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terça-feira, 29 de abril de 2014

ESTUDOS 39 - A EXPIAÇÃO


A Expiação



A palavra expiação encontra-se poucas vezes na Bíblia, mas o conceito da expiação constitui o assunto principal do Antigo e do Novo Testamento.  Palavras mais conhecidas como reconciliação, propiciatório, sangue, remissão de pecados e perdão estão diretamente relacionadas com esse tema.


O Dia da Expiação em Israel



Todo israelita sabia que "aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação" (Levítico 23:27).  Havia sacrifícios diários pelo pecado, mas esse era um dia especial, de santa convocação.  Aprendemos em Levítico 16 que o Sumo Sacerdote: Œse purificaria com água; vestiria suas vestes santas de linho; Ž  mataria um novilho para fazer expiação por si e pela sua família; tomaria uma vasilha de brasas do altar e entraria no Santo dos Santos para que a nuvem de incenso cobrisse o propiciatório, que era o lugar da expiação, da propiciação e da reconciliação; sairia, tomaria o sangue do novilho, entraria pela segunda vez no lugar santo com o sangue e o aspergiria sete vezes sobre o propiciatório e diante dele; 'mataria o bode para a oferta pelo pecado, ultrapassaria o véu pela terceira vez e faria com o sangue como tinha feito com o sangue do novilho; 'faria expiação pelo lugar santo e pelo altar do holocausto; "imporia as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessaria os pecados do povo e enviaria o bode para o deserto; e " tiraria as vestes de linho, iria lavar-se, poria outra roupa e ofereceria um holocausto por si e pelo povo.



Esse dia era impressionante, santo e de grande importância porque os pecados de Israel eram expiados por meio de sangue. Já que "é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados" (Hebreus 10:4), esse ritual devia repetir-se a cada ano (Levítico 16:34) até aquele dia grandioso em que Cristo seria "oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos" (Hebreus 9:28).



Por Que Há a Necessidade da Expiação?



Deus fez o homem à sua imagem e, como Criador, tem o maior direito de estipular o procedimento correto para a sua criação, e isso ele fez na forma de leis destinadas para o nosso bem (Deuteronômio 10:13).  O pior que podemos fazer é violar a lei de Deus.  A isso chamamos pecado ou transgressão da lei (1 João 3:4).  Os primeiros seres humanos transgrediram e a culpa deles evidenciou-se pela tentativa de se esconderem de Deus.  A justiça exigia uma pena pelo pecado.  A pena era a morte, a separação de Deus, manifestada pelo afastamento deles do jardim do Éden (Gênesis 3:8, 24).  O pecado continua até hoje, desde aquele primeiro momento ali.  Paulo resumiu a história e as conseqüências do pecado em Romanos 5:12:  "Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram".  Se morremos em nossos pecados, não podemos ir para onde Cristo está (João 8:21, 24).  Vemos, então, que a necessidade suprema de todo homem é ter os pecados expiados, para que receba o perdão dos pecados!



A Expiação e o Sangue de Cristo



Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, é "santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores . . . que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu" (Hebreus 7:26-27).  Cristo, por meio de seu sangue, entrou no lugar santo do céu, tendo obtido para nós a redenção eterna e agora apresenta-se a nosso favor diante da face de Deus (Hebreus 9:12, 24).  O resultado da expiação é nossa"redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados" (Efésios 1:7).  Na verdade, ele "nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados" (Apocalipse 1:5).  Onde há remissão de pecados, "já não há oferta pelo pecado" (Hebreus 10:18), porque Cristo é a propiciação pelos nossos pecados, o meio pelo qual Deus se reconcilia ao homem pecador (1 João 2:2).

sexta-feira, 25 de abril de 2014

ESTUDOS 38 - AS CINCO OFERTAS LEVÍTICAS

 'As 5 Ofertas Levíticas' 


Os Sacrifícios
 E
ste sistema de sacrifícios foi ordenado por Deus e foi colocado no centro e no coração da vida da nação judaica. O que quer que os judeus pensassem, naquela ocasião, por causa do sacrifício contínuo de animais, e o fogo ardendo continuamente no altar do holocausto, não há nenhuma dúvida de que era Deus quem estava impregnando nos corações de cada homem, uma consciência do pecado de cada um.
Uma lição de objeto que faria marcas na pele de cada um, um quadro de longa data do sacrifício vindouro do Messias. Os sacrifícios apontaram a Ele e foram cumpridos n'Ele.

Há muitas instruções para o sacrifício ao longo do Pentateuco, mas em Levítico são dedicados os capítulos 1-7 completamente às 5 ofertas de levíticas que eram os principais sacrifícios usados nos rituais. Eles descrevem 5 tipos de sacrifícios: O holocausto, a Oferta de Manjares, a Oferta Pacífica, a Oferta pelo Pecado, e a Oferta pela Culpa. Cada um dos sacrifícios foi cumprido exclusivamente em Jesus Cristo.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

ESTUDOS 37 - A EXPIAÇÃO PELO SANGUE


'A Expiação pelo Sangue'

Esta é talvez a verdade mais difícil do ser humano aceitar, a de que a vida de uma vítima inocente seria sacrificada em nome do culpado. Para entender isto completamente nós precisamos voltar para o jardim do Éden no Livro de Gênesis.

