Festas do Calendário Judaico
Bernard Boas
Nós somos judeus. Apreciamos reunir-nos com nossos amigos e família para celebrações, um Bar Mitsváh, o Ano Novo, uma discussão sobre filosofia ou um dia de jejum. Nossos ancestrais nos têm provido de uma série de festas e jejuns para servir a todos os gostos, algumas marcadas como reuniões sociais (parties), outras como tempos para lamentar, porém, na maioria, datadas para marcar um evento histórico. Porque as suas origens estão remontando a um passado tão longínquo, a precisa datação dos dias escolhidos é, às vezes, difícil. Uma das minhas fontes é um livro titulado de The Jewish Festivals (As festas Judaicas), inicialmente publicado em yídiche no ano de 1933. A outra são meus próprios estudos da Toráh, (os Cinco Livros de Moisés) e outros textos.
O Sábado requer prioridade, e a seguir, na ordem de como vêm no calendário, podemos considerar sete outras memoráveis datas: Péçah (Páscoa), Shòbu`ôt (Festa de Semanas / Pentecostes), Rôsh Hashònóh (Ano Novo), Yôm Kipúr (Dia de Reparação) e Sukôt (Festa de Tendas ou de Ceifa), mais as festas menores de Hanukóh (Festa de Luzes) e Purím (Festa de Ester). Algumas ainda menores não estão incluídas aqui, como a de Lua Nova, o Jejum de Tish`ah B’ób (luto pelos templos destruídos de dias antigos) e Lag B`ômèr (Festa de Estudantes). Todos os serviços mostram variações locais, formadas durante talvez séculos de permanência na Rússia ou Norte da África ou Sul da Alemanha, etc.
A chegada de quase cada festa, justamente semelhante à chegada da primeira fruta da época, ou mesmo um novo pedido em casamento, é cumprimentado com uma benção especial, que podemos traduzir como: ‘Agradeço-Te, Deus, por nos ter mantido vivos e sãos, permitindo-nos gostar desta época.’ Não importa quão longo o serviço, ou quão pesado o livro de oração; a maioria dos rituais judaicos para essas ocasiões dizem, em forma concisa, ‘Agradeço-te, Deus’, ou ‘ Tu és maravilhoso e bondoso’, ou ‘Lembramo-nos quando nos preservaste de algumas aflições’, ou pode ser: ‘Vamos tentar a nos lembrar o que nos ensinaste.’