da Bíblia.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

HISTÓRIA DO CRISTIANISMO 5 - A ORIGEM DO APELIDO "CRISTÃO" (1)

A ORIGEM DO APELIDO "CRISTÃO"  (1)

O QUE SIGNIFICA A PALAVRA "CRISTÃO"
O significado para a palavra cristão hoje é bem diferente do significado usado nas escrituras. Hoje, qualquer um que segue uma religião denominada "cristã", acha se no direito de dizer que é um cristão. Alguns são tão depravados em sua forma de viver que de maneira nenhuma fazem jus a essa palavra. Outros são tão errados biblicamente e mesmo assim insistem em achar-se cristãos. E aí está o problema: O próprio indivíduo achar-se um cristão quando não o é.
A palavra cristão como é usada na bíblia é um apelido. E este apelido referia-se aos crentes que andavam de uma forma digna. A conduta (dentro da família e da sociedade), a transformação interior e exterior, sucediam a profissão de fé destes crentes. Tamanha era a transformação que se tornavam impossíveis de não serem notados. Então a própria sociedade, testemunhando esta transformação, chamava-os de "cristãos". Assim, ser apelidado de cristão seria uma grande honra a qualquer crente.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

HISTÓRIA DA IGREJA 10 - ZWÍNGLIO: A LUZ NA SUIÇA

ZWINGLIO: A LUZ NA SUÍÇA

Na escolha dos instrumentos para a reforma da igreja, vê-se que Deus segue o mesmo plano adotado para sua fundação. O Mestre divino passou por alto os grandes homens da Terra, os titulares e ricos, que estavam acostumados a receber louvor e homenagem como dirigentes do povo. Eram tão orgulhosos e confiantes em si próprios, na sua alardeada superioridade, que não poderiam ser levados a simpatizar com os semelhantes e tornar-se colaboradores do humilde Homem de Nazaré. Aos indoutos e laboriosos pescadores da Galiléia fora dirigido o chamado: "Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens." Mat. 4:19. Aqueles discípulos eram humildes e dóceis. Quanto menos houvessem sido influenciados pelo falso ensino de seu tempo, com tanto mais êxito poderia Cristo instruí-los e habilitá-los para Seu serviço. Assim foi nos dias da grande Reforma. Os principais reformadores foram homens de vida humilde, homens que, em seu tempo, eram os mais livres do orgulho de classe e da influência do fanatismo e astúcia dos padres. É plano de Deus empregar humildes instrumentos para atingir grandes resultados. Não será então dada a glória aos homens, mas Àquele que por meio deles opera para o querer e o efetuar de Sua própria aprovação.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

HISTÓRIA DA IGREJA 9 - A LIBERDADE NOS PAÍSES BAIXOS

A LIBERDADE NOS PAÍSES BAIXOS

Nos Países Baixos a tirania papal já muito cedo suscitou resoluto protesto. Setecentos anos antes do tempo de Lutero, dois bispos, enviados em embaixada a Roma, ao se tornarem conhecedores do verdadeiro caráter da "Santa Sé", dirigiram corajosamente ao pontífice romano as seguintes acusações: Deus "fez rainha e esposa Sua a Igreja, e proveu-a de abundantes bens para seus filhos, com dote que se não consome nem se corrompe, e deu-lhe uma coroa e cetro eternos; … tudo o que vos beneficia, e como um ladrão interceptais. Sentais-vos no templo como Deus; em vez de pastor vos fizestes lobo para as ovelhas; … quereis fazer-nos crer que sois o bispo supremo, quando nada mais sois que tirano. … Conquanto devais ser servo dos servos, como chamais a vós mesmos, esforçais-vos por vos tornar senhor dos senhores. … Trazeis o desdém aos mandamentos de Deus. … O Espírito Santo é o edificador de todas as igrejas até onde se estender a Terra. … A cidade de nosso Deus, da qual somos cidadãos, atinge todas as regiões dos céus; e é maior do que a cidade chamada Babilônia pelos santos profetas, a qual pretende ser divina, elevando-se ao céu e se jacta de que sua sabedoria é imortal; e finalmente afirma, ainda que sem razão, que nunca errou, nem jamais poderá errar." – História da Reforma nos Países Baixos e em Redor Deles, Brandt.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

