Translate

Mostrando postagens com marcador Missões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Missões. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

SERMÕES 231 - O DESPERTAR DE UMA CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA (Atos 13.1-5)

 O DESPERTAR DE UMA CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA (Atos 13.1-5)

Série: Atos de Transformação (Atos 13)

 

Hoje chegamos no capítulo treze de nossa série “Atos de Transformação”. Não tem sido fácil ler este livro “Atos dos Apóstolos” buscando enxergar em cada capítulo transformações ocorridas nas vidas dos personagens bíblicos, da igreja ou na sociedade em que estavam inseridos, com o fim de tirarmos lições destas transformações.

Eu tenho tomado o cuidado de me prender a história de cada capítulo e a transformação ocorrida dentro desta história visando tirar lições possíveis e uteis para nós dentro dos acontecimentos descritos no texto estudado.

O capítulo treze alvo de nosso estudo de hoje, vai nos descrever a primeira viagem missionária do Apóstolo Paulo. A igreja começa a dar os primeiros passos missionários de forma consciente, respondendo assim ao seu chamado e vocação.

Nos capítulos anteriores a pregação do Evangelho ocorreu, ou pelo menos parece ter ocorrido, sem uma consciência clara desta vocação, como corpo. A igreja pregava o Evangelho e crescia em número, contudo parece que este movimento ocorria naturalmente entre os irmãos, na medida que buscavam viver e sobreviver na sociedade daqueles dias. Eles acabavam por fazer um evangelismo relacional, mas aparentemente um movimento individual de cada membro do corpo de Cristo.

O que vemos aqui em Antioquia, no início deste capítulo, é um despertar de uma consciência missionária como igreja. Não são mais indivíduos pregando o Evangelho de Cristo sem intencionalidade e de forma individual. Inicia-se uma ação intencional e que envolve a comunidade neste movimento. Penso que encontrarmos esta verdade nos cinco primeiros versos deste capitulo e que será o objeto de reflexão do nosso primeiro ponto de hoje. Leiamos Atos 13.1-5.

Na igreja de Antioquia havia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo.

Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: "Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado".

Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram.

Enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. (Atos 13.1-5)

Temos nestes primeiros versos uma ação intencional do Espírito Santo despertando uma consciência missionária no corpo de Cristo através destes profetas e mestres. Para entendermos melhor isso, iremos refletir passo a passo nestes versos.

Nosso primeiro ponto de hoje é: “Missões um Movimento Intencional Liderado Pelo Espírito Santo”. Iremos iniciar lendo novamente os dois primeiros versos.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

MENSAGEM EM VÍDEO 1210 - EU E VOCÊ FOMOS CONVOCADOS


 

SERMÕES 174 - EU E VOCÊ FOMOS CONVOCADOS

 EU E VOCÊ FOMOS CONVOCADOS

Série: A-gente em Campo

 

Durante este ano estamos trabalhando na série Crê-Ser. Nossa intenção é que possamos crescer em nossa fé, no conhecimento bíblico e crescermos em nossa humanidade, em nossa identidade como seres humanos.

Neste mês de outubro estamos iniciando a série “Agente em Campo”. A escolha deste tema surgiu devido à aproximação da Copa do Mundo que acontecerá no próximo mês. Nossa intenção durante esta série é percebermos que nós, eu e você, somos aqueles a quem Deus convocou para jogar no seu time. Nós, os que cremos em Jesus Cristo, fomos escalados para vestirmos a camisa do Reino de Deus e triunfarmos sobre todos os adversários do Reino de Deus. Você foi convocado por Deus quer você tenha consciência disso ou não.

O jogo já está sendo jogado. Mas talvez você ainda esteja se perguntando: “Quando este jogo começou?”

terça-feira, 5 de julho de 2022

MENSAGEM EM VÍDEO 1202 - A HORA É AGORA!


 

SERMÕES 166 - A HORA É AGORA!

