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terça-feira, 21 de agosto de 2018

SERMÕES 39 - VIVENDO EM COMUNIDADE


VIVENDO EM COMUNIDADE

A igreja de Corinto estava sofrendo de diversas doenças internas, como: divisões teológicas, problemas morais, contenda entre os crentes ao ponto de buscarem os tribunais como solução, problemas familiares, indisciplina na celebração da ceia, em fim uma igreja onde os membros não existiam como comunidade.
Paulo evoca uma das principais figuras da igreja, o corpo humano, para ensinar que não devemos lutar uns contra os outros, mas devemos servir uns aos outros. Somos um corpo com diferentes membros e cada membro trabalha para servir ao corpo.
Destacamos três verdades ensinadas pelo apóstolo a partir desta figura:


1 – Primeira verdade: a unidade da igreja
12Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo.
13Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito. (1 Coríntios 12.12,13)
A igreja é o corpo de Cristo. Existe uma só igreja, um só corpo, um só rebanho.
Quando cremos em Cristo, somos batizados (imersos) pelo Espírito Santo nesse corpo. Passamos, então, a fazer parte da família de Deus. Tornamo-nos membros da igreja do Deus vivo. Tornamo-nos filhos de Deus e ovelhas do seu pastoreio. Somos introduzidos nesse corpo místico e dele jamais seremos desligados. A igreja visível possui muitas denominações, com várias peculiaridades distintas. Contudo se cremos na Trindade. Se cremos que Jesus é o nosso único Salvador e Senhor. Se temos as Escrituras como nossa única regra de fé e prática. Se cremos na salvação pela graça mediante a fé. Se cremos que Jesus voltará em glória para julgar os vivos e os mortos, então, fazemos parte da verdadeira igreja, da única igreja, do corpo de Cristo. Não importa a cor da nossa pele, a nossa condição social ou mesmo a nossa denominação. Se estamos em Cristo, somos um, pois estamos todos ligados no mesmo Corpo.
Embora exista diversas denominações, diversos templos, Cristo nos coloca numa igreja local, situada num espaço geográfico limitado, como a nossa igreja, a PIBI. Nessa igreja local somos chamados para vivermos a unidade do corpo. Nessa igreja local que Cristo espera que sejamos um membro fiel do Seu corpo. 
Os membros de um corpo cooperam uns com os outros em vez de guerrear uns com os outros. Os membros protegem uns aos outros em vez de ferir uns aos outros. Todos os membros trabalham para o corpo, para o mesmo corpo. Cada membro tem seu valor e cada um é indispensável para o bom funcionamento do corpo. O corpo se desenvolve perfeitamente quando os membros vivenciam a unidade e dessa forma vivem em comunidade. Compartilham tudo o que são e tudo o que possuem, visando o bem comum. Depois de apresentar a primeira verdade: a unidade do corpo. Veremos agora a segunda verdade.

2 – Segunda verdade: a diversidade da igreja
14O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos.
15Se o pé disser: "Porque não sou mão, não pertenço ao corpo", nem por isso deixa de fazer parte do corpo.
16E se o ouvido disser: "Porque não sou olho, não pertenço ao corpo", nem por isso deixa de fazer parte do corpo.
17Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
18De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade.
19Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
20Assim, há muitos membros, mas um só corpo.
21O olho não pode dizer à mão: "Não preciso de você! " Nem a cabeça pode dizer aos pés: "Não preciso de vocês! "
22Pelo contrário, os membros do corpo que parecem mais fracos são indispensáveis, (1 Coríntios 12.14-22)
O corpo é um, mas possui muitos membros. Os membros são diversos e nenhum deles são descartáveis. Têm funções diferentes, mas nenhum membro  é autossuficiente.
Nessa diversidade, dois perigos devem ser evitados:
·         Primeiro perigo: O complexo de inferioridade (1Co 12.15-17). O pé não pode dizer à mão: porque não sou mão, não sou do corpo. O ouvido não pode dizer ao olho: porque não sou olho, não sou do corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato? Os membros do corpo não disputam preeminência, pois foi Deus quem dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Já imaginou um corpo com um só membro? Não seria um corpo!
·         Segundo perigo: O complexo de superioridade (1Co 12.21-24). O apóstolo Paulo argumenta: “Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós” (1Co 12.21). Os membros do corpo que parecem mais fracos são necessários e também revestidos de mais honra. É assim que Deus dispôs os membros no corpo, para que não houvesse sentimento de autodesprezo nem atitude de arrogância. A igreja não é uma feira de vaidades nem uma passarela onde cada um se exibe. A igreja é um corpo, onde os membros são diferentes e cada um deles de máxima utilidade e importância.
A diversidade dos membros não é uma negação da unidade do corpo, mas uma prova incontestável de sua funcionalidade e beleza.

3 – Terceira verdade: a mutualidade da igreja
25a fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros.
26Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele.
27Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. (1 Coríntios 12.25-27)
Nossas diferenças como membros do corpo não devem estimular a divisão da igreja, mas a mútua cooperação. Devemos cooperar uns com os outros em vez de lutar uns contra os outros. Devemos proteger uns aos outros em vez de ferir uns aos outros. A dor de um membro deve ser a dor dos outros membros. Ao mesmo tempo, as alegrias de um membro devem ser a celebração dos outros membros. Paulo é enfático, quando diz: “De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1Co 12.26).
Os membros estão no corpo não para competirem uns com os outros, mas para servirem uns aos outros. Cada um é colocado por Deus para uma atividade peculiar. Deixar de cumprir o seu papel é prejudicar todo o corpo. Nenhum membro do corpo é autossuficiente. Precisamos servir uns aos outros. Precisamos suprir as necessidades uns dos outros. Nenhum crente possui todos os dons espirituais. O que nos falta é suprido por outro membro do corpo e o que falta ao outro membro do corpo, deve ser suprido por nós. Essa mutualidade traz comunhão na igreja local e promove a glória de Deus no céu. Esse cuidado recíproco no corpo e esse amor prático na igreja demonstra ao mundo a eficácia do evangelho. O amor, desta forma, é a apologética final, a prova mais eloquente de que somos discípulos de Jesus. Agindo assim, o mundo crerá que Deus enviou Jesus. Então, haverá a salvação dos perdidos, a edificação dos salvos e a glorificação do nome de Deus.

Conclusão:
Ao dizer que somos membros, Paulo está dizendo que temos uma função no Corpo de Cristo. Cada membro possui uma peculiaridade própria para exercer sua tarefa no corpo. Isso determina aquilo que ele faz no corpo. Da mesma forma nós como membros do corpo de Cristo recebemos dons que nos capacitam a exercermos algumas tarefas na igreja. E cada um de nós fomos distribuídos no corpo segundo a vontade de Deus. Nossos dons servem para realizarmos nossa função no corpo.   
Deus está te convocando para o serviço. Os ministérios estão aí, o dom está com você, à responsabilidade é sua. Se engaje nesse projeto. Sirva em um de nossos ministérios. Deus te abençoe.  

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
19/08/2018

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