HISTÓRIA DA IGREJA 8 - GALILEU E A INQUISIÇÃO


Galileu e a Inquisição

Após quatro sessões de interrogatório, que duraram três meses, Galileu foi considerado "veementemente suspeito de heresia" pelo Tribunal do Santo Ofício. As acusações contra ele eram três: ter traído o compromisso, assumido em 1616, de abandonar a doutrina de Copérnico e de não mais ensiná-la de nenhuma maneira; ter afirmado o valor científico dessa doutrina, não se limitando a tratá-la hipoteticamente; e considerar essa doutrina como verdadeira e a ela aderir em seu foro íntimo , apesar de estar condenada pelo Santo Ofício. 
Assim, Galileu Galilei renegava sua certeza profunda de que a Terra não estava imóvel, no centro do mundo, no dia 22 de junho de 1633, utilizando as palavras "Abjuro, maldigo e detesto os citados erros e heresias." 
O Diálogo foi proibido e Galileu condenado à prisão perpétua. Além disso deveria declamar, uma vez por semana, durante três anos, os sete salmos da penitência. Foi obrigado, ainda a ler a fórmula de abjuração, em que renegava o sistema copernicano e prometia denunciar ao Santo Ofício "qualquer herege ou quem quer que seja suspeito de heresia". 
Entretanto, ao contrário da versão amplamente difundida mais tarde, o tratamento dispensado a Galileu foi excepcionalmente brando para os padrões da Inquisição. Durante todo o processo, ao contrário da prática então adotada, ele não ficou preso um dia sequer, não foi torturado, nem lhe foram mostrados os instrumentos de tortura. A pena de prisão ordinária foi comutada em prisão domiciliar no mesmo dia pelo papa e até a ordem de recitar os salmos pôde ser transferida para a filha de Galileu, que era freira. Não há termos de comparação entre esse processo e o de Giordano Bruno, o primeiro filósofo a afirmar a infinitude do Universo. Giordano permaneceu sete anos nas masmorras do Santo Ofício, foi barbaramente torturado e, ao final, queimado vivo numa praça de Roma, no ano de 1600. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

HISTÓRIA DA IGREJA 7 - A IGREJA PRIMITIVA

A IGREJA PRIMITIVA



d) Governo Eclesiástico.
A princípio, os seguidores de Jesus não viram a necessidade de desenvolver um sistema de governo da Igreja. Esperavam que Cristo voltasse em breve, por isso tratavam os problemas internos à medida  que surgiam - geralmente de um modo muito informal.
Mas o tempo em que Paulo escreveu suas cartas às igrejas, os cristãos reconheciam a necessidade de organizar o seu trabalho. O NT não nos dá um quadro pormenorizado deste governo da igreja primitiva. Evidentemente, um ou mais presbíteros presidiam os negócios de cada congregação (Rm 12.6-8; 1Ts 5.12; Hb 13.7,17,24), exatamente como os anciãos faziam nas sinagogas judaicas. Esses anciãos (ou presbíteros) eram escolhidos pelo ES (At 20.28), mas os apóstolos os nomeavam (At 14.23). Por conseguinte, o Espírito Santo trabalhava por meio dos apóstolos ordenando líderes pra o ministério. Alguns  ministros chamados  evangelistas parecem ter viajado de uma congregação para outra, como faziam os apóstolos. Seu título significa "homens que manuseiam o evangelho". Alguns têm achado que eram todos representantes pessoais dos apóstolos, como Timóteo o foi de Paulo; outros supõem que obtiveram esse nome por manifestarem  um dom especial de evangelização. Os anciãos assumiam os deveres pastorais normais entre as visitas desses evangelistas.
Algumas cartas do NT referem-se a bispos na igreja primitiva. Isto é um bocado confuso, visto que esses "bispos" não formavam uma ordem superior da liderança eclesiástica como ocorre em algumas igrejas onde o título é usado hoje. Paulo lembrou aos presbíteros de Éfeso que eles eram bispos (At 20.28), e parece que ele usa os termos presbítero e bispo intercambiavelmente (Tt 1.5-9). Tanto os bispos como os presbíteros estavam encarregados de supervisar uma congregação. Evidentemente, ambos os termos se referem aos mesmos ministros  da igreja primitiva, a saber, os presbíteros.
Paulo e os demais apóstolos reconheceram que o ES concedia habilidades especiais de liderança a certas pessoas (1Co 12.28). Assim, quando conferiam um título oficial a um irmão ou irmã em Cristo, estavam confirmando o que o Espírito Santo já havia feito.
A igreja primitiva não possuía um centro terrenal de poder. Os cristãos entendiam que Cristo era o centro de todos os seus poderes (At 20.28). O ministério significava servir em humildade, em vez de governar de uma posição elevada (Mt 20.26-28). Ao tempo em que Paulo escreveu suas epístolas pastorais, os cristãos reconheciam a importância de preservar  os ensinos de Cristo por intermédio de ministros que se devotavam a estudo especial, "que maneja bem a palavra da verdade"               (2Tm 2.15). A igreja primitiva não oferecia poderes mágicos, por meio de rituais ou de qualquer outro modo. Os cristãos convidavam os incrédulos para fazer parte de seu grupo, o copo de Cristo                (Ef 1.23),  que seria salvo como um todo. Os apóstolos e os evangelistas proclamavam que Cristo voltaria para o seu povo, a "noiva" de Cristo (Ap 21.2; 22.17). Negavam que indivíduos pudessem obter poderes especiais de Cristo para seus próprios fins egoístas (At 8.9-24; 13.7-12).