 A HORA É AGORA!

 

Penso que não é difícil reconhecermos que vivemos num mundo caótico. Acredito que todas as pessoas consideram nosso mundo maligno. Embora muitas pessoas se esforçam para ver a bondade nos seres humanos, o mal acaba sempre predominando sobre toda tentativa de bondade por parte de alguns.

Até mesmo o bem defendido por muitos grupos, tem por trás de suas falas e ações marcas de nossas almas corruptas. É comum, por exemplo, gritarmos por liberdade ou direitos, desrespeitando a liberdade e os direitos de outros. É legitimo que os oprimidos lutem por mais liberdade e direitos, entretanto é muito comum que eles acabem ultrapassando limites e se tornando os novos opressores.

Vivemos um conflito individual, o conflito de nos encontrarmos como seres humanos e termos paz com nosso “eu”. Também vivemos um conflito social, reflexo do nosso conflito individual, o conflito de nos transformarmos em uma sociedade justa.  Nos encontramos neste conflito entre respeitarmos e amarmos nossa individualidade e ao mesmo tempo nos tornarmos justo com os nossos semelhantes respeitando suas individualidades.

Essa dificuldade que vivemos não se origina do berço em que nascemos. Ela não se origina das estruturas sociais que pertencemos. Essa dificuldade ela está intrínseca em nós. Ele faz parte de nossa natureza humana caída. Herdamos do primeiro casal criado por Deus. Nascemos com essa força, chamado pecado, que nos conduz para a morte de nosso ser. O pecado produz um caos em todo nosso ser e nos impede de termos comunhão com Deus e de vivermos em paz uns com os outros. Todos nós nascemos pecadores e por isso Deus enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para nos salvar.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

SERMÕES 169 - COMPROMISSO MISSIONÁRIO

 COMPROMISSO MISSIONÁRIO

 

Em todo Novo Testamento encontramos um chamado à Evangelização. Vejamos alguns destes textos bíblicos:

 

21 Novamente Jesus disse: "Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio". (João 20.21)Jesus nos envia para proclamarmos sua salvação, assim como Ele foi enviado pelo Pai. Nós proclamamos a salvação em obediência a ordem de Jesus e debaixo de sua autoridade.

 

8 Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra". (Atos 1.8)O Espírito Santo nos capacita com poder para que sejamos testemunhas da vida e obra de Jesus. Somos capacitados para pregar a Palavra e vivermos como Jesus, dessa forma testemunharmos sua vida e obra.

 

13 porque "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". 14 Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? 15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: "Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!" (Romanos 10.13-15) – Paulo deixa claro que a salvação é para todas as pessoas que invocarem o nome de Jesus. Invocar aqui está implícito a ideia de crer Nele como seu Salvador. Mas o próprio apóstolo levanta uma questão fundamental: “Como creram se não há quem pregue?” É certo que Paulo estava jogando a responsabilidade da pregação sobre os irmãos da Igreja de Roma. Eles não só eram responsáveis pela pregação, mas também no enviar daqueles que se dispusessem a pregar. “Como pregarão, se não forem enviados?”

