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quinta-feira, 29 de maio de 2014

ESTUDOS 45 - FÉ E CIÊNCIA

FÉ E CIÊNCIA
Estudo 1 — O Vínculo entre Fé e Ciência 
Texto-Base: 1 Timóteo 6.20-21
Textos para Meditação Semanal:
2ª Feira: Mateus 11.25               5ª Feira: Salmos 8.3-4
3ª Feira: 1 Pedro 3.14-17            6ª Feira: Salmo 19.1-3
4ª Feira: Tiago 3.17     Sábado: Salmo 18:30


INTRODUÇÃO:
            
             Os assuntos mais interessantes e cativantes da atualidade estão nos campos da chamada ciência. A maioria das pessoas vêem com fascínio e admiração, desde tempos remotos, as descobertas da pesquisa científica. 
             Por causa deste fascínio e grande projeção, muitos cristãos se vêem intimidados por pessoas que, com um conhecimento parcial das verdades científicas, deificam a ciência humana como um sinal de superioridade intelectual de poucos considerando a fé e as religiões de um modo geral como manifestações de pessoas ignorantes e sem letras.
             Nesta oportunidade não adentraremos questões científicas específicas, o que faremos no quarto trimestre deste ano, mas tentaremos desmistificar certos pontos ao esclarecer o que vem a ser a verdadeira ciência.

I. — O que é Ciência?
             Ciência é definida como sendo “um conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio”. Esta definição, dada por um conceituado dicionário, é suficiente para argumentar nossa lição. Por ela resumimos que ciência é o conhecimento que se adquire através da observação e estudo de fatos e fenômenos presentes na obra da criação.
           

sexta-feira, 26 de julho de 2013

CIÊNCIA 2 - A CIÊNCIA TEM QUE CONHECER SEUS LIMITES

A ciência tem que conhecer seus limites

O temor do Senhor é o princípio do saber...” (Provérbios 1:7). Esta era moderna tem sido grandemente modelada por uma visão científica do mundo. A ciência é o método primário através do qual o conhecimento é descoberto. Os fatos são validados e aceitos por meio de métodos científicos. Aquilo que não pode ser verificado através da ciência é considerado “não científico” e, assim, não pode ser adequadamente visto como real. É assim que os modernistas vêem a realidade. A ciência é o determinador final da verdade. É o único modo objetivo através do qual podemos aprender qualquer coisa sobre o mundo. Este é o modo como alguns vêem a ciência, mas é esta uma visão correta? Deveria a ciência ser tão altamente considerada? E o que isto diz sobre Deus e religião? Precisamos entender o que a ciência é, quais são seus limites, como nosso entendimento dela afeta a discussão sobre a evolução, e como a Bíblia se ajusta com este assunto.

O que é a ciência?
Eu não sou um cientista. Na mente de algumas pessoas, isto deveria desqualificar-me para falar sobre o assunto. O que alguns deixam de perceber, contudo, é que a ciência em si é baseada em idéias filosóficas. Os primeiros “cientistas” eram mais filósofos do que qualquer outra coisa. Eu posso não ser qualificado para falar sobre todas as minúcias da disciplina científica, mas posso discutir as filosofias que a fundamentam. É disto que estamos tratando. A ciência natural é descrita como “conhecimento sistematizado derivado da observação, estudo e experimentação efetuados de modo a determinar a natureza ou os princípios do que está sendo estudado”. Ela envolve o uso dos cinco sentidos — tato, paladar, olfato, audição e visão — para ajudar pessoas a aprenderem sobre o mundo. Os componentes-chaves da ciência são a experiência e a observação. Isto requer que a coisa que está sendo estudada possa ser experimentada e observada, e que os experimentos possam ser repetidos num ambiente controlado. Se alguma coisa não pode ser experimentada, observada e experimentada novamente, então não pode ser provada pelo método científico típico. A ciência precisa ser capaz de experimentar aquilo que é refutável. Isto significa que é possível que a hipótese seja comprovada como falsa através do processo experimental. O método científico envolve observações, depois hipóteses, que são respostas possíveis sobre porque algo acontece da maneira que o faz. Através da experiência e da observação, as respostas possíveis a um dado problema são eliminadas (refutadas). Depois de um período de tempo, a hipótese que resiste à experiência pode se tornar uma “teoria” (um termo que, em ciência, denota um sentido mais forte da verdade do que uma opinião). O ponto principal é que a ciência lida com o domínio natural daquilo que pode ser experimentado e observado com os cinco sentidos.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