terça-feira, 10 de março de 2015

HISTÓRIA DA IGREJA 6 - A IGREJA PRIMITIVA E SEU DESENVOLVIMENTO

A Igreja Primitiva e seu Desenvolvimento

Em paralelo às discussões sobre a existência ou não da figura histórica real de Jesus, o desenvolvimento inicial do movimento cristão é um tópico central para a compreensão exata de como um fenômeno religioso local, com origem em uma província menor do Império, pôde se transformar de maneira tão rápida em um movimento cultural verdadeiro, estabelecendo raízes no poder secular e se firmando como a única e maior religião do Ocidente por milênios.

 A própria Igreja prega o início da expansão cristã como sendo de crucial importância, como crédito máximo de fé dos apóstolos à sua crença, ainda não divulgada – o pentescostes sempre foi considerado um marco para o movimento cristão. Contudo, o que sabemos de histórico, de factível e real sobre esse desenvolvimento inicial do cristianismo ?

terça-feira, 3 de março de 2015

IGREJA 7 - IGREJA MEDIEVAL

A IGREJA MEDIEVAL

A Igreja Católica exerceu uma influência marcante sobre a população medieval, ultrapassando em muito sua função religiosa e espiritual. Sua ação manifestava-se nos setores assistencial, pedagógico, econômico, político e mental, tornando-se o principal centro irradiador de cultura da Idade Média.         
A situação da Igreja partia de uma centralizada e bem organizada estrutura, onde, em sua diocese, o bispo era responsável pela fé, pela liturgia e pela assistência social aos pobres e desvalidos, sobressaindo-se pelo poder e riqueza de sua sede. Era auxiliado pelos  cônegos e pelos curas(encarregados das paróquias), também letrados e versados na Doutrina da Igreja. Bispos, cônegos e curas formavam o clero secular da Igreja(padres que viviam entre os leigos).         
A cristianização do mundo rural foi facilitada pela expansão de mosteiros, abadias e conventos, instituições fundadas por grupos de padres que procuravam o isolamento do mundo para se dedicar a Deus. Os sacerdotes que faziam parte dessas instituições formavam ordens religiosas, constituindo o clero regular da Igreja.  