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

MENSAGEM EM VÍDEO 1037 - CORAÇÕES RENDIDOS A DEUS


SERMÕES 60 - CORAÇÕES RENDIDOS A DEUS



CORAÇÕES RENDIDOS A DEUS

15 E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”. (Marcos 16.15)
Este texto descreve a ordem que Jesus deu a seus discípulos após sua ressurreição e antes de subir aos céus. A ordem é clara “vão e preguem o evangelho a todas as pessoas” ou “ide e pregai o evangelho a toda criatura”. A tarefa resultante dessa ordem nós chamamos de Missões. Desta forma missões é a tarefa de anunciar o Evangelho a todas as pessoas.
A continuação do texto diz que os discípulos obedeceram a ordem que Jesus lhes deu.
20 Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam. (Marcos 16.20)
Contudo vemos na história que com a morte dos apóstolos e a oficialização do cristianismo como religião, através do decreto do imperador Constantino no ano 312 d.C., a igreja viveu diversas crises existenciais causadas por fatores externos e também internos. Diante o enfraquecimento espiritual da igreja a obra missionária se encolheu, se atrofiou e passou a ser praticamente exercida pelo alto escalão da igreja; o que mais tarde, com o domínio da Igreja sobre o Estado, levou o evangelho de Cristo a ser imposto sobre os povos conquistados ou colonizados, assim ocorreu no Brasil com os índios que aqui habitavam.
A Reforma Protestante no século XVI trouxe um novo alento, um novo fôlego para a igreja levando-a a retomar a obra evangelizadora ordenada por Jesus, e permitindo aos ouvintes do Evangelho de Cristo responder livremente a essa mensagem de amor. O evangelho então não era mais imposto sobre as pessoas, mas deveria ser aceito pela fé.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

SERMÕES 21 - A MISSÃO DA IGREJA


A MISSÃO DA IGREJA

Objetivo: Apresentar a missão da igreja e levar a comunidade a abraçá-la.

19Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
20ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos" (Mateus 28.19-20).

Muito já se escreveu sobre a missão da Igreja e acredito que muitos outros livros ainda serão escritos sobre a missão da Igreja. Contudo quero que você entenda que não estamos falando de missões e sim da missão da Igreja.
A palavra “MISSÃO” vem do verbo latim Missio, que significa ENVIAR. No Novo Testamento, esta palavra vem do grego APOSTELLO, que tem o mesmo significado em sua essência. No entanto, este termo “MISSÃO/MISSÕES” só chamou a atenção da igreja Cristã a partir do século XVI período este quando a reforma protestante começou a investir na obra da evangelização mundial. Quando falamos de MISSÃO e MISSÕES, o conceito que todos têm é que não passam de duas palavras sinônimas, diferentes só porque uma é singular e a outra é plural. Só que pelo raciocínio missiológico estas palavras são distintas e tem conceitos bem distintos, apesar de serem bastante ligadas uma com a outra. Veja agora seus conceitos: MISSÃO – trata-se do desígnio bíblico, completo da Igreja de Jesus Cristo. Este é um termo vasto que inclui todas as ações da igreja, para dentro ou para fora (ensino, missões, adoração, ação social, etc.), neste mundo. Já MISSÕES pode ser definido como um termo específico e especializado. Refere-se ao envio de pessoas autorizadas para áreas além das fronteiras da Igreja do Novo Testamento e sua imediata influência cristã para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo em áreas destituídas deste, com objetivo de levar o Evangelho de Cristo para alcançar aqueles que não têm Cristo, estabelecendo o funcionamento e multiplicação de trabalhos missionários locais que irão cultivar o CRISTIANISMO neste país. 

terça-feira, 6 de março de 2018

MISSÕES 35 - MISSÕES OU ADORAÇÃO?


MISSÕES OU ADORAÇÃO?


UM PERSPECTIVA REFORMADA DE MISSÕES


Qual é a principal tarefa da igreja? Em resposta a esta pergunta, temos ouvido: “Missões é a principal tarefa da Igreja” ou “Se a Igreja não é missionária, então não é Igreja”. Não há dúvida, de que missões é uma prioridade da Igreja, mas não é a prioridade última. Na verdade, a Adoração a Deus o é. E isto porque Deus é o nosso alvo, e não o ser humano. John Piper diz que quando esta era terminar e representantes de toda raça, tribo e nação estiverem dobradas diante do Cordeiro de Deus, a obra missionária não mais terá razão de existir na igreja. Mas o Culto continuará a existir. Quando chegarmos ao fim dos tempos e todos os redimidos estiverem diante do trono de Deus, missões não serão mais necessárias. Missões representam apenas uma necessidade temporária da Igreja, mas o Culto a Deus permanecerá para todo o sempre.

sexta-feira, 2 de março de 2018

MISSÕES 34- MISSÃO SE FAZ COM ORAÇÃO E JEJUM TAMBÉM!