CIÊNCIA 1 - A CIÊNCIA DA FÉ

A ciência da fé

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis...” (Romanos 1:20).
O debate evolução-criação é freqüentemente pintado como sendo “ciência versus fé”. Isto é enganoso, pois presume que a macroevolução seja um fato científico, e presume que a fé não tem base em evidência concreta. É uma afirmação preconceituosa, pois eleva a ciência e rebaixa a fé por modos que evitam a investigação honesta. Queremos considerar a natureza religiosa da evolução, a natureza da fé bíblica e tentar determinar se a fé é razoável ou não. Argumentamos que o assunto evolução-criação não é sobre ciência versus fé. Antes, qualquer crença sobre o modo como as coisas eram no passado exige fé de alguma forma. Queremos saber como a fé desempenha um papel tanto na evolução como na criação.

A natureza religiosa da evolução
No sentido mais amplo, uma religião é algo que faz surgir devoção, zelo e dedicação de seus adeptos. Ela geralmente envolve um código de ética e filosofia. É uma visão do mundo, uma tendência através da qual se vê toda a vida.
A evolução é, realmente, o principal ocupante da religião secular conhecida como “humanismo”, uma filosofia que não deve ser confundida com “humanitarianismo” (ser bom para as pessoas, etc.). Humanismo é um sistema de crença que é desprovido de Deus, considerando os humanos como objetos puramente naturais. É um ponto de vista religioso porque ressalta zelosamente o progresso humano e os padrões éticos e morais através de meios naturais. Seu deus é a própria natureza (ou mesmo a humanidade). Compare isto com o que se pode ler em Romanos 1:18-32. Observe como aqueles desta passagem põem Deus fora de suas mentes, e então se voltam para servir (adorar) a criatura antes que o Criador. Isto se torna a base para eles fazerem tudo o que queiram fazer.
A tendência humanista é vista em Humanist Manifestos I e II. Estes documentos apresentam, em essência, o credo humanista. Ela nega explicitamente Deus, argumentando que a crença no sobrenatural é “ou insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência ou realização da raça humana. Como não-teístas, começamos com humanos e não com Deus, com a natureza e não a divindade. A natureza pode, na verdade, ser mais larga e profunda do que agora conhecemos; quaisquer novas descobertas, contudo, apenas aumentarão nosso conhecimento do natural” (Kurtz 16). Observe como, começando sem Deus, cada explicação para tudo é naturalista. Não têm espaço para Deus em seu pensamento. Contudo, é a partir desta visão do mundo que eles estabelecem seus próprios padrões éticos e morais pelos quais pensam que todos deveriam viver.
Se não há nada sobrenatural que seja significativo ou relevante, então eles precisam de algum modo para explicar como os humanos e o universo vieram a existir. Entra a teoria da evolução. Ele fornece um “meio intelectual” pelo qual podem responder a tais questões, rejeitar a crença em Deus e estabelecer seu próprio sistema ético. Se somos meramente o resultado do acaso, processos naturais, então devemos ter capacidade e liberdade para buscar qualquer coisa e tudo que nos faz “felizes”. Isto é tudo o que o humanismo é, e a evolução dá o mecanismo para ser capaz de pensar deste modo.
Os evolucionistas geralmente argumentam que há necessidade de separação entre religião e ciência. Contudo, eles parecem ansiosos por usar sua ciência “como uma base para pronunciamentos sobre religião. A literatura do Darwinismo é cheia de conclusões anti-teístas, tais como que o universo não foi projetado e não tem propósito, e que nós humanos somos o produto de processos naturais cegos que não se preocupam nada conosco. E mais ainda, estas afirmações não são apresentadas como opiniões pessoais mas como implicações lógicas da ciência evolucionista” (Johnson 8-9). Eis porque há um tal debate sobre o relato da criação em Gênesis. O que Gênesis descreve contradiz claramente a agenda evolucionista.
Humanistas e evolucionistas são religiosos no seu zelo em evangelizar o mundo, “insistindo que mesmo não-cientistas aceitam a verdade de sua teoria como uma questão de obrigação moral” (Johnson 9). Então, ainda que não exista Deus no pensamento evolucionista e humanista, seus devotos seguidores ainda têm uma filosofia religiosa básica que afeta suas vidas tanto quanto as de qualquer um que creia em Deus. Assim, a questão não é realmente se crêem ou não em Deus, mas em qual “deus” eles confiam.