Os mosteiros  

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

HISTÓRIA DA IGREJA 5 - A HISTÓRIA DA IGREJA PRIMITIVA

 A História da Igreja Primitiva

HETERODOXIA E ORTODOXIA
Os anos de 70 a 140 haviam presenciado o desenvolvimento do cristianismo em regiões diversas e segundo formas variadas. As igrejas aramaicas, asiáticas, sírias e romanas possuem cada qual sua tradição. Por outro 1ado, nas fronteiras do cristianismo, e sem que seja sempre fácil distingui-los dele, proliferam grupos heterodoxos, gnósticos, ebionitas e outros. O fato devia necessariamente provocar choques. Na medida em que tais tendências se afirmam com maior vigor, torna-se inevitável um confronto. É o que verificamos em meados do segundo século. Tal confronto estimula a um tempo a heterodoxia e a ortodoxia, mas igualmente as diversas tradições ortodoxas. Nestas lutas, desempenha Roma um papel decisivo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

HISTÓRIA DA IGREJA 4 - A IGREJA DEIXA JERUSALÉM


A IGREJA DEIXA JERUSALÉM

Até o momento concentramos nossa atenção sobre a Igreja de Jerusalém. Foi lá que se originou o cristianismo. Mas é também quase exclusivamente dela que fala nossa fonte principal, os Atos, em sua primeira parte. Ora, durante os quinze primeiros anos de sua existência, os cristãos se haviam espalhado muito; Eusébio exagera sem dúvida quando escreve que ainda sob o reinado de Tibério, quer dizer antes de 37, na hora de aparecer Calígula, "ecoava pela terra toda a voz dos evangelistas e Apóstolos" (H. E. 2,3,1). A afirmação é no entanto ao menos tão verdadeira quanto o que nos dizem os Atos. A expansão do cristianismo no mundo judeu fora de Jerusalém mereceu apenas uma indicação por parte deles. Talvez possam certos setores receber hoje nova claridade.
Por outro lado, o estudo da igreja primitiva de Jerusalém nos mostrou a complexidade do ambiente judeu, no qual a Igreja se desenvolve, além das diversidades que tal contexto aí causa. Mencionamos os fariseus, os saduceus, os essênios, os helenistas. Existem ainda os herodianos e os zelotes. Mas Justino nomeia alem deles os "genistas, os meristas, os galileus, os helênios, os batistas". Conhecemos também os samaritanos. Não é fácil identificar todos esses grupos. Representam esses correntes diversas às margens do judaismo oficial. Os samaritanos são uma delas. As seitas batistas jordanianas são outra. Existem personagens mais inquietantes, os "magos", Simão ou Teudas, quer dizer judeus influenciados pelo dualismo iraniano. Reencontraremos o prolongamento destas correntes no cristianismo ortodoxo ou heterodoxo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

HISTÓRIA DA IGREJA 3 - A IGREJA PRIMITIVA

A IGREJA PRIMITIVA

A palavra igreja vem do grego ekklesia, que tem origem em kaleo ("chamo ou convosco"). Na literatura secular, ekklesia referia-se a uma assembléia de pessoas, mas no NT a palavra tem sentido mais especializado. A literatura secular podia usar a apalavra ekklesia para denotar um levante, um comício, uma orgia ou uma reunião para qualquer outra finalidade. Mas o NT emprega ekklesia com referência à reunião de crentes cristãos para adorar a Cristo.
Que é a igreja? Que pessoas constituem esta "reunião"? Que é que Paulo prentende dizer quando chama a igreja de "corpo de Cristo"?Para responder plenamente a essas perguntas, precisamos entender o contexto social e histórico da igreja do NT. A igreja  primitiva surgiu no cruzamento das culturas hebraicas e helenística.

Fundada a Igreja

terça-feira, 30 de setembro de 2014

HISTÓRIA DA IGREJA NO BRASIL 2 - A HISTÓRIA DA EVANGELIZAÇÃO DO BRASIL

A História da Evangelização do Brasil: Os Calvinistas Franceses no Século XVI

É impossível estudar a história da evangelização do Brasil sem reconhecer a importância do primeiro esforço missionário realizado em nossa Pátria pelos calvinistas franceses entre 1557 e 1556. Para o catolicismo, o Brasil começa a ser evangelizado com a chegada de Pedro Álvares Cabral. Em suas caravelas ele trouxe: sete frades franciscanos, oito capelães e um vigário. Em 1549 chegaram os jesuítas. No entanto, foi através dos calvinistas franceses que a jovem nação brasileira teve a oportunidade de ouvir e conhecer o Evangelho da Graça de Deus pela primeira vez.