Missão se faz com oração e jejum também!

"E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram" (At 13.2,3).

José Martins disse corretamente: "A oração é a essência da obra missionária. Não é só uma atividade necessária ao sucesso da obra - é a obra em si. É a prática mais missionária possível, quando vivida de maneira bíblica". É evidente que Martins não quer dizer que oração e missões são a mesma coisa, e sim, que essas duas atividades devem vir interligadas uma na outra. Nunca é demais enfatizar a importância da prática da oração na obra missionária.
Quando o Espírito Santo ordenou que a igreja de Antioquia separasse Paulo e Barnabé para a obra que os tinha chamado, a igreja estava em oração. Esta verdade está implícita e explícita em Atos 13.2 e 3, respectivamente.
Implicitamente porque o versículo dois diz o seguinte: "E, servindo eles ao Senhor, e jejuando...". O fato da igreja estar jejuando subentende-se que ela estava também orando. Seria incoerente pensar que uma igreja que estava adorando a Deus e jejuando não estivesse em oração. Nem toda oração é feita em jejum, mas todo jejum bíblico é feito com oração. Além disso, temos uma evidência explícita de que a igreja de Antioquia realmente orava naquela ocasião: "Então, jejuando e orando..." (v3). Não sabemos ao certo se o jejum do verso 3 é o mesmo do verso 2. Pela urgência do chamado do Espírito, tudo indica que sim. Mas se é o mesmo ou deixa de ser, não é tão importante sabermos. Basta saber que a igreja de Antioquia era uma igreja de oração e que fazia da oração a base de sua missão.
É provável que o exemplo da igreja de Antioquia tenha marcado positivamente o ministério de Paulo. Paulo foi um homem de oração e recomendava às igrejas que orassem por ele e pela expansão do evangelho de Jesus Cristo.

quinta-feira, 1 de março de 2018

MISSÕES 33 - MATEUS 24.14 E A MISSIO DEI


Mateus 24.14 e a Missio Dei


"E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim" (Mt 24.14)


1. Missio Dei: o termo e seu significado

Em um trabalho lido na Conferência Missionária de Brandemburgo, na Alemanha, em 1932, Karl Barth tornou-se um dos primeiros teólogos a articular a missão como atividade de Deus mesmo. Do início ao fim da conferência a influência de Barth foi crucial. O influxo de Barth no pensamento missionário atingiria seu auge na Conferência de Willingen em 1952. Em Willingen reviveu um antigo termo (que veio dos tempos da patrística [séculos II-V] com as famosas discussões trinitárias): Missio Dei. Foi lá que a idéia da missio Dei emergiu,pela primeira vez, de maneira clara. Compreendeu-se a missão como derivada da própria natureza de Deus. Ela foi colocada, pois, no contexto da doutrina da Trindade, não da eclesiologia ou da soteriologia. Outro nome que se destacou na Conferência de Willingen foi o de George Vicedom, autor da famosa obra Missio Dei: An Introduction to the Science of Mission. A ênfase de Vicedom foi: "Deus é o sujeito ativo da missão. Deus o Pai enviou o Seu Filho, e ambos enviaram o Espírito Santo. A Trindade envia a igreja e os crentes em particular, para cumprir a tarefa da Grande Comissão".