1. Adão Entrega a Coroa Para o Diabo
O Senhor criou o homem à Sua imagem. Não porque Deus se parece um homem ou com uma mulher. De acordo com Lucas 24:39, Deus não tem um corpo mas Ele é um Espírito eterno. (Jo 4:24). Adão e Eva foram criados como seres de natureza espiritual, imortais, eternos. Naquele estado, era impossível para eles deixarem de existir. Adão teve domínio absoluto e autoridade com só uma restrição, não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Tudo o que voou, nadou, e rastejou estava debaixo do domínio de Adão. Quando a serpente entrou no jardim, também estava debaixo dos pés da autoridade de Adão . Adão permitiu esta serpente (Heb. Nachash, "o envenenador" ) dialogar com a mulher (sua esposa) que é proibido nas Escrituras. Nem sequer Cristo falou com o diabo, pois isso o sujeitaria à vontade ao diabo.
Naquele estado perfeito de controle e domínio, Adão permitiu que a sua esposa dialogasse com esta criatura que estava debaixo de sua autoridade, a qual chamou a Deus de mentiroso, e em nenhum momento, em quaisquer dessas fases do pecado, Adão notou que os seus olhos e os de sua esposa estavam sendo abertos. É importante a nota de que ele não estava neutro, escolhendo a fruta, mas estava "com ela" quando ela foi enganada:
Gen 3:6 "E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela."
Paulo, o apóstolo, deixou também muito claro que Adão não foi enganado:

1 Tim 2:14 "E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão."

Adão soube exatamente o que ela estava fazendo, e como ela escolheu pecar, Adão que estava com ela também escolheu pecar e morrer por causa do amor dele para com sua mulher (um tipo de Cristo). Mas fazendo isto, ele deu literalmente ao diabo a coroa de poder espiritual e de domínio que ele possuiu anteriormente, e colocou isto na cabeça do Nachash. À partir daquele instante, a morte e satanás passaram a dominar legalmente. Neste ponto, em 2 Cor 4:4, Satanás é denominado como o "deus deste mundo". A palavra 'mundo' no grego é interessante, significa "cosmos" que literalmente significa "o sistema mundial". Alguém pode perguntar, "Onde, na Escritura diz que Adão deu a coroa de autoridade ao diabo? " A resposta está na tentação de Jesus em Lucas 4:

Lucas 4:5-8 "E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás."

quarta-feira, 23 de abril de 2014

ESTUDOS 36 - A EXPIAÇÃO DE CRISTO O CENTRO DA HISTÓRIA HUMANA

A EXPIAÇÃO DE CRISTO O CENTRO DA HISTÓRIA HUMANA


Introdução

Estamos às portas de um novo milênio, que se abre como uma incógnita para o futuro. Diante de nossos olhos verificamos um mundo totalmente paradoxal: riqueza e pobreza aos extremos; paz e guerra; diferenças religiosas absurdas; a ciência tentando criar a vida e pessoas morrendo ainda de doenças facilmente tratáveis em países subdesenvolvidos; pessoas querendo trabalhar mas não acham serviço. Enfim, esta geração, como nunca talvez outra geração em sua história, experimenta mudanças e abraça desilusões e desesperança.
O mundo de hoje também, como poucas vezes na história, tem vivido num sincretismo religioso absurdo. Vemos que Jesus pode ser comparado hoje em certas “seitas” a qualquer grande homem da história. Principalmente as crenças orientais desvirtuam pessoas bem intencionadas do caminho correto, aliás, do único caminho. Diante disso, sinto-me desafiado a provar, dentro da história humana bíblica (o desenvolvimento da história narrada pela bíblia, pois nós cristãos, cremos não na teoria da evolução, mas na realidade da Criação), de que Jesus é seu apogeu. Diante de um mundo onde cada vez mais se desrespeita a crença de Cristo como Deus, sinto-me privilegiado ao escrever esta obra, onde o ponto central é Jesus Cristo, Deus-homem, Criador de tudo, Redentor de todos os eleitos e Governador Eterno dos céus. Defenderei a centralidade da história humana na cruz de Cristo. Procurarei demonstrar que a centralidade da história do homem é uma morte (que deveria ser a sua própria), a morte do Cordeiro que traz vida àqueles que não a merecem.
A obra será uma análise teológica, da queda até os escritos bíblicos após o evento da cruz. A questão principal está nas entrelinhas: os esforços do homem não são capazes de levá-lo de volta a Deus. Deus vem buscá-lo, pois o mesmo se encontra “morto em seus delitos e pecados”. Nesse caso, o sacrifício expiatório se encontra no centro da história da reconciliação. Pergunto eu: O que foi mais importante na minha vida pessoal do que a reconciliação com Deus que possuo através de Jesus? Sem reconciliação, a criação não tem sentido após a queda. Sem reconciliação, a esperança escatológica morre. O ato expiatório realizado no A.T., onde o sacrifício de animais amenizava a ira de Deus, se cumpriu cabalmente em Cristo Jesus na expiação. Então, para mim, homem, o fato mais importante, o ponto central dentro da história bíblica como plano de Deus para salvação do homem é o ato reconciliatório da expiação.