1. A Invasão Francesa (1555-1567). Os franceses partiram para o Brasil em 15 de julho de 1555. Em 10 de novembro do mesmo ano, sob o comando de Nicolau Durand de Villegaignon, invadiram o Rio de Janeiro. Villegaignon era católico convicto mas, ainda na França, aproximou-se dos protestantes, revelando alguma simpatia por eles, que parecia sincera. A França queria dominar uma faixa territorial do Brasil para fundar a chamada França Antártica. Diante do sucesso inicial dos franceses, Villegaignon escreveu ao Almirante Gaspard de Coligny (França) e a João Calvino (Genebra) pedindo missionários. Calvino e o Conselho de Genebra viram com alegria a oportunidade de alcançar as terras brasileiras com a pregação do evangelho. Em resposta, os missionários foram enviados. Villegaignon não conseguiu levar adiante a sua missão de conquistador do Brasil, e mais tarde, voltou para a França, ficando em seu lugar Bois-le-Conte. Depois de muitas batalhas, os franceses foram expulsos do Brasil em 20 de janeiro de 1567.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

HISTÓRIA DA IGREJA NO BRASIL 1: A HERANÇA HISTÓRICO-RELIGIOSA BRASILEIRA

A herança histórico-Religiosa brasileira



Antes de abordarmos um tema tão complexo como a herança histórica religiosa em nosso país, é imperioso além de fundamental retrocedermos até as origens do sentimento mágico religioso, que se perde na história da humanidade.
O pensamento mágico remete-se a pré-história e atinge uma categoria universal: desde as épocas mais remotas da humanidade e em todos os cantos da terra, faz-se misturada à religião. Dos séculos mais distantes, datam estatuetas com formas humanas imbuídas do sentimento mágico. Por exemplo, o que dizer de Ur dos caldeus uma cidade antiga dos primórdios da civilização onde o misticismo e a religiosidade delineavam a forma de vida de seus moradores. É em Ur que percebemos uma gama significativa de deuses dos mais distintos e variados como: Onu o soberano do céu; Enlil e Adad deuses das tempestades e dos dilúvios; Sin o deus lua; Shamosh, o deus guerreiro; minurta o deus da guerra; Gula a deusa que presidia a medicina; Nabu o deus da escrita. Isto tudo, sem falar dos bruxos, dos feiticeiros, dos magos, que faziam todo o tipo de feitiçaria e magia a fim de incitar a ação dos espíritos.
E a grande civilização grega? Grandes pensadores como Tales de Mileto, Platão, Heráclito, Sócrates permeavam seus conselhos com práticas de magia e curandeirismo.
O pensamento e a experiência mágico-superticiosa estão presentes em todas as sociedades na Europa, na África, no Brasil, em Cuba, na Austrália, e em toda parte do globo onde existir vida humana.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

HISTÓRIA DA IGREJA 2 - A GRANDE DESFRATERNIZAÇÃO DAS IGREJAS CRISTÃS

A GRANDE DESFRATERNIZAÇÃO DAS IGREJAS CRISTÃS

O terceiro século é marcado por um acontecimento muito importante na história das igrejas de Cristo. Mais exatamente no período que vai desde o ano de 225 até o ano de 253. Neste tempo houve uma declaração de desfraternização entre as igrejas por motivos doutrinários e organizacional.
Eram tempos difíceis. Apesar das conversões acontecerem em grande número as igrejas sofriam externa e internamente. Externa devido as perseguições já mencionadas. Internamente porque as igrejas estavam sendo corrompidas por dois erros absurdos totalmente antibíblicos. Um deles chegava ao ponto de substituir a salvação pela graça. O outro tirava a chefia de Cristo sobre sua própria igreja.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ECLESIOLOGIA 28 - A DOUTRINA E HISTÓRIA DA IGREJA ORTODOXA