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

MISSÕES 32 - O FAVOR IMERECIDO DE DEUS


O FAVOR IMERECIDO DE DEUS

"Se o Senhor se agradar de nós..." , Olho para mim mesmo e para a sociedade na qual estou inserido, e nada vejo porque Deus possa me amar, nem a essa sociedade, nem a esse mundo. É um mundo perdido. Cantamos um hineto que destaca o amor de Deus e diz no meio de sua letra, "que levou Seu Filho à cruz pra morrer em meu lugar". Foi esse amor que nasceu no Seu coração que fez com que Ele olhasse para nós e Se agradasse de nós. Esse amor tem nome: graça
Há razões para Ele Se agradar de nós? Não! Nossa conclusão só pode ser, "Não!". Quando refletimos na nossa pequenez, "Não!" Quando refletimos na nossa nulidade, "Não!" Quando refletimos na nossa maldade, nada pode nos levar a pensar que Deus possa ter um intenso amor por nós. Quando refletimos na nossa culpa, também não; quando refletimos na nossa rebelião, também não. E Paulo chega a asseverar que "todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). Temos que ter bem na nossa mente o fato de que somos pecadores e nada temos em nós que nos faça merecedores da misericórdia divina.
Quando refletimos na nossa falta, falta de conformidade com a semelhança de Deus, mais ainda, quando refletimos em Sua grandeza e em Sua majestade, nada, absolutamente nada nos leva a imaginar que Deus pudesse um dia olhar com bondade para nós.

Mas a Bíblia diz em Efésios 1. 3 a 6: 
"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Pois nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade, para louvor e glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado"

Em 2Timóteo 1.8, 9, diz ainda o apóstolo que "o poder de Deus, que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos".

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

MISSÕES 31 - LEVANDO A SÉRIO A NOSSA MISSÃO

LEVANDO A SÉRIO A NOSSA MISSÃO

(Lucas 4.14-21)

O verso 14 deste capítulo, chamado por alguns de "O Manifesto de Nazaré", inicia uma das mais extraordinárias narrativas do evangelho. Jesus lê no culto da sinagoga o trecho de Isaías 61.1,2 acrescido de Isaías 58.6. Com essa narrativa, única nos Evangelhos Sinóticos, única, aliás, nos Evangelhos, enquanto Mateus e Marcos dizem que Jesus anuncia o reino de Deus, Lucas mostra que o reino é a realidade do próprio Jesus, o Messias, o Cristo, o Ungido de Deus.

BREVÍSSIMA ANÁLISE
Diferentes critérios poderão ser utilizados no estudo deste tocante trecho. Há quem o veja por seu aspecto literário, seu lado puramente poético, e, assim, perceba o paralelismo entre os seus versos, onde "porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres" casa com "restauração da vista aos cegos", e "enviou-me para proclamar libertação aos cativos" é paralelo a "para por em liberdade os oprimidos", tendo tudo seu ápice em "para proclamar o ano aceitável do Senhor".
Há quem olhe o apelo político das fortes expressões: "anunciar boas novas aos pobres", libertação aos cativos", "restauração da vista aos cegos", "por em liberdade os oprimidos", posição tão do agrado dos liberacionistas e dos radicais de uma modo geral.
Podemos ver, no entanto, a extraordinária lição de apostolado, o embasamento de um ministério que é repassado à Igreja de Cristo. Analisemos, assim, a missão que nos é confiada.
Tudo começa com a unção porque nenhum empreendimento em nome de Cristo subsiste sem a unção do Espírito: "O Espírito do Senhor está sobre mim...", diz o texto (v. 18a).
O apóstolo Pedro, num culto de proclamação do evangelho em casa de um oficial do exército romano, refere-se ao ministério de Jesus Cristo afirmando, "como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele" (At 10.28). Afirmação que nos conduz às incisivas expressões que definem a plataforma a ser seguida por Jesus.  