A doutrina e história da igreja ortodoxa

Nosso nome, ou melhor, nossos nomes revelam muita coisa sobre nós. Muitos nomes têm sido usados através dos séculos para descrever nossa Igreja e seus mais de 250 milhões de adeptos. "Grega", "Oriental", "Ortodoxa", "Una, Santa, Católica e Apostólica", todas são designações apropriadas de nossa Igreja.
Nossa Igreja é denominada "Igreja Grega" porque o grego foi a primeira língua da Igreja Cristã antiga, através da qual nossa Fé foi transmitida. O Novo Testamento foi escrito em grego, e os primitivos escritos dos antigos seguidores de Cristo eram em língua grega. A palavra "grega" não é usada para descrever apenas as pessoas cristãs ortodoxas da Grécia e outros povos de língua grega. Mais propriamente, é usada para descrever os cristãos que se originaram da primitiva Igreja Cristã de língua grega e que se utilizaram do pensamento grego para encontrar representações apropriadas da Fé Ortodoxa.
"Ortodoxa" também é usada para descrever nossa Igreja. A palavra "Ortodoxa" é derivada de duas pequenas palavras gregas: "orthos" que significa correta e "doxa" significando fé ou glorificação. Deste modo, usamos a palavra "Ortodoxa" para indicar nossa convicção de que acreditamos e glorificamos a Deus de forma correta. Damos grande importância à tradição, integridade e fidelidade Apostólica no decurso de uma história de 2.000 anos.
De nossa Igreja também se diz "Igreja Oriental" para distinguí-la das Igrejas do Ocidente. "Oriental" é usado para indicar que no primeiro milênio a influência de nossa Igreja estava concentrada na parte oriental do mundo cristão e para mostrar que um número muito grande de nossos membros é de outra nacionalidade que não a grega. Deste modo, os Cristãos Ortodoxos por todo o mundo usam vários títulos étnicos ou nacionais: "gregos", "russos", "sérvios", "romenos", "ucranianos", "búlgaros", "antioquinos", "albaneses", "cárpato-russos", ou de forma mais abrangente, como "Ortodoxos Orientais":

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

HISTÓRIA DA IGREJA 1 - A COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL

A Companhia de Jesus no Brasil
Ricardo Maranhão, Antônio Mendes Jr. e Luiz Roncari

Introdução
Com os descobrimentos ultramarinos, a Igreja Católica do Renascimento estava demasiadamente imersa nos problemas seculares para promover uma expansão missionário tão grandiosa como a que se exigia. Tornava-se igualmente irrealizável deixar nas mãos dos colonos a conversão do gentio. Possibilidade que se aventou, mas que logo foi abandonada, uma vez que o trabalho apostólico, por mais que se quisesse, representava sempre uma limitação aos propósitos predatórios e mercantis daqueles que viam o indígena meramente como força de trabalho a ser explorada. Para isso desenvolviam as racionalizações mais arbitrárias. Basta-nos ver o exemplo de Cortês, que pedia ao imperador e ao papa o direito de castigar os da terra que não se submetiam, apresentando-os "como inimigos de nossa santa fé".
Teriam, portanto, que sair da Igreja os esforços para a difusão do Cristianismo no ultramar. Foram as ordens religiosas que se propuseram a esse movimento missionário. Coube à dos franciscanos a precedência sobre todas as outras. As notícias de muitos povos pagãos recém-descobertos despertaram o zelo apostólico entre os frades de toda a Europa, oferecendo-se numerosos deles para predicar o Evangelho aos indígenas. Acorreram à América espanhola imediatamente após a conquista do México e se estenderam a todo o império espanhol no Novo Mundo. Seguiram-se a eles os dominicanos, cuja obra missionária, inspirada num rigorismo ético, chocava-se com a resistência dos colonos espanhóis que se recusavam a ver outra possibilidade no indígena que não fosse a sua exploração no trabalho escravo. Já em 1511 abria-se o conflito entre missionários dominicanos e colonos, com um sermão pronunciado pelo dominicano Antônio de Montesinos. Tendia a missão, enquanto impulso expansivo da Igreja Católica, a exercer uma influência mais além do eclesiástico, atacando um sistema colonial fundado na superposição de uma camada de senhores e na exploração do indígena.