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

MISSÕES 30 - ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA

ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA


INTRODUÇÃO

Desejo com este trabalho mostrar ao leitor, como está a espiritualidade da igreja dos nossos dias, analisando-a por uma perspectiva missiológica.
A espiritualidade é a comunhão que se tem com Deus e com o próximo, e se caracteriza pela prática do amor, e infelizmente esta comunhão está desgastada, e é superficial em muitas igrejas contemporâneas.
A igreja precisa de um fundamento sólido para uma espiritualidade verdadeira, aquela que se manifesta na prática, e para isso a igreja precisa conhecer o período histórico em que vive, a fim de que essa prática seja eficaz.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

MISSÕES 29 - ANTIOQUIA: A IGREJA E SUA MISSÃO

ANTIOQUIA: A IGREJA E SUA MISSÃO


Estudo bíblico de Atos 13.1-3

"Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. E servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram" (At 13.1-3)
Uma das primeiras coisas que podemos observar como resultado da ação missionária do Espírito Santo em Atos é o chamado ou vocação de obreiros para a missão. Em Atos o cronograma de Cristo para a igreja é cumprido à risca pelo Espírito. Sua missão é glorificar a pessoa de Jesus Cristo na continuação do que Ele começou a fazer e ensinar através de homens e mulheres que O amam.
O texto bíblico relata que "havia na igreja de Antioquia profetas e mestres" (At 13.1).

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

MISSÕES 28 - A TEOLOGIA DE MISSÕES DOS SALMOS

A TEOLOGIA DE MISSÕES DOS SALMOS


Existe uma perspectiva missionária nos salmos que muitas vezes passa despercebida por nós. Convido você a repensar o livro dos Salmos e resgatar um de seus enfoques originais que era cantar louvores a Deus com todos os povos.

I - TÍTUL0 E DIVISÕES DO LIVRO DOS SALMOS
1.1. O título do livro dos Salmos
O título original do livro dos Salmos é tehllim (louvores). A palavra portuguesa "salmos" deriva-se da LXX pela tradução do termo hebraico mismor, que significa "cântico acompanhado de instrumentos musicais". Outra palavra correlata é o verbo zamar_(cantar, cantar louvores, fazer musica). Ocorre apenas no piel, grau que expressa ação ativa intensiva no hebraico. Zamar_é cognato de zammeru "cantar", "tocar um instrumento". É usado apenas em poesia, quase exclusivamente nos Salmos. Termos como maskil_são desconhecidos (1).

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

MISSÕES 27 - A RELEVÂNCIA DA MISSIOLOGIA PARA A EDUCAÇÃO TEOLÓGICA

A RELEVÂNCIA DA MISSIOLOGIA PARA A EDUCAÇÃO TEOLÓGICA

Ao olharmos para a Igreja Evangélica Brasileira e o movimento missionário atual, percebemos como ao longo dos anos teologia e missão tem andado por caminhos diferentes, completamente divorciados, assim proponho que em primeiro lugar pensemos sobre a relação existente entre a Missiologia e a Teologia.
Orlando Costas em seu ensaio sobre “Educação Teológica e Missão”1 parte do principio de que a Missão é a mãe da Teologia, dizendo que isto pode ser afirmado pelo fato de que a “teologia nasce do movimento da Palavra do Deus vivente ao cruzar as múltiplas fronteiras da história para criar uma nova humanidade.” A missão é o meio pelo qual Deus faz nascer a Igreja, ela é resultado do esforço missionário não somente de Deus ao enviar seu filho ao mundo como também do esforço de irmãos de outros continentes que plantaram aqui a igreja.
A teologia nasce da necessidade desta igreja plantada, sob o poder do Espírito Santo, de ensinar os rudimentos da fé, refletir critica e sistematicamente sobre si mesma e equipar os seus líderes para a obra do ministério.
Em segundo lugar devemos pensar sobre a prática ministerial que resulta de uma educação teológica divorciada da missiologia.
Em seu ensaio “Missiologia e Educação Teológica”2 Carlos Del Pino conclui dizendo que, “em termos gerais, a nossa educação teológica não tem se preocupado com o aspecto missiológico e missionário na formação dos nossos alunos”, reforçando nossos temores de que o divorcio existente entre Teologia e Missiologia tem causado problemas para que a Igreja ganhe uma visão correta do ministério integral saudável.